VOCÊ SABIA: ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO AGORA É LEI!
O AGRESSOR PODE RESPONDER POR ATÉ DOIS ANOS DE RECLUSÃO
Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o anexo-casual com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada pela Doutora Margarida Barreto. O tema de sua dissertação de mestrado em psicologia Social foi defendido em vinte e dois de Maio de dois mil na PUC/SP, sob o titulo “uma Jornada de Humilhações”.
Explicando o que é assedio moral ou Violência moral no trabalho!
É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações humanas e a ética de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado, desestabiliza a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistirem do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitude e conduta negativas dos chefes em relação aos seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos pratico e emocionais para o trabalhador e a organização.
A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizado, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Este, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associam ao estimulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vitima e, freqüentemente, reproduzem e ritualizam ações e aos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o pacto da tolerância e do silêncio no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se fragilizando, (perdendo) sua auto-estima.
O que é humilhação?
É um sentimento de ser ofendido, menosprezado, rebaixado, inferiorizado, submetido, vexado, constrangido e ultrajado pelo outro. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado, revoltado, perturbado, mortificado, traído, envergonhado, indignado e com raiva. A humilhação causa tristeza e sofrimento.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos á sua saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
Estratégias do agressor.
Escolher a vítima e isolar do grupo.
Impedir de se expressar e não explicar o porque.
Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos pares.
Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
Destruir a vitima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vitima engloba vigilância acentuada e constante. A vitima e isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
Livrar-se da vítima que são forçado/as a pedir demissão ou são demitidos/as freqüentemente, por insubordinação.
Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.
A explicação do assédio moral ou violência no trabalho: São gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhar repetidamente, inferiorizar, amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar, ridicularizar, risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à presença do/a outro/a estigmatizar os/as adoecido as pelo a para o trabalho, vexatórias, falar baixinho acerca de pessoa, olhar e não ver ou ignorar sua presença, rir daquele/a que apresenta dificuldade, não cumprimentar, sugerir que peçam demissões, dar tarefas sem sentido ou seja jamais serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo, dar tarefas através de terceiros ou colocar em sua mesa sem ser avisar, controlar o tempo de idas ao banheiro, tornar publico algo intimo do/a subordinado/a, não explicar a causa da perseguição, Difamar, ridicularizar.
As manifestações do assédio segundo o sexo:
Com as mulheres: os controles são diversificados e visa intimidar, submeter, proibir a fala, interditar a fisiologia, controlando tempo e freqüência de permanência nos banheiros. Relacionam atestados médicos e faltas, a suspensão de cestas básicas ou promoções.
Com homens: Atingem a virilidade, preferencialmente.
O que a vitima deve fazer?
==> RESISTIR e anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dias, mês, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
==> Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhação do agressor/ES.
==> Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
==> Evitar conversa com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colegas de trabalho ou representante sindical
==> Exigir por escrito, explicações de ato agressor e permanecer com cópia, da carta enviada ao departamento de pessoal, ou recursos humanos e também da eventual resposta dói assessor.
==> Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo ou protocolar direto no órgão em que você trabalha, guardando cópia e o recibo do protocolo.
==> Procure seu sindicato e relata o acontecido para diretores e outras instâncias como: Médicos ou advogados de sua confiança ou do sindicato. Você também pode denunciar ao Ministério Publico, Justiça do Trabalho, Comissão dos Direitos Humanos e conselhos regionais que rege sua profissão.
==> Recorrer ao Centro de Referencia em saúde dos Trabalhadores e relatar a humilhação sofrida ao medico, assistência social ou psicólogo.
==> Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais, para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Alerta:
O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele, se baseia na repetição ao longo do tempo de prática vexatória e tempo de práticas vexatórias e constrangedoras. Explicando a degradação deliberada das condições de trabalho num b contesto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade, identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores, do seu Sindicato, das CIPAS, das organizações por locais de trabalho (OLP). Comissões de saúde e procurar centros de referencias de Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão dos Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.
O basta à humilhação depende também das informações, organizações e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é possível na medida em que haja “vigilância constante” Objetivando condições de trabalho digno, baseados no respeito ao outro, no incentivo a criatividade, na cooperação.
O combate de forma eficaz ao assédio moral ou violência moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais como Sindicatos, advogados, Médicos do Trabalho e outros profissionais da saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assedio ou violência moral no trabalho. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.
IMPORTANTE:
Se Você é testemunha de cena/s de humilhação ou violência no trabalho supre seu medo, seja solidário com seus colegas.
