Gazeta Mercantil

Os auditores fiscais decidiram ontem suspender temporariamente a greve até 1 junho e retomar as negociações com o governo. Cerca de 85% dos 12.500 auditores fiscais em atividade tomaram esta decisão nas assembléias realizadas em vários estados, informou Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco).

Segundo Delarue, "a greve foi suspensa por prazo determinado, até 1 de junho. Neste intervalo de tempo esperamos progredir nas negociações". Para o presidente do Unafisco, a intenção é chegar a um acordo e os auditores esperam que o governo avance nas questões que se encontram em discussão.

Entre os pontos que serão tratados pelos auditores, um dos principais refere-se à questão salarial. O governo havia oferecido salário de R$ 19.700 e piorou a proposta reduzindo a faixa para R$ 19.200. Na opinião de Delarue, "falta pouco mas o governo não chegou ao que havia se comprometido antes da greve". O pagamento dos dias parados também integrará a lista de reivindicações.

Os outros aspectos que o sindicato pretende negociar são o calendário para concessão dos reajustes fixado até 2010, conforme proposto pelo governo. O Unafisco quer trazer a data para 2009. A transposição dos colegas novos para ocupar posições no miolo da carreira e alguns ajustes no sistema de progressão irão compor a pauta que Delarue pretende retomar na próxima semana.

A categoria retoma as atividades normais na segunda-feira, dia 12. "Voltaremos a operar normalmente", diz Delarue. As declarações recentes do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o governo havia chegado no limite dos aspectos financeiros da proposta indicavam um endurecimento nas negociações. Delarue, no entanto, se mantém otimista. "Nós esperamos que o governo tenha boa vontade para negociar na mesma proporção que nos tivemos boa vontade em suspender temporariamente o movimento", afirma.

O risco de retomada da greve não está afastado. "Se não houver um entendimento, há possibilidade de retorno da greve mas nós acreditamos que haverá bom senso por parte do governo".

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Auditores suspendem greve até 1º de junho

Publicado: 9/05/2008 | 09:35


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Os auditores fiscais decidiram ontem suspender temporariamente a greve até 1 junho e retomar as negociações com o governo. Cerca de 85% dos 12.500 auditores fiscais em atividade tomaram esta decisão nas assembléias realizadas em vários estados, informou Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco).

Segundo Delarue, "a greve foi suspensa por prazo determinado, até 1 de junho. Neste intervalo de tempo esperamos progredir nas negociações". Para o presidente do Unafisco, a intenção é chegar a um acordo e os auditores esperam que o governo avance nas questões que se encontram em discussão.

Entre os pontos que serão tratados pelos auditores, um dos principais refere-se à questão salarial. O governo havia oferecido salário de R$ 19.700 e piorou a proposta reduzindo a faixa para R$ 19.200. Na opinião de Delarue, "falta pouco mas o governo não chegou ao que havia se comprometido antes da greve". O pagamento dos dias parados também integrará a lista de reivindicações.

Os outros aspectos que o sindicato pretende negociar são o calendário para concessão dos reajustes fixado até 2010, conforme proposto pelo governo. O Unafisco quer trazer a data para 2009. A transposição dos colegas novos para ocupar posições no miolo da carreira e alguns ajustes no sistema de progressão irão compor a pauta que Delarue pretende retomar na próxima semana.

A categoria retoma as atividades normais na segunda-feira, dia 12. "Voltaremos a operar normalmente", diz Delarue. As declarações recentes do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o governo havia chegado no limite dos aspectos financeiros da proposta indicavam um endurecimento nas negociações. Delarue, no entanto, se mantém otimista. "Nós esperamos que o governo tenha boa vontade para negociar na mesma proporção que nos tivemos boa vontade em suspender temporariamente o movimento", afirma.

O risco de retomada da greve não está afastado. "Se não houver um entendimento, há possibilidade de retorno da greve mas nós acreditamos que haverá bom senso por parte do governo".