Sindest corrige prefeito sobre aceitação de proposta salarial

Publicado: 4/10/2022 | 10:53


Ao contrário do que diz o prefeito de Santos, Rogério Pereira (PSDB), o Sindest não aprovou, em assembleia, a proposta do executivo para a segunda fase da campanha salarial deste ano.

Sindest é o sindicato dos 12 mil servidores estatutários e 6 mil aposentados. Seu presidente, Fábio Pimentel, está “bastante indignado” com as palavras do prefeito na câmara municipal.

Rogério disse aos vereadores, na quinta-feira (29), ao entregar o projeto de lei orçamentária anual (ploa) de 2023, que os servidores aceitaram sua proposta de 20% de reajuste no vale-refeição e cesta-básica.


R$ 160 miseráveis

“Em nenhum momento concordamos com isso”, diz Fábio. “Principalmente por não atender ao conjunto dos aposentados. Para a ativa, representa míseros R$ 160 nos benefícios”
A peça orçamentária apresentada pelo prefeito norteará a aplicação dos recursos públicos no próximo ano. Ele também expôs alterações na lei de diretrizes orçamentárias e projeto plurianual.
“Tanto não aceitamos a proposta indecente que fomos à praça expor nosso repúdio, com significativa parcela do movimento sindical local, regional e estadual”, diz o presidente do Sindest.


Pouco se lixando

Fábio lembra ainda que a diretoria do sindicato esteve na câmara algumas vezes, nos últimos dias, onde inclusive discursou aos parlamentares, condenando a “insignificância da proposta”.
Sobre abono único de R$ 1 mil que o prefeito anunciou aos vereadores, durante a apresentação do ‘ploa’, o sindicalista considera “uma impostura e não uma proposta. Ele sequer conversou conosco”.
“O prefeito está pouco se lixando para a categoria. Diz que vai mandar o projeto à câmara e pronto. Que é isso? Que falta de respeito e consideração com quem põe o serviço público em funcionamento!”.


‘Ele quer matar os aposentados?’

Fábio pondera que o reajuste de 20% nos benefícios e o abono de R$ 1 mil “excluem os aposentados. E num momento da vida em que mais necessitam de assistência e qualidade de vida”. 
“O que ele quer? Que o aposentado morra logo para a prefeitura se livrar do pagamento de aposentadorias? É assim que essa gente diz governar de acordo com as necessidades do povo?”.
“Além de maquiavelicamente desumano, o projeto do prefeito é uma aberração jurídica. Abono, tecnicamente, é antecipação de reajuste ou aumento futuro. E reajuste independe de produtividade”.

Fonte - Paulo Passos