Sindest levará prefeitura à DRT, MPT e protestará na Praça Mauá

Publicado: 11/09/2022 | 18:38


Diretoria proporá ‘estado de greve’, na próxima assembleia, se não houver novidade. 

O sindicato dos 12 mil servidores municipais estatutários de Santos e 6 mil aposentados (Sindest) proporá a decretação de ‘estado de greve’ em assembleia marcada para 15 de setembro.
Isso se, até lá, o prefeito Rogério Santos (PSDB) não apresentar nova proposta para a segunda fase da campanha salarial da categoria. Para a assembleia desta quinta-feira (1º), ele não mandou sequer um ofício.
“Foi uma afronta”, disse o presidente do sindicato, Fábio Pimentel, na assembleia. “Na verdade, foi falta de decoro, que manda às pessoas jurídicas se comunicarem em situações como esta”.


DRT
e MPT

Um dia após a assembleia de 15 de setembro, o Sindest protestará na Praça Mauá, diante do paço, contra o que o sindicalista chama de “intransigência” e “desrespeito com o funcionalismo”.
A assembleia desta semana aprovou proposta da diretoria de solicitar mesa-redonda à delegacia regional do Ministério do Trabalho (DRT), em Santos, com intimação da prefeitura.
Caso a mesa não surta efeito, a assembleia também aprovou que o sindicato recorra ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que tem mecanismos para empreender negociação entre as partes.


Desancar a
administração

Nesse meio tempo, a diretoria voltará a conversar com o presidente da câmara, Adilson Júnior (PP), e com os demais 20 vereadores, que estão solidários às reivindicações.
Para convocar a próxima assembleia e o protesto na praça, o carro de som da Fupesp (federação dos funcionários públicos municipais do estado de São Paulo) chegará a Santos na segunda-feira (5).
Com esse veículo, a diretoria percorrerá os locais de trabalho, segundo Fábio, “desancando a administração. Não será nem nas ancas, mas da linha da cintura para cima. Obviamente, no sentido figurado”.


Humilhação
e menosprezo

O sindicalista revela que a campanha será feita até a reabertura das negociações e apresentação de proposta decente. A prefeitura, diz ele, tem condições financeiras de melhorar a oferta.
O sindicato reivindica reposição de perdas salariais superiores a 10%, aumento no vale-refeição e na cesta-básica. A prefeitura oferece apenas 20% no dos benefícios, que são de R$ 503,36 e R$ 323,58.
“Não aceitamos esse desaforo. A prefeitura humilha não apenas os servidores, como menospreza o sindicato e desconsidera os parlamentares, que lhe enviaram ofício há poucos dias”, diz Fábio.


Grande
estardalhaço

O portal da transparência revela que a prefeitura já obteve superávit orçamentário de quase R$ 500 milhões apenas no segundo trimestre. Até o final do ano, chegará a R$ 1 bilhão.
O sindicato lembra também que as despesas com o funcionalismo caíram de 47% para 41,8% do orçamento, bem abaixo dos 51% estabelecidos pela lei de responsabilidade fiscal.
“A prefeitura que se prepare para o grande estardalhaço que faremos nos locais de trabalho e na Praça Mauá, com o carro de som e panfletos, além das ruas da cidade, mostrando o que é essa administração”, diz Fábio.