Receita devolverá R$ 1,7 bi no dia 16
Correio Braziliense
Aberta hoje consulta ao lote de restituição do IR. Quase 1,4 milhão de contribuintes serão beneficiados
Os contribuintes que esperam ansiosos pela restituição do Imposto de Renda (IR) pago a mais no ano passado poderão consultar, a partir das 8 horas da manhã de hoje, se estão entre os 1.379.175 felizardos escolhidos pela Receita Federal para o primeiro lote de devolução. Segundo o Fisco, será liberado R$ 1,7 bilhão, a maior parte depositada nas contas correntes indicadas nas declarações.
Das quase 1,4 milhão de restituições, 77,1% são de aposentados e pensionistas, como prevê o Estatuto do Idoso. Os 29,9% restantes são de pessoas que correram contra o tempo e conseguiram prestar contas ao Fisco nos primeiros dias da declaração. Os valores disponibilizados pela Receita serão liberados no dia 16 de junho, corrigidos em 1,88%, correspondente à variação da taxa básica de juros (Selic).
A consulta sobre a liberação pode ser feita por meio da internet, pelo endereço www.receita.fazenda.gov.br. Quem não entrou no lote inicial terá que ter paciência, pois serão mais seis lotes até o final do ano — um por mês. É importante, porém, ficar atento, pois a Receita decidiu apertar o cerco sobre os contribuintes, o que deve levar muita gente a cair na malha fina.
Na sexta-feira passada, o Leão informou ter identificado 22.403 contribuintes com indícios de movimentação financeira incompatível com a renda. São 13.803 pessoas físicas e 8,6 mil empresas. Com esses sonegadores, a Receita pretende recuperar pelo menos R$ 1 bilhão em impostos não pagos. O coordenador-geral de Fiscalização da Receita, Marcelo Fisch, aconselhou àqueles que passaram os dados incorretos que façam rapidamente as declarações retificadoras.
Além dos próprios contribuintes, as restituições do IR são esperadas com ansiedade pelo comércio, que vê no R$ 1,7 bilhão do primeiro lote um estímulo a mais para as vendas deste mês, já motivadas pelo Dia do Namorados (12). Nem tudo, porém, irá para o consumo, pois muitas pessoas empenharam as devoluções antes mesmo de recebê-las. Ou seja, pegaram financiamentos bancários para serem quitados com o dinheiro de impostos. Esses empréstimos, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, têm permitido cobrir dívidas com o cheque especial, muito mais caras que os empréstimos lastreados na antecipação do IR.
