Reajuste de 47%
Jornal de Brasília
Aumento vai ser dado em parcelas até 2010
O ministro Nelson Jobim (Defesa) anunciou ontem que o reajuste médio das Forças Armadas será de 47,19%. A divulgação foi feita depois da reunião que teve com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O reajuste será dado em parcelas até meados 2010.
O aumento será retroativo a janeiro de 2008 e vai variar de acordo com a patente. O maior percentual será para recrutas, que terão 137,8% de aumento. O menor reajuste será para oficiais generais, que receberão 35,3%.
O impacto anual da folha de pagamento, segundo o Ministério da Defesa, vai subir de R$ 27,5 bilhões para R$ 39, 9 bilhões ao final dos reajustes. Sexta-feira passada, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, declarou que a decisão sobre o reajuste dos militares estava "quase na reta final". A declaração foi dada em solenidade no Quartel General do Exército, em Brasília. Segundo o brigadeiro, faltavam, já naquele dia, alguns acertos com a área econômica para definir o percentual de reajuste.
Cortes
O decreto de programação orçamentária e financeira divulgado ontem define, apenas, o limite de gasto que cada ministério poderá executar este ano em custeio e investimento. Levando-se em consideração apenas esse limite, os dados divulgados pelo Ministério do Planejamento apontam como "o maior perdedor" de receitas o Ministério das Cidades, seguido pelos ministérios da Saúde e do Turismo, comandado pela ministra Marta Suplicy, candidata potencial à Prefeitura de São Paulo.
Os números divulgados, entretanto, ocultam os valores acrescentados aos orçamentos dos ministérios por medida provisória e que somaram cerca de R$ 12 bilhões. Esses são os créditos adicionais liberados pelo Governo, por meio de MP, até que o Congresso aprovasse o Orçamento, o que aconteceu somente no mês passado. Portanto, embora tenham perdido R$ 19,4 bilhões de recursos para investimento e custeio por uma mão, os ministérios ganharam R$ 12 bilhões como crédito extraordinário. Dessa forma, a perda líquida foi de apenas R$ 7 bilhões, considerando-se somente os gastos de custeio e investimento.
No caso de inclusão de despesas obrigatórias nessa conta, a redução de gastos em relação ao orçamento cai para R$ 1,5 bilhão Isso porque as despesas da Previdência e Assistência Social e subsídios cresceram R$ 5,5 bilhões.
