Paralisação reduz ritmo de exportações no PR
Gazeta Mercantil
O movimento do comércio exterior paranaense no mês de março despencou e ficou muito abaixo da média dos últimos meses, tanto nas exportações quanto nas importações, como conseqüência da greve dos auditores fiscais da Receita Federal. Segundo informações do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a importação, que havia crescido 69,40% em janeiro e 102,47% em fevereiro, em relação ao mesmo período do ano anterior, teve uma expansão de apenas 13,41% em março, também comparativamente a 2007. Já a exportação de produtos paranaenses caiu mais significativamente em março, com uma evolução de apenas 9,63% em relação ao ano anterior, ao passo que em janeiro e fevereiro os aumentos registrados haviam sido de 55,15% e 28,01% respectivamente.
"Esta redução registrada em março pode ser vinculada à greve dos fiscais aduaneiros", afirma Maurílio Schmitt, coordenador do Departamento Econômico da Fiep. A procuradoria jurídica da Fiep obteve no início de abril três liminares favoráveis a mandados de segurança coletivos impetrados contra a paralisação no porto paranaense de Paranaguá e nos catarinenses de São Francisco do Sul e Itajaí solicitando a liberação de cargas de seus associados, mas a eficiência dessas medidas teve alcance limitado.
A greve dos auditores fiscais foi iniciada no dia 18 de março e o movimento permanece atuando até hoje,embora agora dentro de uma nova tática de operação-padrão. No porto de Paranaguá se calcula que exista pelo menos US$ 1 bilhão em mercadorias a serem liberadas em conseqüência da greve. O comando da greve da Unifisco no Porto de Paranaguá, por sinal, desistiu de levantar estatísticas sobre os prejuízos que o terminal paranaense vem sofrendo, mas informa que "mesmo que a greve acabe nesta semana, ainda haverá a necessidade de um período de tempo superior a um mês para que o fluxo das cargas seja normalizado.
Assembléia
A próxima assembléia dos auditores está marcada para amanhã. Neste encontro o comando da paralisação deverá analisar as propostas governamentais e avaliarão a continuidade da greve.
