18 de Agosto: Data histórica marcada por Greve Geral contra a destruição dos serviços públicos

Publicado: 21/08/2021 | 19:37



Em todas as capitais e em diversos municípios brasileiros trabalhadores do setor público e privado paralisaram suas atividades contra a PEC 32.

A quarta-feira (18/08) marcou a história do sindicalismo brasileiro. Com manifestações, ativismo nas redes sociais, paralizações, articulações políticas e atos de rua; trabalhadores do setor público e privado, em uma união inédita, reivindicaram a derrubada da PEC 32/2020, a “PEC da Rachadinha”. A proposta, caso seja aprovada no parlamento brasileiro, apresenta grandes retrocessos como a perda de estabilidade, o aumento das contratações por apadrinhamento político, a redução dos investimentos em serviços essenciais como Saúde, Educação e Segurança colocando o que hoje é uma obrigação do Estado como um compromisso “subsidiário”, possibilitando a privatização de muitos destes serviços e obrigando a população a custeá-los para conseguir atendimento (saiba mais). “Um crime sem precedentes” avalia o presidente da NCST, José Reginaldo Inácio.  
                                    
A Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST e suas Confederações - TODAS ELAS - se engajaram na luta em defesa dos serviços públicos e aderiram, voluntariamente, ao movimento nacional. Lineu Mazano, Secretário Nacional do Plano dos Servidores Públicos da NCST e Secretário-Geral da CSPB, representou ambas entidades como um dos apresentadores da Live Nacional do movimento.


Contexto político


A proposta tramita na Câmara dos Deputados. De iniciativa do governo Jair Bolsonaro e de seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, a PEC 32  destrói o serviço público, agravando as condições de trabalho de professores, médicos, enfermeiros; inviabilizando a contratação de futuros servidores por meio de concurso público. O texto da matéria legislativa “prejudica, ainda mais, a população socialmente mais vulnerável, que precisa do serviço público e o quer modernizado e não destruído”, avaliam as lideranças do movimento nacional.

“Derrotar da PEC 32 deixou de ser uma agenda corporativa dos servidores para ser uma agenda social. Hoje, graças ao empenho e disciplina das entidades sindicais do setor público, podemos afirmar que não há um único município brasileiro aonde os retrocessos da PEC 32 não tenham sido discutidos. O cidadão brasileiro e os trabalhadores do setor privado estão tomando consciência de que não se trata de uma ‘reforma’, mas da destruição deliberada dos serviços públicos, condição que os coloca como maiores prejudicados”, afirmou o José Reginaldo.

Fonte - ncst.org.br