Em ato público, Sindest Santos denuncia falhas do prefeito

Por falta de motoristas da prefeitura, as ambulâncias do Samu (serviço de atendimento móvel de urgência) têm demorado para atender aos chamados da população.
De janeiro a julho deste ano, a ouvidoria municipal recebeu 35 reclamações de atrasos que podem causar danos irreversíveis à saúde de pacientes e até mortes.
Esse e outros problemas que prejudicam os moradores da cidade foram denunciados pelo Sindest em ato público, na última terça-feira (12), com apoio da central Força Sindical.
Deficiências da administração
Sindest é o sindicato dos 12 mil servidores e 7 mil aposentados da prefeitura e câmara. O protesto será diante do Iprev (instituto de previdência do funcionalismo), na rua Amador Bueno, 225, Centro.
Originalmente, a manifestação será contra a impossibilidade de aproximadamente 200 trabalhadores se aposentarem pelo Iprev ou pelo INSS. E o não pagamento de pensão há cinco meses para uma viúva.
Mas a entidade aproveitará o momento, com apoio do carro de som do sindicato dos químicos, para revelar outras deficiências da administração do prefeito Rogério Santos (Republicamos).
Articulação sem elevador
O prédio de três andares onde funciona o departamento de articulação da prefeitura (Dearti), para atendimento de idosos e portadores de deficiências, por exemplo, não tem elevador.
Limite da desconsideração
“Tentamos insistentemente resolver os impasses por meio do diálogo, de negociações respeitosas, mas não encontramos ressonância da administração”, reclama Fábio.
Daniel pondera que o “limite da desconsideração”, no caso das aposentadorias, foi o comunicado sem assinatura da secretaria de finanças e gestão (Sefin) aos prejudicados.
Segundo eles, ao impedir a aposentadoria do pessoal admitido pelo regime jurídico único (rju), o prefeito também retira deles o direito à Capep de atendimento à saúde.
Arbítrio e insegurança
Rogério Santos se baseia em decisão do STF (supremo tribunal federal) que diz respeito a servidores do Tocantins. Segundo Fábio, o próprio INSS diz que a medida não diz respeito aos municípios.
Daniel, por sua vez, explica que apenas a prefeitura de Santos resolveu aplicar a norma, por meio da Sefin, sem parecer sequer da procuradoria municipal.
“Tudo sem base nem fundamento legal”, ressalta o presidente do Sindest. “É o arbítrio causando insegurança jurídica. O povo saberá de tudo isso e muito mais por meio de nossa campanha pública”.
Sobre as ambulâncias
Segundo Fábio, o Sindest luta há muitos anos pela contratação de mais motoristas de ambulâncias. A partir da pandemia, intensificou a cobrança de melhoria do Samu.
Daniel, por sua vez, lamenta que a Sefin “coloque tantos empecilhos a essa e outras reivindicações. Vamos revelar tudo ao povo de Santos a partir de seguidas manifestações”.
Já o diretor de assuntos profissionais, Carlinhos Reis Nobre, calcula em no mínimo mais 14 o número de motoristas necessários à prestação do importante serviço de saúde.
