Palestra diretor-adjunto André Santos: Movimento sindical tem papel central na conscientização política dos trabalhadores nas bases

Publicado: 29/04/2026 | 21:44




O tema conjuntura política nunca foi tão debatido nas trincheiras de luta. Num ambiente polarizado, não poderia ser diferente.

No seminário em Praia Grande, o palestrante e diretor-adjunto do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), André Santos, fez um diagnóstico preciso deste cenário. "As eleições gerais deste ano serão amplamente complexas para a escolha de candidatos, tanto no executivo e no parlamento, que dialoguem os mesmos projetos".

Sua preocupação reside no fato do atual governo federal, do presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, negociar com dificuldades pautas tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, compostos por parlamentares de bandeiras ideológicas "diametralmente opostas".

As divergências no campo ideológico comprometem por demais o avanço de políticas públicas. No entanto, de acordo com Santos, os responsáveis "por esta esquizofrenia" são os cidadãos, que votam sem critério, sem conhecimento, no efeito manada.

"O resultado da falta de uma cultura política dos eleitores é a pior possível na sociedade, e quem paga são eles mesmos quanto necessitam de leis e benefícios que venham do congresso refratário às decisões do executivo", lamentou.

Para reverter este cenário, o palestrante implica papel decisivo do movimento sindical, ampliando o trabalho de base junto aos representados, elevando seu nível de conscientização política frente ao momento, combate efetivo a desinformação por meio de seus canais oficiais (redes sociais) e informativos e conversas com os trabalhadores, dentre outras ações.

"No contexto polarizado, a informação de qualidade e precisa são elementos fundamentais. A orientação adequada, verdadeira, transforma e gera eleitores conscientes na hora do voto", destacou.

No campo das articulações, as entidades sindicais ligadas aos servidores devem intensificar as conversas com todos os agentes políticos, em todas as esferas. "Entendo que as lideranças sindicais precisam buscar o diálogo também com os parlamentares de oposição para conhecimento das pautas e suas consequências efetivas para os trabalhadores. Pautas emergentes como a PEC 32, 38 e o PL 1893/2026 vão exigir esforço, organização e estratégias redobradas”.