SERVIDORES DE RIO CLARO GARANTEM 7,5% DE REAJUSTE SALARIAL

Publicado: 18/06/2013 | 13:07


 Durou mais de 4 horas a audiência de conciliação entre a Prefeitura Municipal e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Rio Claro (Sindmuni),dia 7 de junho, no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Após muita discussão e momentos de tensão, ficou acordado o reajuste salarial de 7,5%, R$ 145 no vale-alimentação para a categoria e a garantia de pagamento dos dias de greve sem prejudicar os reflexos dos servidores e a garantia de que em 30 dias terá inicio a Reforma Administrativa.
Tu Reginato, presidente do Sindmuni, afirma que apesar de o índice não ser o almejado, a categoria sai vitoriosa por ter iniciado essa batalha. “Hoje temos consciência do poder de união e esta foi apenas a primeira de muitas batalhas que iremos enfrentar com a Administração. A próxima é garantir que a Reforma Administrativa atenda aos anseios da categoria”, disse Reginato.
A prefeitura chegou à audiência com a proposta inicial da negociação: 7% de reajuste e o escalonamento no vale-alimentação com a possibilidade de descontar os dias de greve; a segunda proposta era de 7% de reajuste e R$ 130 no vale alimentação para toda categoria; a terceira e última proposta da prefeitura foi de 7,5% de reajuste e R$ 130 no cartão-alimentação.
O grupo de 20 pessoas que representavam o funcionalismo municipal de Rio Claro, formado por diretores do sindicato, membros da comissão de negociação e servidores, não aceitou nenhuma das propostas e chegou a propor R$ 180 no vale-alimentação e 7,5% de reajuste e 8% de reajuste e vale-alimentação no valor de R$ 160. Ambas as propostas não foram aceitas pela administração municipal.
Sem nenhum acordo, e com o departamento jurídico da prefeitura mostrando-se despreparado e sem argumentos convincentes, o prefeito em muitos momentos mostrou-se nervoso. O desembargador Gonzaga Franceschini, vice-presidente do TJ, propôs então o índice de R$ 7,5% e R$ 145 no vale-alimentação.
Os representantes do funcionalismo foram orientados por uma juíza designada por Franceschini a aceitar a proposta, afirmando que outras greves do serviço público municipal que foram levadas a julgamento não garantiram nenhum índice de reajuste, além de ter os dias parados descontados e prejudicar benefícios de servidores, como anuênio e licença-prêmio.
“Para silenciar os que insistem em afirmar que está foi uma manifestação política, entendemos que era preciso ceder para ganhar, diferente do que o prefeito fez desde o início. Não podíamos prejudicar os três mil servidores que durante 15 dias deram tudo de si, arriscando que este impasse fosse prolongado com a possibilidade de perda dos dias não trabalhados e o risco de perder os benefícios”, esclareceu Tu Reginato.
A greve foi vitoriosa
As recentes declarações de Du Altimari, a forma com que a greve foi contestada na justiça com declarações mentirosas e a clara demonstração de descaso com o servidor e despreparo para argumentar na justiça são provas de que independentemente do índice acordado, a categoria conseguiu provar que está ciente e consciente de que unir forças é o caminho para que o futuro seja mais digno.
A entidade representa e tem voz ativa pela categoria. As reivindicações, sejam de que natureza for, precisam ter voz ativa e reconhecimento legal para que possam surtir efeito. A manifestação, durante estes 15 dias, mostrou que a união faz a força e mesmo que se tente tapar os ouvidos, o coro de vozes não faz silenciar.