Jornal do Brasil

Apesar dos 21.202 casos de dengue notificados no Estado do Rio de Janeiro, muitas pessoas contaminadas não entraram nesta lista:ou por não terem procurado ajuda médica ou porque os hospitais procurados não têm serviço de vigilância, que registra as contaminações. Esse é o caso do Hospital da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no Estácio, de acordo com um médico presente ontem no sindicato e que pediu para não ser identificado.

Não sei dizer quantas pessoas fazem parte das subnotificações, mas com certeza existem muitos contaminados que não estão nesse levantamento realizado pela Secretaria de Saúde. Alguns hospitais não têm serviço de vigilância, o Hospital da Polícia Militar é um deles.

No hospital ninguém soube dizer ao JB quem é o responsável pelo levantamento das notificações e nem se o serviço é realmente realizado. Já assessoria da PM negou ter informações sobre os procedimentos do hospital.

Retaliação do governo

Conforme informou o médico, que trabalha na rede estadual, as iniciativas de comentar as ações de combate e prevenção à dengue realizadas pelo governo estão sendo respondidas com perseguição.

Já houve várias retaliações. Não são casos explícitos, mas a há ameaças, por exemplo, de transferência de local de trabalho. No Estado, alguns já perderam cargos de chefia, acho melhor me resguardar - avalia.

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No sindicato, mais indícios de subnotificação, até na PM

Publicado: 20/03/2008 | 09:14


 Jornal do Brasil

Apesar dos 21.202 casos de dengue notificados no Estado do Rio de Janeiro, muitas pessoas contaminadas não entraram nesta lista:ou por não terem procurado ajuda médica ou porque os hospitais procurados não têm serviço de vigilância, que registra as contaminações. Esse é o caso do Hospital da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no Estácio, de acordo com um médico presente ontem no sindicato e que pediu para não ser identificado.

Não sei dizer quantas pessoas fazem parte das subnotificações, mas com certeza existem muitos contaminados que não estão nesse levantamento realizado pela Secretaria de Saúde. Alguns hospitais não têm serviço de vigilância, o Hospital da Polícia Militar é um deles.

No hospital ninguém soube dizer ao JB quem é o responsável pelo levantamento das notificações e nem se o serviço é realmente realizado. Já assessoria da PM negou ter informações sobre os procedimentos do hospital.

Retaliação do governo

Conforme informou o médico, que trabalha na rede estadual, as iniciativas de comentar as ações de combate e prevenção à dengue realizadas pelo governo estão sendo respondidas com perseguição.

Já houve várias retaliações. Não são casos explícitos, mas a há ameaças, por exemplo, de transferência de local de trabalho. No Estado, alguns já perderam cargos de chefia, acho melhor me resguardar - avalia.