Acidentes de trânsito consumiram 1,23% do PIB do estado de São Paulo em 2016
Os dados são de um estudo inédito do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros. Só no Brasil, estima o estudo, o prejuízo em 2016 com a violência no trânsito foi de R$ 146,8 bilhões, ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
O estado de São Paulo perdeu, em 2016, R$ 24,7 bilhões devido a acidentes de trânsito. O valor representa 1,23% do PIB estadual. Minas Gerais e Paraná vêm a seguir, em segundo e terceiro lugar, seguidos em quarto pelo estado do Rio de Janeiro, que perdeu R$ 10,22 bilhões (1,53% do PIB estadual).
Os dados são de um estudo inédito do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros. Só no Brasil, estima o estudo, o prejuízo em 2016 com a violência no trânsito foi de R$ 146,8 bilhões, ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
DADOS DA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO:
Em 2016 o número de mortos no trânsito brasileiro alcançou a marca de 33.347 óbitos, com 28.032 de casos de invalidez permanente. Apesar de impressionantes, os números apontam queda de 32,35% em relação a 2015, quando foram registrados 42.501 mortes e 57.798 casos de invalidez permanente. Em 2015 o custo estimado dos acidentes foi de R$ 217,11 bilhões, ou 3,7% do PIB.
A projeção do CPES não inclui gastos com atendimento no hospital, nem do período de reabilitação.
O coordenador do levantamento e diretor do CPES, Claudio Contador, atribui a queda dos acidentes no país a dois fatores: a crise econômica, com forte quadro recessivo e, como consequência, a queda nas vendas de veículos. O segundo motivo foi o aumento da fiscalização, especialmente em função da Lei Seca.
A grande maioria dos acidentados, 9 em cada dez, está concentrada na faixa entre 18 e 64 anos, portanto pessoas em plena capacidade produtiva.
MOTOQUEIROS, COMO SEMPRE, PUXAM O RANKING DE VÍTIMAS
Os acidentes envolvendo motocicletas respondem por 73,5% dos casos de invalidez, em média, desde 2008. Quanto ao número de mortes no trânsito, 36,3% contabilizam motociclistas, segundo dados do DPVAT, o seguro obrigatório.
Para o coordenador do levantamento do CPES, Claudio Contador, o caso mais chocante é o de Rondônia, que desponta com a perda mais alta relativa a acidentes de trânsito: 6% do PIB estadual, maior percentual no país. No Nordeste, o Ceará puxa o ranking das perdas, com 4,9% do PIB. Detalhe: muitos dos acidentes envolvem o uso de motocicletas.
Os estados mais pobres registram perda maior devido a piores condições de trânsito, graças à falta de fiscalização e ao uso intensivo de motocicletas, uma mistura explosiva. Se em todo o Brasil as motos representam 36,5% das mortes, no Ceará a taxa salta para 56,5%, na média de 2008.
O estado de São Paulo perdeu, em 2016, R$ 24,7 bilhões devido a acidentes de trânsito. O valor representa 1,23% do PIB estadual. Minas Gerais e Paraná vêm a seguir, em segundo e terceiro lugar, seguidos em quarto pelo estado do Rio de Janeiro, que perdeu R$ 10,22 bilhões (1,53% do PIB estadual).
Os dados são de um estudo inédito do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros. Só no Brasil, estima o estudo, o prejuízo em 2016 com a violência no trânsito foi de R$ 146,8 bilhões, ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
DADOS DA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO:
Em 2016 o número de mortos no trânsito brasileiro alcançou a marca de 33.347 óbitos, com 28.032 de casos de invalidez permanente. Apesar de impressionantes, os números apontam queda de 32,35% em relação a 2015, quando foram registrados 42.501 mortes e 57.798 casos de invalidez permanente. Em 2015 o custo estimado dos acidentes foi de R$ 217,11 bilhões, ou 3,7% do PIB.
A projeção do CPES não inclui gastos com atendimento no hospital, nem do período de reabilitação.
O coordenador do levantamento e diretor do CPES, Claudio Contador, atribui a queda dos acidentes no país a dois fatores: a crise econômica, com forte quadro recessivo e, como consequência, a queda nas vendas de veículos. O segundo motivo foi o aumento da fiscalização, especialmente em função da Lei Seca.
A grande maioria dos acidentados, 9 em cada dez, está concentrada na faixa entre 18 e 64 anos, portanto pessoas em plena capacidade produtiva.
MOTOQUEIROS, COMO SEMPRE, PUXAM O RANKING DE VÍTIMAS
Os acidentes envolvendo motocicletas respondem por 73,5% dos casos de invalidez, em média, desde 2008. Quanto ao número de mortes no trânsito, 36,3% contabilizam motociclistas, segundo dados do DPVAT, o seguro obrigatório.
Para o coordenador do levantamento do CPES, Claudio Contador, o caso mais chocante é o de Rondônia, que desponta com a perda mais alta relativa a acidentes de trânsito: 6% do PIB estadual, maior percentual no país. No Nordeste, o Ceará puxa o ranking das perdas, com 4,9% do PIB. Detalhe: muitos dos acidentes envolvem o uso de motocicletas.
Os estados mais pobres registram perda maior devido a piores condições de trânsito, graças à falta de fiscalização e ao uso intensivo de motocicletas, uma mistura explosiva. Se em todo o Brasil as motos representam 36,5% das mortes, no Ceará a taxa salta para 56,5%, na média de 2008.
