Segunda fase da campanha dos servidores de Santos tem avanços
Ao contrário da primeira, em 31 de março, a segunda reunião da segunda fase de negociação da campanha salarial deste ano, na terça-feira (3), deixou otimista o presidente do Sindest, Fábio Pimentel.
Sindest é o sindicato dos 12 mil servidores municipais estatuários e 6 mil aposentados de Santos. “Não senti muita firmeza na primeira reunião”, disse o diretor de comunicação, Daniel Gomes, em 4 de abril.
Já nesta quarta-feira (4), Fábio, em editorial eletrônico intitulado ‘conversa com o presidente’, disponível na rede social da entidade, enalteceu alguns pontos positivos da reunião de terça.
Arrecadação
superavitária
O encontro foi com o secretário municipal de gestão, Rogério Custódio, que reconheceu melhoria nas condições financeiras da prefeitura para atender algumas reivindicações.
Embora ainda não disponha de cifras, o secretário disse que a arrecadação no primeiro trimestre do ano foi superavitária, ou seja, a receita foi maior do que as despesas.
O mesmo fenômeno aconteceu com o fechamento de 2021, possibilitando o reajuste de 10,06% proposto pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) nos salários e benefícios, aprovado na câmara em 15 de março.
Liquidar
as perdas
Naquela oportunidade, por sugestão de Fábio, a vereadora Telma de Souza (PT) apresentou emenda ao projeto de lei do reajuste e garantiu a segunda fase da campanha salarial até setembro.
Agora, apesar do superávit, Custódio disse a Fábio e aos três diretores que o acompanhavam ainda não ser possível definir o índice de reajuste complementar aos 10,06% para zerar as perdas de 20%.
As perdas são decorrentes de dois anos sem reajuste salarial, por causa da lei complementar (lc) 173-2020, do presidente Jair Bolsonaro (PL), e de um déficit referente à data-base de 2019.
Gordura
para queimar
Os sindicalistas saíram da reunião convencidos de que a prefeitura “tem gordura para queimar”, nas palavras do presidente. “A administração reconhece isso e a categoria está ansiosa”, diz ele.
Enquanto aguardam a definição do índice, as partes acertam outros pontos. Um deles é a cláusula 7, sobre o aumento do abono de férias de 50% para 100%, que Custódio levará para análise da secretaria de finanças.
O representante do prefeito acenou com a possibilidade de atendimento da reivindicação, ainda que de forma escalonada, conforme o tempo de serviço e outras condições como assiduidade.
Trabalhadores
dos cemitérios
O secretário prometeu aos sindicalistas uma resposta sobre o assunto na próxima reunião, dentro de uma ou duas semanas. O escalonamento seria de 60%, 70%, 80%, 90% até os 100%.
Custódio anunciou aos diretores do Sindest que o prefeito enviou à câmara o projeto de lei de gratificação dos trabalhadores em cemitérios, reivindicação que se arrastou por cerca de seis anos.
São cerca de 40 servidores nas funções de ajudante geral, sepultadores e escriturários que deverão, para fazer jus ao benefício, cumprir normas de assiduidade e pontualidade.
Aumentar
os efetivos
Esses profissionais recebem hoje de R$ 1.300 a R$ 1.400 e poderão ganhar em torno de R$ 1.700. O sindicato acompanhará a tramitação do projeto nas comissões pertinentes do legislativo.
Paralelamente, segundo Fábio, o Sindest continua reivindicando o aumento do efetivo para pelo menos 90 trabalhadores. A mesma reivindicação diz respeito a outros segmentos do funcionalismo.
Por influência do sindicato, a administração nomeou 16 novos inspetores de alunos, 19 motoristas para diversas secretarias (especialmente da saúde), um nutricionista e um agente de educação.
Programas
dos docentes
Custódio também garantiu aos dirigentes o aumento de valor do nível dos 109 integrantes dos programas de assessoria (pad) e de especialização (ped) dos docentes.
