Agência Estado

Brasília e São Paulo - A central sindical Força Sindical divulgou nota classificando como "uma insanidade dos tecnocratas" a alta de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic decidida hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. "O Banco Central precisa entender que o remédio de juros em patamares proibitivos pode acabar asfixiando de forma traumática a economia", diz a nota.

Segundo a Força Sindical, a decisão de hoje do Copom "coloca uma trava no desenvolvimento, freia o consumo, a produção e a geração de novos postos de trabalho". A entidade afirma ainda que "este aumento é um claro boicote às conquistas dos trabalhadores, que há tempos pedem uma redução das taxas de juros no País".

Apoio

Já a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) manifestou, em nota, apoio à decisão do BC. Segundo a nota, o Copom fez o dever de casa. Na avaliação do conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, o Copom promoverá aumentos suficientes da taxa de juros básica da economia para conter a inflação.

"É evidente que a inflação que estamos vivenciando é resultado também da conjuntura internacional, devido a um período de franca elevação das commodities (matérias-primas) e do petróleo. Mas, mesmo assim, o BC brasileiro vem deixando bem claro que vai tomar providências pontuais para que a meta de inflação seja cumprida. Agora, que somos investment grade (grau de investimento), temos que preservar o que conquistamos com tanto sacrifício", comentou.

O centro da meta de inflação para 2008 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

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Para a Força, alta do juro é 'insanidade dos tecnocratas'

Publicado: 5/06/2008 | 10:28


Agência Estado

Brasília e São Paulo - A central sindical Força Sindical divulgou nota classificando como "uma insanidade dos tecnocratas" a alta de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic decidida hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. "O Banco Central precisa entender que o remédio de juros em patamares proibitivos pode acabar asfixiando de forma traumática a economia", diz a nota.

Segundo a Força Sindical, a decisão de hoje do Copom "coloca uma trava no desenvolvimento, freia o consumo, a produção e a geração de novos postos de trabalho". A entidade afirma ainda que "este aumento é um claro boicote às conquistas dos trabalhadores, que há tempos pedem uma redução das taxas de juros no País".

Apoio

Já a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) manifestou, em nota, apoio à decisão do BC. Segundo a nota, o Copom fez o dever de casa. Na avaliação do conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, o Copom promoverá aumentos suficientes da taxa de juros básica da economia para conter a inflação.

"É evidente que a inflação que estamos vivenciando é resultado também da conjuntura internacional, devido a um período de franca elevação das commodities (matérias-primas) e do petróleo. Mas, mesmo assim, o BC brasileiro vem deixando bem claro que vai tomar providências pontuais para que a meta de inflação seja cumprida. Agora, que somos investment grade (grau de investimento), temos que preservar o que conquistamos com tanto sacrifício", comentou.

O centro da meta de inflação para 2008 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.