Servidores de Santos têm abaixo-assinado pelo piso salarial da enfermagem

Publicado: 27/09/2022 | 14:53


O prefeito de Santos, Rogério Pereira (PSDB), precisa enviar urgentemente, à câmara de vereadores, um projeto de lei para regulamentar o piso salarial nacional dos profissionais de enfermagem.

A reivindicação está em abaixo-assinado que o sindicato dos 12 mil servidores municipais estatutários e 6 mil aposentados (Sindest) começou a distribuir no último dia 12.

O presidente da entidade, Fábio Pimentel, diz que o prefeito deve tomar a providência independentemente da suspensão temporária do benefício pelo supremo tribunal federal (STF).


Piso maior que o nacional

“Se o pleno dos outros dez ministros da suprema corte fizer justiça e revogar a decisão monocrática do juiz Luís Barroso, o piso já estará regulamentado em Santos pelo prefeito e vereadores”, diz o sindicalista.
“E mesmo que a sentença individual seja mantida pelo coletivo ou maioria do STF, o piso poderá ser pago em Santos se estiver regulamentado pelos dois poderes locais”, pondera Fábio.
Para ele, a definição dos juízes federais, seja positiva ou negativa, não interfere no veredito do executivo e legislativo municipais. “Até um piso maior do que o nacional pode ser concedido pelo prefeito”.


Merecem reconhecimento

Barroso atendeu pedido da CNSaúde (confederação nacional de saúde, hospitais, estabelecimento e serviços), que alegou impossibilidade de pagamento do piso e risco de demissão em massa no setor.
O piso nacional de R$ 4.750 para os enfermeiros começaria a ser pago na semana passada. Os técnicos de enfermagem receberiam 70% desse valor. Os auxiliares e parteiras, 50%.
O diretor de comunicação do Sindest, Daniel Gomes, idealizador do abaixo-assinado, diz que os profissionais de enfermagem “têm que ser reconhecidos com salários dignos”.


Salários
condizentes

“Nada contra chamá-los de guerreiros ou heróis pela atuação na pandemia, condecorá-los com medalhas e outras homenagens. Mas o que eles precisam mesmo é de salários condizentes com a perigosa função”.
Daniel considera inclusive “irrisório” o piso de R$ 4.750 para os enfermeiros, de 70% desse valor aos técnicos de enfermagem e de 50% para os auxiliares. “Eles fazem jus a muito mais que isso”.
“Esses profissionais ficaram na linha de frente da pandemia, sofreram preconceitos por supostamente estarem contaminados e foram muitas vezes tratados como leprosos. Muitos morreram”, diz o sindicalista.