FUPESP compartilha revolta e indignação à tragédia de Brumadinho
Enquanto o Brasil assiste atônito ao desastre de Brumadinho, em Minas Gerais, algumas perguntas seguem sem respostas: nada se aprendeu depois da tragédia de Mariana em 2015? Porque depois de menos de quatro anos ainda somos vítimas do descaso do poder público, da falta de fiscalização e da ausência de responsabilidade das empresas? Análises de especialistas mostram claramente a insegurança e a possibilidade iminente de uma catástrofe no local. Mesmo assim nada foi feito. O resultado até o momento é 60 mortos, mais de 300 desaparecidos e rastros de destruição por todo lado.
Se não bastasse, familiares ainda denunciam desprezo da Vale no atendimento e apoio aos atingidos pelo rompimento da barragem. A imprensa internacional já trata a empresa como “exemplo mundial de incompetência e descaso”, diante da repetição dos erros a um custo humano e ambiental altíssimos. Mesmo assim, a multinacional insiste em tratar o fato como acidente quando, na verdade, deve ser visto como um grave crime contra a vida.
“Infelizmente, vivemos em um País sem respeito e onde a impunidade prevalece. O que foi feito após o acidente em Mariana? Ninguém foi preso e o processo envolvendo as empresas tramita na Vara Federal de Ponte Nova ainda sem data para julgamento. Certamente é isso que poderemos esperar também da situação de Brumadinho. É incrível que os brasileiros tenham sempre que pagar pelos erros cometidos por quem está no poder. A conta fica sempre para o mais fraco e isso é uma constante”, destacou o presidente da FUPESP, Damázio Sena
Aos brasileiros resta sempre a solidariedade e apoio de quem não pode resolver, mas tenta minimizar os estragos. A diretoria da nossa Federação também, nesse momento de dor e indignação, solidariza-se com a dor e tristeza das famílias que perderam seus entes queridos nessa tragédia que poderia ter sido evitada.
