Vannildo Mendes e Carlos Mendes O Estado de S. Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, “mancha a imagem do Brasil no exterior” e “levanta dúvidas” sobre o julgamento.

Bida havia sido acusado de encomendar o assassinato da freira Dorothy Stang. Ela foi assassinada a tiros em fevereiro de 2005, em Anapu, sul do Pará, onde desenvolvia trabalho missionário junto a comunidades rurais. Lula disse esperar que a sentença seja revista.

No primeiro julgamento, em maio de 2007, Bida foi condenado a 30 anos de prisão, como mandante do crime. Na terça-feira, em novo julgamento, ele foi absolvido pelo Tribunal do Júri de Belém. A decisão revoltou a família da religiosa e entidades de direitos humanos.

Mesmo frisando que, como presidente da República, não poderia “dar palpite”, Lula criticou a decisão. “Como brasileiro e como cidadão comum, obviamente que estou indignado com o resultado.”

O promotor de Justiça Edson Cardoso de Souza protocolou ontem recurso de apelação para levar o fazendeiro a um terceiro julgamento. “A decisão dos jurados contrariou as provas dos autos no caso do Bida”, afirmou.

" />

'Absolvição mancha a imagem do Brasil no exterior', diz Lula

Publicado: 9/05/2008 | 09:53


Vannildo Mendes e Carlos Mendes
O Estado de S. Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, “mancha a imagem do Brasil no exterior” e “levanta dúvidas” sobre o julgamento.

Bida havia sido acusado de encomendar o assassinato da freira Dorothy Stang. Ela foi assassinada a tiros em fevereiro de 2005, em Anapu, sul do Pará, onde desenvolvia trabalho missionário junto a comunidades rurais. Lula disse esperar que a sentença seja revista.

No primeiro julgamento, em maio de 2007, Bida foi condenado a 30 anos de prisão, como mandante do crime. Na terça-feira, em novo julgamento, ele foi absolvido pelo Tribunal do Júri de Belém. A decisão revoltou a família da religiosa e entidades de direitos humanos.

Mesmo frisando que, como presidente da República, não poderia “dar palpite”, Lula criticou a decisão. “Como brasileiro e como cidadão comum, obviamente que estou indignado com o resultado.”

O promotor de Justiça Edson Cardoso de Souza protocolou ontem recurso de apelação para levar o fazendeiro a um terceiro julgamento. “A decisão dos jurados contrariou as provas dos autos no caso do Bida”, afirmou.