Sindest apoia luta do conselho de enfermagem
O sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest) participará de ato público do conselho regional de enfermagem (Coren), nesta segunda-feira (23), na capital paulista.
O ato será em defesa do sistema único de saúde (Sus) e contará com participação do sindicato dos enfermeiros do estado São Paulo (Seesp) e da associação brasileira de enfermagem (Aben)..
Essas entidades estavam apreensivas até quarta-feira (18), quando o tribunal regional federal (Trf da 1ª região) suspendeu liminar que limitava a prática profissional da enfermagem.
Mesmo com a suspensão da liminar, o Coren manteve a convocação dos profissionais de enfermagem e da população para o ato, às 16h30, no vão livre do Masp, na avenida Paulista.
A restrição à prática da enfermagem no Sus era decorrente de processo movido pelo conselho federal de medicina (Cfm), que não queria a atuação de enfermeiros em várias atividades do Sus.
O presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel, reclama que a liminar suspendia o atendimento na atenção básica e no pré-natal de baixo risco, atrasando ou inviabilizando exames essenciais.
Absurdo
Entre os exames, o sindicalista cita o ‘vdrl’, para detectar sífilis. “Isso, diante de uma epidemia declarada de sífilis, de complicações graves, inclusive cegueira e morte neonatal, era um absurdo”.
Segundo o conselheiro federal de enfermagem (Cofen) Luciano da Silva, que é enfermeiro da prefeitura de Cubatão, a liminar afetava ainda programas para diabéticos, tuberculosos, hipertensos, pré-natal, dst-aids.
“Com a paralisação de apenas um procedimento dos enfermeiros, criou-se o caos na saúde pública. Vamos trabalhar muito para colocar em dia as agendas de atendimento que foram prejudicadas”, diz Luciano.
O Cofen, segundo ele, “se posicionou durante o processo para o fiel cumprimento à liminar, garantindo que o profissional na ponta da assistência não fosse atingido judicialmente por desobediência”..
“Buscamos a reversão, não sujeitando os enfermeiros a darem ‘jeitinhos’, como queriam alguns gestores. Vários programas foram paralisados. Queremos o livre exercício da enfermagem”, diz Luciano.
O Cofen solicitou, em 29 de setembro, ingresso no processo 1006566-69.2017.4..01.3400, movido pelo Cfm contra a União, e requereu a reconsideração da liminar.
