Mobilização Nacional contra o Aedes aegypti. Entre nessa guerra também!

Publicado: 12/02/2016 | 09:31


Mobilização Nacional contra o Aedes aegypti
Entre nessa guerra também!

O Brasil vai realizar um grande mutirão de combater ao Aedes aegypti no próximo sábado (13/02), em ação que contará com a participação de mais de 200 mil militares em capitais e cidades consideradas endêmicas, conforme indicação do Ministério da Saúde.
O detalhamento do conjunto de atividades contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika - que está relacionado à microcefalia em bebês - foi apresentado na tarde desta quinta-feira (11/02) pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo. A meta da mobilização nacional é visitar três milhões de residências em cerca de 350 cidades.
Integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica iniciarão no próximo sábado (13) a segunda fase do cronograma de combate ao Aedes aegypti. Serão deslocados 220 mil homens e mulheres das três Forças para uma mobilização nacional, o que permitirá levar o mutirão de combate ao mosquito a 350 cidades. 
Combater o mosquito da zika, dengue e chikungunya é dever de todos
A FUPESP faz um alerta de que o zika já se alastrou. Em vários países do mundo já foram detectados casos, mas os médicos ainda não conseguem precisar quais os danos à saúde e as possíveis formas de transmissão, por isso cientistas do Brasil e dos Estados Unidos se juntaram para desenvolver uma vacina, o que demanda tempo.
Enquanto isso, todos nós, brasileiros e brasileiras, temos que fazer a nossa parte e seguir todos os procedimentos para combater o aedes aegypti.
 
Enfrentamento
O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. Por exemplo: caixas d'água, barris, tambores, vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, tanques, cisternas, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores e muitos outros onde a água da chuva é coletada ou armazenada. Portanto, considerando essa facilidade de disseminação, podemos imaginar o grau de dificuldade para efetivamente combater a doença - o que só é possível com a quebra da cadeia de transmissão, eliminando o mosquito dos locais onde se reproduzem. Assim, a prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a mobilização de toda a comunidade a partir da adoção de medidas simples, visando a interrupção do ciclo de transmissão e contaminação. Caso contrário, as ações isoladas poderão ser insuficientes para acabar com os focos da doença. Na eventualidade de uma epidemia de dengue numa comunidade ou município, há a necessidade de serem executadas medidas de controle como o uso de inseticidas aplicados através de carro-fumacê ou nebulização, para diminuir o número de mosquitos adultos transmissores e interromper a disseminação da epidemia. Nessa oportunidade, a comunidade deve cooperar com o processo de nebulização, mantendo as portas e janelas das casas abertas, de modo a permitir a entrada do inseticida.
CONTRA PICADAS Se as pessoas não são picadas, não se tornam mais um foco indireto da doença. Veja algumas dicas:
MEDIDAS PARA EVITAR PICADA DE MOSQUITO Espirais ou vaporizadores elétricos: Devem ser colocados ao amanhecer e/ou no final da tarde, antes do pôr-do-sol, horários em que os mosquitos da dengue mais picam. Mosquiteiros: Devem ser usados principalmente nas casas com crianças, cobrindo as camas e outras áreas de repouso, tanto durante o dia quanto à noite. Repelentes: Podem ser aplicados no corpo, mas devem ser adotadas precauções quando utilizados em crianças pequenas e idosos, em virtude da maior sensibilidade da pele. Telas: Usadas em portas e janelas, são eficazes contra a entrada de mosquitos nas casas.