Isso para que esse nível não fique abaixo do piso salarial nacional dos professores da educação básica, de R$ 3.845,63. O aumento do valor do nível corrigirá a anomalia.
O secretário aceitou negociar a passagem de cerca de 800 servidores atualmente no nível ‘b’ para o ‘c’, evitando que recebam abaixo do salário mínimo nacional no próximo reajuste, em janeiro de 2023.
Ambulatório
e laboratório
Outra cláusula em negociação é a 41ª, que trata de subsídios a demandas sociais, como tratamentos dentários e assistência funerária, atualmente garantidas pelo Sindest aos associados.
Fabio argumenta que “a responsabilidade social da prefeitura não é apenas com os munícipes, mas também com os servidores, que são trabalhadores públicos e cidadãos ao mesmo tempo”.
Por fim, os sindicalistas e o secretário municipal conversaram ainda sobre a caixa de assistência à saúde da categoria (Capep), principalmente sobre o projeto de construção de um ambulatório e laboratório próprios.
Gestão
da autarquia
Essa possibilidade, que segundo Custódio está em estudo pela prefeitura, foi muito bem recebida pelos dirigentes. “Isso certamente diminuirá as despesas da caixa com clínicas particulares”, diz Fábio.
As partes conversaram longamente sobre mudanças necessárias no sistema de gestão da autarquia, com propostas apresentadas pelos servidores por meio de sua representação sindical.
O presidente da entidade insistiu no argumento de que os dois anos em que os servidores ficaram ser reajuste salarial, por causa da (lc) 173-2020, prejudicaram muito a situação financeira da Capep.
Estudar
as cláusulas
Os sindicalistas voltaram a se colocar contra eventual aumento da contribuição de R$ 60 dos dependentes dos mutuários, alegando que a medida prejudicaria os servidores admitidos recentemente.
Fábio foi acompanhado pelos diretores Carlos Nobre, Donizete Fabiano e Pedro da Matta, que também saíram otimistas da reunião e já conversaram com muitos servidores a respeito dos temas abordados.
Eles agora aguardam nova convocação e estudam detalhadamente as cláusulas da lista aprovada em assembleia da categoria, no final de outubro de 2021, para melhor se posicionar na negociação.
Sindest é o sindicato dos 12 mil servidores municipais estatuários e 6 mil aposentados de Santos. “Não senti muita firmeza na primeira reunião”, disse o diretor de comunicação, Daniel Gomes, em 4 de abril.
Já nesta quarta-feira (4), Fábio, em editorial eletrônico intitulado ‘conversa com o presidente’, disponível na rede social da entidade, enalteceu alguns pontos positivos da reunião de terça.
Arrecadação
superavitária
O encontro foi com o secretário municipal de gestão, Rogério Custódio, que reconheceu melhoria nas condições financeiras da prefeitura para atender algumas reivindicações.
Embora ainda não disponha de cifras, o secretário disse que a arrecadação no primeiro trimestre do ano foi superavitária, ou seja, a receita foi maior do que as despesas.
O mesmo fenômeno aconteceu com o fechamento de 2021, possibilitando o reajuste de 10,06% proposto pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) nos salários e benefícios, aprovado na câmara em 15 de março.
Liquidar
as perdas
Naquela oportunidade, por sugestão de Fábio, a vereadora Telma de Souza (PT) apresentou emenda ao projeto de lei do reajuste e garantiu a segunda fase da campanha salarial até setembro.
Agora, apesar do superávit, Custódio disse a Fábio e aos três diretores que o acompanhavam ainda não ser possível definir o índice de reajuste complementar aos 10,06% para zerar as perdas de 20%.
As perdas são decorrentes de dois anos sem reajuste salarial, por causa da lei complementar (lc) 173-2020, do presidente Jair Bolsonaro (PL), e de um déficit referente à data-base de 2019.
Gordura
para queimar
Os sindicalistas saíram da reunião convencidos de que a prefeitura “tem gordura para queimar”, nas palavras do presidente. “A administração reconhece isso e a categoria está ansiosa”, diz ele.
