Folha de S. Paulo

A greve dos funcionários dos Correios, que completou uma semana ontem, provoca o acúmulo de 50 milhões de correspondências e encomendas nas agências da empresa. Para normalizar os serviços, será necessário trabalho extra de dez dias. Ontem, em Brasília, as lideranças da greve e a direção dos Correios se reuniram no TST (Tribunal Superior do Trabalho), mas não houve acordo. Nova reunião foi marcada para o dia 15. A tendência é a continuidade da greve. Na reunião no TST, o ministro Hélio Costa (Comunicações) ofereceu-se para intermediar as negociações. Mas a proposta foi recusada pelos grevistas porque, segundo a diretora do setor jurídico da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos), Ana Neri Alves, a direção da empresa se negou a suspender o desconto dos dias parados e a trocar o pagamento do bônus de R$ 260 pelo adicional de 30% sobre o salário. No balanço do sétimo dia útil da paralisação, os Correios não souberam informar se os grevistas cumpriram o acordo determinado pelo TST na sexta-feira, de manter 50% de trabalhadores em cada unidade. Um dos Estados mais atingidos é São Paulo, que concentra 20 mil dos 53 mil carteiros. Segundo a Fentect, ontem a adesão oscilava entre 30% e 35%, com carteiros, operadores, atendentes e motoristas parados em 25 Estados e no Distrito Federal.

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Correios: Greve provoca o acúmulo de 50 mi de correspondências

Publicado: 8/07/2008 | 10:08


Folha de S. Paulo

A greve dos funcionários dos Correios, que completou uma semana ontem, provoca o acúmulo de 50 milhões de correspondências e encomendas nas agências da empresa. Para normalizar os serviços, será necessário trabalho extra de dez dias.
Ontem, em Brasília, as lideranças da greve e a direção dos Correios se reuniram no TST (Tribunal Superior do Trabalho), mas não houve acordo. Nova reunião foi marcada para o dia 15.
A tendência é a continuidade da greve.
Na reunião no TST, o ministro Hélio Costa (Comunicações) ofereceu-se para intermediar as negociações. Mas a proposta foi recusada pelos grevistas porque, segundo a diretora do setor jurídico da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos), Ana Neri Alves, a direção da empresa se negou a suspender o desconto dos dias parados e a trocar o pagamento do bônus de R$ 260 pelo adicional de 30% sobre o salário.
No balanço do sétimo dia útil da paralisação, os Correios não souberam informar se os grevistas cumpriram o acordo determinado pelo TST na sexta-feira, de manter 50% de trabalhadores em cada unidade. Um dos Estados mais atingidos é São Paulo, que concentra 20 mil dos 53 mil carteiros.
Segundo a Fentect, ontem a adesão oscilava entre 30% e 35%, com carteiros, operadores, atendentes e motoristas parados em 25 Estados e no Distrito Federal.