Informe JB :: Márcio Falcão Jornal do Brasil

O discurso já está pronto. A Executiva do DEM reuniu, neste fim de semana, no Recife, seus candidatos a prefeito de todo o país e distribuiu uma cartilha de recomendação. Nos palanques, os candidatos democratas devem atacar, especialmente, o carro-chefe do primeiro mandato do governo Lula, o Bolsa Família. A idéia é rebater o que eles chamam de política assistencialista, ou populista, e até mesmo propor um fim à sustentação do programa, que é a transferência de renda.

Articulada pelo presidente nacional da sigla, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), a proposta é ampliar o Bolsa Família com soluções nas áreas de saúde, educação, esporte e lazer. Pelas contas dos líderes, ao todo o partido deverá lançar este ano 50 candidatos a prefeito.

A expectativa é de que pelo menos 30 sejam eleitos. O foco principal é o Nordeste. Por lá, a cúpula do partido espera levar até as principais capitais como Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju. Em 2004, o desempenho não agradou. Das 100 maiores cidades do país, o DEM administra hoje apenas cinco – São Paulo, Rio de Janeiro, Blumenau (SC), Caruaru (PE) e Feira de Santana (BA).

Isonomia

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, encomendou um estudo técnico para analisar as possibilidades de alterar a atual política de distribuição dos royalties de petróleo. Há um forte lobby de algumas bancadas do Congresso para os recursos serem divididos até pelos Estados não produtores. Lobão não parece demonstrar resistência. A justificativa é de que o subsolo brasileiro, de acordo com a Constituição, é da União. E, a partir desse direito, o recurso deveria ser distribuído igualmente entre todos.

Aos holofotes

A primeira-dama Marisa Letícia vai sair da sombra do presidente pela primeira vez no Rio. Faz discurso, hoje pela manhã, no Palácio Guanabara, no Rio, em cerimônia que abre o Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual Infantil. Será recebida pelo governador em exercício, Luiz Pezão.

Bronca

A presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Tereza Cruvinel, que comanda a chamada TV pública, não anda nada satisfeita com a atenção do Palácio do Planalto. Tem confessado que a empresa enfrenta "muitas dificuldades", e sua situação "é muito precária". Quanto aos avanços do governo Lula em relação às políticas de comunicação, Tereza considera que são "tímidos", apesar de terem sido feitas as primeiras intervenções esperadas.

Na moral

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ainda nem estreou na Esplanada dos Ministérios, e já faz barulho. Comenta-se no Palácio do Planalto que o presidente Lula pode tirar das mãos do ministro Mangabeira Unger a direção do Plano Amazônia Sustentável (PAS) para entregá-la a Minc. O poder de Mangabeira à frente do PAS foi um dos motivos que levaram Marina Silva, mãe do PAS, de volta ao Senado.

Aviso

A um ano para eleição das presidências da Câmara e do Senado, a disputa causa desgastes. O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), apontado como um dos possíveis candidatos, foi o primeiro a sentir os efeitos. Raupp confidenciou a aliados que tem certeza de que foi um petista quem o envolveu no caso da Alstom.

Sem privilégio

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) era um dos parlamentares mais engajados na votação do pacote de segurança da Câmara. A sessão corria tranqüila até que Teixeira percebeu que no meio estava um projeto para pôr fim ao sistema de prisão especial para quem tem curso superior. Estavam a salvo juízes, promotores e os próprios parlamentares. O pedetista passou de bancada em bancada perguntando como ia explicar os privilégios para a "dona Maria". Em silêncio, os líderes retiraram a proposta.

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DEM quer ampliar o Bolsa Família

Publicado: 19/05/2008 | 11:02


Informe JB :: Márcio Falcão
Jornal do Brasil

O discurso já está pronto. A Executiva do DEM reuniu, neste fim de semana, no Recife, seus candidatos a prefeito de todo o país e distribuiu uma cartilha de recomendação. Nos palanques, os candidatos democratas devem atacar, especialmente, o carro-chefe do primeiro mandato do governo Lula, o Bolsa Família. A idéia é rebater o que eles chamam de política assistencialista, ou populista, e até mesmo propor um fim à sustentação do programa, que é a transferência de renda.

Articulada pelo presidente nacional da sigla, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), a proposta é ampliar o Bolsa Família com soluções nas áreas de saúde, educação, esporte e lazer. Pelas contas dos líderes, ao todo o partido deverá lançar este ano 50 candidatos a prefeito.

A expectativa é de que pelo menos 30 sejam eleitos. O foco principal é o Nordeste. Por lá, a cúpula do partido espera levar até as principais capitais como Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju. Em 2004, o desempenho não agradou. Das 100 maiores cidades do país, o DEM administra hoje apenas cinco – São Paulo, Rio de Janeiro, Blumenau (SC), Caruaru (PE) e Feira de Santana (BA).

Isonomia

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, encomendou um estudo técnico para analisar as possibilidades de alterar a atual política de distribuição dos royalties de petróleo. Há um forte lobby de algumas bancadas do Congresso para os recursos serem divididos até pelos Estados não produtores. Lobão não parece demonstrar resistência. A justificativa é de que o subsolo brasileiro, de acordo com a Constituição, é da União. E, a partir desse direito, o recurso deveria ser distribuído igualmente entre todos.

Aos holofotes

A primeira-dama Marisa Letícia vai sair da sombra do presidente pela primeira vez no Rio. Faz discurso, hoje pela manhã, no Palácio Guanabara, no Rio, em cerimônia que abre o Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual Infantil. Será recebida pelo governador em exercício, Luiz Pezão.

Bronca

A presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Tereza Cruvinel, que comanda a chamada TV pública, não anda nada satisfeita com a atenção do Palácio do Planalto. Tem confessado que a empresa enfrenta "muitas dificuldades", e sua situação "é muito precária". Quanto aos avanços do governo Lula em relação às políticas de comunicação, Tereza considera que são "tímidos", apesar de terem sido feitas as primeiras intervenções esperadas.

Na moral

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ainda nem estreou na Esplanada dos Ministérios, e já faz barulho. Comenta-se no Palácio do Planalto que o presidente Lula pode tirar das mãos do ministro Mangabeira Unger a direção do Plano Amazônia Sustentável (PAS) para entregá-la a Minc. O poder de Mangabeira à frente do PAS foi um dos motivos que levaram Marina Silva, mãe do PAS, de volta ao Senado.

Aviso

A um ano para eleição das presidências da Câmara e do Senado, a disputa causa desgastes. O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), apontado como um dos possíveis candidatos, foi o primeiro a sentir os efeitos. Raupp confidenciou a aliados que tem certeza de que foi um petista quem o envolveu no caso da Alstom.

Sem privilégio

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) era um dos parlamentares mais engajados na votação do pacote de segurança da Câmara. A sessão corria tranqüila até que Teixeira percebeu que no meio estava um projeto para pôr fim ao sistema de prisão especial para quem tem curso superior. Estavam a salvo juízes, promotores e os próprios parlamentares. O pedetista passou de bancada em bancada perguntando como ia explicar os privilégios para a "dona Maria". Em silêncio, os líderes retiraram a proposta.