Enquanto aguardam a definição do índice, as partes acertam outros pontos. Um deles é a cláusula 7, sobre o aumento do abono de férias de 50% para 100%, que Custódio levará para análise da secretaria de finanças.
O representante do prefeito acenou com a possibilidade de atendimento da reivindicação, ainda que de forma escalonada, conforme o tempo de serviço e outras condições como assiduidade.
Trabalhadores
dos cemitérios
O secretário prometeu aos sindicalistas uma resposta sobre o assunto na próxima reunião, dentro de uma ou duas semanas. O escalonamento seria de 60%, 70%, 80%, 90% até os 100%.
Custódio anunciou aos diretores do Sindest que o prefeito enviou à câmara o projeto de lei de gratificação dos trabalhadores em cemitérios, reivindicação que se arrastou por cerca de seis anos.
São cerca de 40 servidores nas funções de ajudante geral, sepultadores e escriturários que deverão, para fazer jus ao benefício, cumprir normas de assiduidade e pontualidade.
Aumentar
os efetivos
Esses profissionais recebem hoje de R$ 1.300 a R$ 1.400 e poderão ganhar em torno de R$ 1.700. O sindicato acompanhará a tramitação do projeto nas comissões pertinentes do legislativo.
Paralelamente, segundo Fábio, o Sindest continua reivindicando o aumento do efetivo para pelo menos 90 trabalhadores. A mesma reivindicação diz respeito a outros segmentos do funcionalismo.
Por influência do sindicato, a administração nomeou 16 novos inspetores de alunos, 19 motoristas para diversas secretarias (especialmente da saúde), um nutricionista e um agente de educação.
Programas
dos docentes
Custódio também garantiu aos dirigentes o aumento de valor do nível dos 109 integrantes dos programas de assessoria (pad) e de especialização (ped) dos docentes.
Isso para que esse nível não fique abaixo do piso salarial nacional dos professores da educação básica, de R$ 3.845,63. O aumento do valor do nível corrigirá a anomalia.
O secretário aceitou negociar a passagem de cerca de 800 servidores atualmente no nível ‘b’ para o ‘c’, evitando que recebam abaixo do salário mínimo nacional no próximo reajuste, em janeiro de 2023.
Ambulatório
e laboratório
Outra cláusula em negociação é a 41ª, que trata de subsídios a demandas sociais, como tratamentos dentários e assistência funerária, atualmente garantidas pelo Sindest aos associados.
Fabio argumenta que “a responsabilidade social da prefeitura não é apenas com os munícipes, mas também com os servidores, que são trabalhadores públicos e cidadãos ao mesmo tempo”.
Por fim, os sindicalistas e o secretário municipal conversaram ainda sobre a caixa de assistência à saúde da categoria (Capep), principalmente sobre o projeto de construção de um ambulatório e laboratório próprios.
Gestão
da autarquia
Essa possibilidade, que segundo Custódio está em estudo pela prefeitura, foi muito bem recebida pelos dirigentes. “Isso certamente diminuirá as despesas da caixa com clínicas particulares”, diz Fábio.
As partes conversaram longamente sobre mudanças necessárias no sistema de gestão da autarquia, com propostas apresentadas pelos servidores por meio de sua representação sindical.
O presidente da entidade insistiu no argumento de que os dois anos em que os servidores ficaram ser reajuste salarial, por causa da (lc) 173-2020, prejudicaram muito a situação financeira da Capep.
Estudar
as cláusulas
Os sindicalistas voltaram a se colocar contra eventual aumento da contribuição de R$ 60 dos dependentes dos mutuários, alegando que a medida prejudicaria os servidores admitidos recentemente.
Fábio foi acompanhado pelos diretores Carlos Nobre, Donizete Fabiano e Pedro da Matta, que também saíram otimistas da reunião e já conversaram com muitos servidores a respeito dos temas abordados.
Eles agora aguardam nova convocação e estudam detalhadamente as cláusulas da lista aprovada em assembleia da categoria, no final de outubro de 2021, para melhor se posicionar na negociação.
