Gazeta Mercantil

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, está cada vez mais perto de encarar processo disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. O presidente da casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), confirmou ontem que deve marcar eleições para a presidência do Conselho já na próxima semana. O PSol decidiu que entrará com representação no Conselho caso o Corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), não o faça. "Também vamos aguardar até a próxima semana a decisão do corregedor", revelou a deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS). "Consideramos que é melhor esperar um pouco porque um processo aberto pelo corregedor entra com muito mais força dentro do Conselho do que se fizéssemos sozinhos", explica a parlamentar, confirmando, contudo, que caso Inocêncio resolva não abrir processo contra Paulo, o PSol agirá por si mesmo. Até o final de semana, o entendimento dos líderes do partido era o de que as evidências acumuladas contra Paulinho ainda não eram concretas o suficiente para que um processo recomendando a cassação do deputado avançasse no conselho. O PSol tem experiência nesse tipo de situação. Em diversas ocasiões nos últimos anos entrou com representações contra parlamentares no conselho. Na imensa maioria delas, viu o processo ser arquivado pelos integrantes do órgão. A estratégia no caso de Paulinho mudou, segundo a deputada Luciana Genro, porque o arquivamento acabava funcionando como uma espécie de "atestado de boa conduta" para os parlamentares acusados de envolvimento em alguma irregularidade. "Mas os indícios que apareceram depois são bem mais contundentes e nos colocam na obrigação de agir", comenta Luciana Genro. Paulo é acusado pela Justiça Federal de ter recebido propina de quadrilha que desviava recursos de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Paulinho poderá escapar de processo

Publicado: 20/05/2008 | 10:11


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O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, está cada vez mais perto de encarar processo disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. O presidente da casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), confirmou ontem que deve marcar eleições para a presidência do Conselho já na próxima semana. O PSol decidiu que entrará com representação no Conselho caso o Corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), não o faça.
"Também vamos aguardar até a próxima semana a decisão do corregedor", revelou a deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS). "Consideramos que é melhor esperar um pouco porque um processo aberto pelo corregedor entra com muito mais força dentro do Conselho do que se fizéssemos sozinhos", explica a parlamentar, confirmando, contudo, que caso Inocêncio resolva não abrir processo contra Paulo, o PSol agirá por si mesmo.
Até o final de semana, o entendimento dos líderes do partido era o de que as evidências acumuladas contra Paulinho ainda não eram concretas o suficiente para que um processo recomendando a cassação do deputado avançasse no conselho. O PSol tem experiência nesse tipo de situação. Em diversas ocasiões nos últimos anos entrou com representações contra parlamentares no conselho. Na imensa maioria delas, viu o processo ser arquivado pelos integrantes do órgão.
A estratégia no caso de Paulinho mudou, segundo a deputada Luciana Genro, porque o arquivamento acabava funcionando como uma espécie de "atestado de boa conduta" para os parlamentares acusados de envolvimento em alguma irregularidade. "Mas os indícios que apareceram depois são bem mais contundentes e nos colocam na obrigação de agir", comenta Luciana Genro. Paulo é acusado pela Justiça Federal de ter recebido propina de quadrilha que desviava recursos de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).