Sindest critica programa de Flávio Bolsonaro para os serviços públicos

Publicado: 20/03/2026 | 15:26 Atualizado: 20/03/2026 | 15:52


As reformas administrativa, trabalhista e previdenciária prometidas pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em seu programa de governo serão prejudicais aos trabalhadores e ao povo em geral.

A opinião é do presidente do Sindest Santos, Fábio Pimentel, e de seu diretor de comunicação, Daniel Gomes, durante a Live do Servidor.

Segundo eles, a proposta, divulgada pelo articulador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), foi feita para sinalizar à burguesia que seu mandato, se eleito, servirá a ela.

Fábio lembrou que Rogério Marinho foi ministro do trabalho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). E mentor da reforma trabalhista do ex-presidente Michel Temer (MDB), que tirou direitos dos assalariados. “Sua intenção era a de destruir o movimento sindical. Para isso, retirou a base de sustentação financeira dos sindicatos de trabalhadores, sem, contudo, fazer o mesmo com as representações empresariais”, disse.

Discurso desavergonhado

O dirigente condenou o senador por “falar desavergonhadamente” sobre as propostas de reforma “em prejuízo da classe trabalhadora e dos usuários dos serviços públicos”.

Para ele, o projeto de reforma administrativa de Bolsonaro, articulado por Rogério, visou não só revogar direitos do funcionalismo municipal, estadual e federal, mas também privatizar os serviços públicos.

Flávio e Milei

O sindicalista disse ainda que o atual governo Lula da Silva (PT) não pôde retirar do congresso a proposta de reforma administrativa do deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ) por não ter votos necessários.

Segundo ele, empresários, latifundiários e representantes do sistema financeiro detêm a quase totalidade dos votos na câmara e senado, impedindo a atuação do presidente em prol da população.

Para Daniel, a eleição de Flávio Bolsonaro transformaria o Brasil numa espécie de Argentina do governo Javiel Milei, que acaba de promover reformas contrárias aos trabalhadores. 

Parafusos em vez de salário

“Se o operário é empregado de uma fábrica de parafusos, ele pode receber no final do mês apenas parafusos. Se trabalha na indústria de panificação, receber apenas pães”, disse Fábio.

Daniel apontou ainda que as reformas aumentaram a jornada de trabalho, diminuíram salários e atacaram severamente os direitos previdenciários como aposentadorias.