Presidente nacional da NCST alerta sobre o futuro do Movimento Sindical Brasileiro

Publicado: 21/06/2023 | 14:17


Em mais um bate papo democrático, desta vez na manhã de segunda-feira (19) na sede da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado de São Paulo, Moacyr Auersvald, presidente nacional da Nova Central, afirmou que a última versão de um documento das Centrais Sindicais que prevê alterações na estrutura sindical brasileira poderá enfraquecer sobre maneiro o protagonismo e o papel dos sindicatos de base.

“Queremos construir com as conversas estaduais um documento que permita abrir um diálogo ‘democrático real’ entre todas as entidades sindicais, sem prejudicar ninguém. A Nova Central quer esclarece as bases sobre o quão nefasto é esse projeto, que caso avance trará prejuízos para sindicatos, federações, confederações e, especialmente, as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Moacyr descartou fusão da Nova Central com outra central, caso seja aprovado pelo Congresso Nacional a proposta que visa limitar o número de centrais no País. “Temos que barrar o avanço desse projeto e focar no mais importante, que é rever a Reforma Trabalhista. A gente vem de uma reforma extremamente voraz, que arrancou direitos que consideramos cláusulas pétreas na legislação trabalhista, e precisamos focar nisso”, disse.

O sindicalista alertou sobre o futuro dos sindicatos laborais que, em sua opinião, poderão perder protagonismo e sofrer um possível enfraquecimento em prol do fortalecimento das centrais sindicais, que almejam ampliar seus poderes sobre suas entidades filiadas e através da chamada atualização do Sistema Sindical Brasileiro.

“A Nova Central continua firme no propósito e na luta para reverter possíveis retrocessos contidos de forma implícita no texto guia que deu início às discussões com o Ministério do Trabalho e Emprego. Apoiamos e defendemos parte do documento e também divergimos dos pontos polêmicos e obscuros que possa desfigurar a importância e o verdadeiro papel de representação dos sindicatos de base”, ressaltou.

Por três vezes o presidente Moacyr fez questão de lembrar e defender o legado de seus antecessores no cargo (Calixto Ramos, Reginaldo Inácio e Oswaldo Augusto). Disse que a Nova Central está na vanguarda em defesa da unicidade, da representação por categoria profissional e setor diferenciado, do financiamento sindical decidido pelos trabalhadores e trabalhadoras, dentre outras demandas.

Destacou, ainda, que essa maratona de debates tem total apoio da filiadas à NCST: Confederações (CNTI, CSPB, CNTTT, CNTEEC E CONTRATUH), Federações e Sindicatos, bem como pelo FST – Fórum Sindical de Trabalhadores, que congregaram e congregam lideranças e dirigentes responsáveis por conquistas históricas da classe trabalhadora, como: 13º Salário; 1/3 nas férias; jornada de trabalho reduzida; adicionais noturno, de insalubridade, periculosidade; FGTS; DSR, etc.

Fonte: Sec. de Comunicação Estadual da NCST-SP