Do sindicato à Presidência com majestade
Gazeta Mercantil
Em mais de uma hora de conversa descontraída, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, relembrou sua trajetória da linha de frente do movimento sindical até os dias atuais, como ocupante do palácio do planalto em segundo mandato. Também vislumbrou o futuro próximo, com o sonho de eleger o sucessor e sair para viajar pelo Brasil e não mais voltar ao poder. Ao enfileirar suas conquistas, primeiro como sindicalista, posteriormente como presidente, deixa-se levar pelos ares majestosos da democracia.
O regime de liberdade sindical e eleitoral propiciou ao País asfaltar o caminho no rumo do desenvolvimento ao mesmo tempo em que exigiu dos movimentos sociais posturas propositivas. "No sindicato nossa marca registrada era a contestação. Hoje todos têm que apresentar propostas", avalia o presidente Lula. Sobre as reivindicações agrárias afirma que muitos ainda não entendem que o problema agora é de natureza econômica e não mais de assentamento. "Precisamos dar condições para (os pequenos agricultores) produzirem e ganharem dinheiro. As pessoas têm que saber que ganhar dinheiro é bom." Mais uma vez, afirma que o governo se manterá distante da tramitação do projeto de substituição da CPMF. "Essa será uma decisão do Congresso e graças a Deus as instituições no Brasil funcionam exageradamente bem."
Junto com a estabilidade monetária, alcançada desde a chegada do real, a continuidade democrática começa a descobrir o Brasil como uma das grandes forças da economia mundial. "Estamos trabalhando com o cenário de que o País será a terceira ou quarta maior potência do petróleo no mundo, não somente com exportação de óleo bruto, mas sim com uma verdadeira indústria com valor agregado por trás", afirma o presidente da república.
