Centrais sindicais protestam contra juros altos diante do Banco Central em São Paulo

Publicado: 17/03/2026 | 12:24 Atualizado: 17/03/2026 | 18:14




Dirigentes e militantes das centrais sindicais realizaram, nesta terça-feira (17), manifestação em frente ao Banco Central, em SP, para exigir redução imediata da taxa Selic. O ato também contou com a participação de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes).

O protesto ocorreu um dia antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá a nova taxa básica de juros que hoje está em 15%.

Durante o ato, representantes das centrais sindicais denunciaram os impactos da política de juros elevados sobre crescimento econômico, investimentos produtivos e geração de empregos no Brasil.

O Copom (Comitê de Política Monetária) deve iniciar na quarta-feira (18) um novo ciclo de flexibilização da taxa básica de juros, a Selic. E às vésperas do encontro da alta cúpula do BC (Banco Central), o mercado financeiro precifica uma incerteza cada vez maior vinculada ao conflito no Oriente Médio, além da própria inflação em si, que veio além do esperado em fevereiro.

Até os últimos dias, as apostas majoritárias estavam em um corte de 0,5 ponto, reduzindo a taxa básica a 14,5% ao ano. Agora, o cenário mudou, sobretudo com a disparada do petróleo em meio à guerra.

O presidente da Federação dos Funcionários Públicos Municipais no Estado de São Paulo (FUPESP), Damázio Sena, cobrou redução drástica da taxa de juros, independente do cenário geopolítico mundial. A entidade hipotecou apoio à Força Sindical nesta importante luta.

“Precisamos baixar os juros e gerar empregos dignos para trabalhadores. Juros elevados travam o desenvolvimento: quando o crédito fica caro, empresas deixam de investir, a indústria perde força e menos empregos são criados”.