Servidores na luta contra PEC 32
Adiada para terça-feira (21), votação do relatório da reforma Administrativa na comissão especial da Câmara volta a atrair novas caravanas de servidores públicos à Brasília na próxima semana.
Os três dias de pressão dos servidores e servidoras municipais, estaduais e federais e representantes centrais sindicais, em Brasília, funcionaram e a votação do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa na comissão especial da Câmara dos Deputados, prevista para esta quinta-feira (16), foi adiada para a próxima semana. A categoria e representantes das centrais já preparam novas ações para semana que vem em todo o país, especialmente erm Brasília.
Parlamentares contrários à PEC 32 reforçaram que a mobilização nas ruas e nas redes do conjunto dos servidores e sindicalistas foi determinante para o adiamento da votação do projeto da dupla Jair Bolsonaro (ex-PSL)/Paulo Guedes, ministro da Economia.
Formigas vermelhas
Deputados governistas foram alvo da pressão implacável de dezenas de dirigentes sindicais que se espalharam pelos corredores da Casa feito formigas, com suas bandeiras vermelhas e palavras de ordem, para exigir o voto contrário dos parlamentares à PEC que privatiza direitos essenciais, como saúde, educação e segurança, e fere de morte o atual modelo de serviço público previsto na Constituição Cidadã.
O deputado Gervásio Maia (PSB-PB) destacou o incômodo de muitos parlamentares com a pressão, principalmente nas redes sociais. Segundo o parlamentar, muitos deputados chegaram a insinuar que 'robôs' estariam sendo usados na campanha de pressão contra a PEC 32. Mas é fato que o engajamento da categoria e o trabalho de esclarecimento junto à sociedade são os responsáveis diretos desse resultado.
Sem votos, Lira adia votação da PEC 32
“Não podemos errar no placar”, disse o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), deixando claro que adiou a votação por não ter votos suficientes para aprovar a proposta que destrói o serviço público do país e ataca os direitos dos servidores e servidoras.
E foi por não ter votos suficientes para garantir a aprovação, que Lira convenceu o presidente da comissão, deputado Armando Monteiro (PP-PE), e o relator da matéria, deputado Arthur Maia (DEM-BA), a adiarem a votação para esta terça-feira (21). Na data, o relator deve apresentar uma terceira versão do relatório, com novas mudanças de conteúdo para tentar agradar o mercado e vencer a resistência dos próprios deputados da base de apoio ao desgoverno Bolsonaro.
Ações nos municípios
Tão importante quanto a luta em Brasília é a mobilização das trabalhadoras e trabalhadores das prefeituras nos estados. A mobilização tem que continuar nos estados e municípios para garantir que os servidores de todo Brasil das três esferas – federal, estadual e municipal -, continuem a pressão em cima dos deputados para que votem contra a Reforma Administrativa”.
Caso seja aprovada na comissão especial da Câmara nesta terça-feira (21), a PEC 32 pode ser levada a Plenário logo no dia seguinte, caso esta seja a decisão do presidente Arthur Lira, que tem a prerrogativa de definir quais matérias entram na pauta de votação da Casa.
Fonte - Rede Brasil Atual
Os três dias de pressão dos servidores e servidoras municipais, estaduais e federais e representantes centrais sindicais, em Brasília, funcionaram e a votação do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa na comissão especial da Câmara dos Deputados, prevista para esta quinta-feira (16), foi adiada para a próxima semana. A categoria e representantes das centrais já preparam novas ações para semana que vem em todo o país, especialmente erm Brasília.
Parlamentares contrários à PEC 32 reforçaram que a mobilização nas ruas e nas redes do conjunto dos servidores e sindicalistas foi determinante para o adiamento da votação do projeto da dupla Jair Bolsonaro (ex-PSL)/Paulo Guedes, ministro da Economia.
Formigas vermelhas
Deputados governistas foram alvo da pressão implacável de dezenas de dirigentes sindicais que se espalharam pelos corredores da Casa feito formigas, com suas bandeiras vermelhas e palavras de ordem, para exigir o voto contrário dos parlamentares à PEC que privatiza direitos essenciais, como saúde, educação e segurança, e fere de morte o atual modelo de serviço público previsto na Constituição Cidadã.
O deputado Gervásio Maia (PSB-PB) destacou o incômodo de muitos parlamentares com a pressão, principalmente nas redes sociais. Segundo o parlamentar, muitos deputados chegaram a insinuar que 'robôs' estariam sendo usados na campanha de pressão contra a PEC 32. Mas é fato que o engajamento da categoria e o trabalho de esclarecimento junto à sociedade são os responsáveis diretos desse resultado.
Sem votos, Lira adia votação da PEC 32
“Não podemos errar no placar”, disse o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), deixando claro que adiou a votação por não ter votos suficientes para aprovar a proposta que destrói o serviço público do país e ataca os direitos dos servidores e servidoras.
E foi por não ter votos suficientes para garantir a aprovação, que Lira convenceu o presidente da comissão, deputado Armando Monteiro (PP-PE), e o relator da matéria, deputado Arthur Maia (DEM-BA), a adiarem a votação para esta terça-feira (21). Na data, o relator deve apresentar uma terceira versão do relatório, com novas mudanças de conteúdo para tentar agradar o mercado e vencer a resistência dos próprios deputados da base de apoio ao desgoverno Bolsonaro.
Ações nos municípios
Tão importante quanto a luta em Brasília é a mobilização das trabalhadoras e trabalhadores das prefeituras nos estados. A mobilização tem que continuar nos estados e municípios para garantir que os servidores de todo Brasil das três esferas – federal, estadual e municipal -, continuem a pressão em cima dos deputados para que votem contra a Reforma Administrativa”.
Caso seja aprovada na comissão especial da Câmara nesta terça-feira (21), a PEC 32 pode ser levada a Plenário logo no dia seguinte, caso esta seja a decisão do presidente Arthur Lira, que tem a prerrogativa de definir quais matérias entram na pauta de votação da Casa.
Fonte - Rede Brasil Atual
