Trabalhador briga por aumento real de salários
| Marcelo Rehder |
| O Estado de S. Paulo |
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Além da redução da jornada, as categorias com data-base para renovação da convenção coletiva no primeiro semestre cobram também a parte nos ganhos que as empresas têm obtido com o crescimento da atividade. Os 250 mil operários da construção civil de São Paulo, por exemplo, já conquistaram reajuste de 8,51% a partir de maio. O ganho real, descontado a inflação, será de 3%. “Conseguimos manter o piso da categoria bem acima do salário mínimo proposto pelo governo do Estado, de R$ 450,00”, diz Antônio de Souza Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo. Pela nova tabela, o servente não pode ganhar menos que R$ 712,80 mensais. Para trabalhadores mais qualificados, como pedreiros, carpinteiros e pintores, o piso é de R$ 851,40, ou R$ 3,87 por hora. A categoria também conseguiu cesta básica de 30 quilos e vale-refeição de R$ 10,50. No setor de doces e conservas alimentícias, cerca de 10 mil trabalhadores no Estado tiveram os salários reajustados em 8%, o que representa aumento real em torno de 2,5%. Já os 15mil trabalhadores do setor de bebidas (exceto cervejas) conseguiram reajuste de 6,5%. Ficou definido ainda a Participação nos Lucros ou Resultados de R$ 725,00, a ser paga em duas parcelas semestrais. Com data-base em maio, os 37 mil trabalhadores químicos da indústria farmacêutica no Estado terão reajuste de 6,5%. O número corresponde a ganho real de 0,95%. “O quadro nos últimos três anos tem sido favorável aos trabalhadores”, diz Clemente Gaz Lúcio, diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). |
