Tarifaço de Trump ameaça 726 mil empregos no Brasil, alerta estudo do DIEESE

Um estudo detalhado do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) revelou que as tarifas impostas pelo governo norte-americano de Donald Trump às exportações brasileiras podem resultar na perda de até 726 mil empregos no país, além de pressionar setores estratégicos e reduzir a massa salarial.
A Federação dos Funcionários Públicos Municipais do Estado de São Paulo (FUPESP), em apoio ao posicionamento da CSPB, manifesta preocupação com os dados e reforça seu compromisso com a defesa da soberania nacional e dos direitos trabalhistas.
O relatório do DIEESE aponta que os setores mais afetados incluem fruticultura, siderurgia, autopeças e máquinas, com riscos de desindustrialização e cancelamento de contratos. Também alerta para possíveis reflexos nas negociações coletivas, já que a pressão sobre os sindicatos tende a aumentar em estados dependentes dessas exportações aos EUA.
Setores em Alerta
• FRUTICULTURA: 90% das exportações de manga, uva e frutas processadas estão sob risco.
• CARNE BOVINA: Tarifas podem chegar a 76,4%, com perdas estimadas em US$ 1 bilhão.
• SIDERURGIA: Aço e alumínio já sofrem com tarifas de 50%, ameaçando 3,4 milhões de toneladas exportadas.
• AUTOPEÇAS: Queda de 4,9% nas vendas no primeiro semestre de 2025.
“A possível queda de arrecadação, o aumento do uso de serviços públicos para o atendimento de serviços essenciais até mesmo por aqueles que os contratavam pela iniciativa privada, pagamentos de salário desemprego, a consequente ampliação de beneficiários de programas sociais têm potencial para trazer impactos negativos aos orçamentos Estaduais e Municipais, com menos recursos para investimentos”, ressalta o presidente da FUPESP, Damázio Sena.
Para a liderança, o governo brasileiro precisar manter a postura firme diante das medidas unilaterais dos Estados Unidos, sobretudo em combate ao presidente Donald Trump. "O governo brasileiro está correto em manter o diálogo, mas sem abrir mão de nossa soberania. Não podemos aceitar medidas protecionistas disfarçadas de retórica política”, afirmou.
A FUPESP e a CSPB reforçam que a unidade entre governo, setor produtivo e sociedade civil será essencial para enfrentar os desafios impostos por essa arbitrária sanção econômica, bem como pelo injustificável ataque ao nosso sistema judiciário e à soberania nacional.
