Santos: sindicalista não crê em volta às aulas neste ano

Publicado: 23/08/2020 | 10:00


A volta às aulas na rede pública deverá ocorrer provavelmente em 2021, após a vacinação em massa contra o novo coronavírus. Antes disso, seria uma irresponsabilidade das autoridades. A opinião é do presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos, Fábio Marcelo Pimentel. Para ele, “2020 já acabou. O retorno às aulas não salvaria este ano letivo”.


O sindicalista adianta que, caso o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) insista na retomada das atividades escolares neste segundo semestre, enfrentará protestos diante dos colégios.
 
Fábio anuncia que, se o prefeito não se sensibilizar com as manifestações, que poderão resultar em greve, o Sindest acionará a justiça: “Não permitiremos esse absurdo de jeito nenhum”. “Estamos lidando com crianças inocentes e com jovens que ainda não entendem muito bem a gravidade da pandemia”, diz o dirigente. Segundo ele, quase 100% dos pais e mestres são contra o retorno.
 
Ele pondera que, nos Estados Unidos, a medida foi revogada após a contaminação de mais de 90 mil alunos. E lembra que, no mundo, poucos são os países que mantêm as aulas.
 
Desgraçadas contaminações
 
Fábio acha que a prefeitura de Santos, das demais cidades do Brasil e os governos estaduais não determinarão o regresso às atividades educacionais nos próximos meses. “Em nossa cidade, por exemplo, a administração municipal não teria como fornecer equipamentos de proteção individual (epi) para os cerca de 4 mil servidores da educação”, revela.
 
“E o que dizer da proteção dos alunos? Seria uma tragédia, um aumento desgraçado das contaminações. As crianças e jovens levariam o vírus para suas casas, matando pais e principalmente avós”.