Santos: Sindest pressiona por reaberturade negociações para a data-base
A direção do sindicato dos servidores estatutários de Santos (Sindest) esteve (3/03) para dizer aos vereadores que precisa continuar a negociação da campanha salarial com a prefeitura.
Os sindicalistas explicaram aos parlamentares os motivos pelos quais a assembleia de quinta-feira passada (24) rejeitou a proposta da prefeitura para a data-base de fevereiro.
O prefeito Rogério Pereira (PSDB) ficou de enviar projeto de lei ao legislativo estabelecendo reajuste de 10,06% nos salários e benefícios dos 12 mil servidores da ativa e 6 mil aposentados.
Bomba no colo dos vereadores
Em reunião na noite de quarta-feira (2), a diretoria do sindicato decidiu intensificar o movimento pela continuidade das negociações para recuperar perdas acumuladas de três anos que ultrapassam 20%.
“Os vereadores não têm nada a ver com a continuidade ou não das negociações, mas têm poder de pressão sobre o prefeito. E vamos propor que intercedam a nosso favor”, diz o presidente Fábio Pimentel.
O sindicalista pondera que os vereadores “também não têm poder de aumentar o índice definido pela administração e critica a postura do prefeito de jogar a bomba no colo deles”.
Diabrura contraditória
“Esse desvio de foco não tem nenhuma receptividade no Sindest”, diz o sindicalista. “Quem tem de negociar é o prefeito e vamos continuar batalhando por isso”.
Fábio e outros diretores criticaram ainda declarações do secretário municipal de gestão, Rogério Custódio, de que a rejeição da proposta pela assembleia anula a continuidade das negociações até setembro.
O sindicalista lembrou que o secretário assinou um compromisso nesse sentido. “E não vamos aceitar essa diabrura contraditória de agora ele desdizer o que garantiu em mesa de negociação e documento oficial”.