Conscientize que você pode ser a próxima vitima. Nesta hora o apoio de seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o anexo-casual com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada pela Doutora Margarida Barreto. O tema de sua dissertação de mestrado em psicologia Social foi defendido em vinte e dois de Maio de dois mil na PUC/SP, sob o titulo “uma Jornada de Humilhações”.
Explicando o que é assedio moral ou Violência moral no trabalho!
É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações humanas e a ética de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado, desestabiliza a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistirem do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitude e conduta negativas dos chefes em relação aos seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos pratico e emocionais para o trabalhador e a organização.
A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizado, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Este, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associam ao estimulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vitima e, freqüentemente, reproduzem e ritualizam ações e aos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o pacto da tolerância e do silêncio no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se fragilizando, (perdendo) sua auto-estima.
O que é humilhação?
É um sentimento de ser ofendido, menosprezado, rebaixado, inferiorizado, submetido, vexado, constrangido e ultrajado pelo outro. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado, revoltado, perturbado, mortificado, traído, envergonhado, indignado e com raiva. A humilhação causa tristeza e sofrimento.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos á sua saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
Estratégias do agressor.
Escolher a vítima e isolar do grupo.
Impedir de se expressar e não explicar o porque.
Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos pares.
Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
Destruir a vitima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vitima engloba vigilância acentuada e constante. A vitima e isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
Livrar-se da vítima que são forçado/as a pedir demissão ou são demitidos/as freqüentemente, por insubordinação.
Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.
A explicação do assédio moral ou violência no trabalho: São gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhar repetidamente, inferiorizar, amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar, ridicularizar, risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à presença do/a outro/a estigmatizar os/as adoecido as pelo a para o trabalho, vexatórias, falar baixinho acerca de pessoa, olhar e não ver ou ignorar sua presença, rir daquele/a que apresenta dificuldade, não cumprimentar, sugerir que peçam demissões, dar tarefas sem sentido ou seja jamais serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo, dar tarefas através de terceiros ou colocar em sua mesa sem ser avisar, controlar o tempo de idas ao banheiro, tornar publico algo intimo do/a subordinado/a, não explicar a causa da perseguição, Difamar, ridicularizar.
As manifestações do assédio segundo o sexo:
Com as mulheres: os controles são diversificados e visa intimidar, submeter, proibir a fala, interditar a fisiologia, controlando tempo e freqüência de permanência nos banheiros. Relacionam atestados médicos e faltas, a suspensão de cestas básicas ou promoções.
Com homens: Atingem a virilidade, preferencialmente.
O que a vitima deve fazer?
==> RESISTIR e anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dias, mês, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
==> Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhação do agressor/ES.
==> Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
==> Evitar conversa com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colegas de trabalho ou representante sindical
==> Exigir por escrito, explicações de ato agressor e permanecer com cópia, da carta enviada ao departamento de pessoal, ou recursos humanos e também da eventual resposta dói assessor.
==> Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo ou protocolar direto no órgão em que você trabalha, guardando cópia e o recibo do protocolo.
==> Procure seu sindicato e relata o acontecido para diretores e outras instâncias como: Médicos ou advogados de sua confiança ou do sindicato. Você também pode denunciar ao Ministério Publico, Justiça do Trabalho, Comissão dos Direitos Humanos e conselhos regionais que rege sua profissão.
==> Recorrer ao Centro de Referencia em saúde dos Trabalhadores e relatar a humilhação sofrida ao medico, assistência social ou psicólogo.
==> Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais, para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Alerta:
O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele, se baseia na repetição ao longo do tempo de prática vexatória e tempo de práticas vexatórias e constrangedoras. Explicando a degradação deliberada das condições de trabalho num b contesto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade, identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores, do seu Sindicato, das CIPAS, das organizações por locais de trabalho (OLP). Comissões de saúde e procurar centros de referencias de Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão dos Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.
O basta à humilhação depende também das informações, organizações e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é possível na medida em que haja “vigilância constante” Objetivando condições de trabalho digno, baseados no respeito ao outro, no incentivo a criatividade, na cooperação.
O combate de forma eficaz ao assédio moral ou violência moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais como Sindicatos, advogados, Médicos do Trabalho e outros profissionais da saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assedio ou violência moral no trabalho. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.
IMPORTANTE:
Se Você é testemunha de cena/s de humilhação ou violência no trabalho supre seu medo, seja solidário com seus colegas.
Conscientize que você pode ser a próxima vitima. Nesta hora o apoio de seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
