Luciano Pires Correio Braziliense

Funcionários planejam cruzar os braços entre as 10h e as 12h para pressionar a instituição. Eles querem redução da carga de trabalho   Em assembléia no início da noite de ontem, funcionários do Banco do Brasil no Distrito Federal aprovaram o indicativo de paralisação e prometem cruzar os braços hoje por duas horas (entre as 10h e as 12h). A greve relâmpago deverá prejudicar o atendimento ao público nas agências de maior movimento. Estão programados atos na sede do banco, no Setor Bancário Sul, e em outros pontos do Plano Piloto.

Os bancários pressionam o banco estatal a apresentar um novo Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e exigem melhores condições de trabalho. Bancários e a direção do BB estão em negociações desde o início do mês, mas acumulam poucos avanços. Os trabalhadores reclamam da sobrecarga de tarefas e reivindicam um novo modelo de administração. A categoria quer ainda a convocação dos aprovados no concurso de 2006, medidas mais eficientes contra denúncias de assédio moral e o ajustamento de metas a serem alcançadas.

Rodrigo Britto, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, disse que a primeira opção era paralisar por 24 horas. “Discutimos essa possibilidade, mas a categoria entendeu que isso prejudicaria muito os clientes, especialmente os mais pobres”, justificou. Britto não aposta em um acordo tão cedo com a direção do banco, mas acredita que o recado será dado. “O banco vai ver que os funcionários podem parar a qualquer momento”, completou. O Banco do Brasil não quis comentar o movimento.

A quarta-feira também será de protestos para os servidores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No Distrito Federal e em outros estados os funcionários farão uma greve de 24 horas. Representantes sindicais vindos de todas as regiões do país vão protestar hoje pela manhã na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), que organiza a paralisação, informou que abriu negociações com a Embrapa há dois meses. “Entre as carreiras do Executivo, somos os trabalhadores com os menores salários. Estamos cansados de só receber elogios do presidente Lula. Queremos melhorias salariais”, disse Valter Endres, presidente da entidade.

A proposta da Embrapa é reajustar os salários dos funcionários em 5,04%, além de corrigir valores do tíquete-alimentação e dos auxílios para filhos portadores de necessidades especiais e creche. O Sinpaf quer a recomposição acima da inflação oficial e propõe 12%. “Sem não houver acordo em 10 dias essa paralisação de um dia poderá evoluir para uma greve”, completou Endres.

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Bancários programam greve relâmpago no BB

Publicado: 25/06/2008 | 09:20


Luciano Pires
Correio Braziliense

Funcionários planejam cruzar os braços entre as 10h e as 12h para pressionar a instituição. Eles querem redução da carga de trabalho

 
Em assembléia no início da noite de ontem, funcionários do Banco do Brasil no Distrito Federal aprovaram o indicativo de paralisação e prometem cruzar os braços hoje por duas horas (entre as 10h e as 12h). A greve relâmpago deverá prejudicar o atendimento ao público nas agências de maior movimento. Estão programados atos na sede do banco, no Setor Bancário Sul, e em outros pontos do Plano Piloto.

Os bancários pressionam o banco estatal a apresentar um novo Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e exigem melhores condições de trabalho. Bancários e a direção do BB estão em negociações desde o início do mês, mas acumulam poucos avanços. Os trabalhadores reclamam da sobrecarga de tarefas e reivindicam um novo modelo de administração. A categoria quer ainda a convocação dos aprovados no concurso de 2006, medidas mais eficientes contra denúncias de assédio moral e o ajustamento de metas a serem alcançadas.

Rodrigo Britto, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, disse que a primeira opção era paralisar por 24 horas. “Discutimos essa possibilidade, mas a categoria entendeu que isso prejudicaria muito os clientes, especialmente os mais pobres”, justificou. Britto não aposta em um acordo tão cedo com a direção do banco, mas acredita que o recado será dado. “O banco vai ver que os funcionários podem parar a qualquer momento”, completou. O Banco do Brasil não quis comentar o movimento.

A quarta-feira também será de protestos para os servidores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No Distrito Federal e em outros estados os funcionários farão uma greve de 24 horas. Representantes sindicais vindos de todas as regiões do país vão protestar hoje pela manhã na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), que organiza a paralisação, informou que abriu negociações com a Embrapa há dois meses. “Entre as carreiras do Executivo, somos os trabalhadores com os menores salários. Estamos cansados de só receber elogios do presidente Lula. Queremos melhorias salariais”, disse Valter Endres, presidente da entidade.

A proposta da Embrapa é reajustar os salários dos funcionários em 5,04%, além de corrigir valores do tíquete-alimentação e dos auxílios para filhos portadores de necessidades especiais e creche. O Sinpaf quer a recomposição acima da inflação oficial e propõe 12%. “Sem não houver acordo em 10 dias essa paralisação de um dia poderá evoluir para uma greve”, completou Endres.