Gazeta Mercantil

Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) voltam amanhã ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para nova reunião de conciliação. A proposta apresentada pelo ministro Rider Nogueira de Brito, do TST, não foi aceita pelos sindicatos da categoria e a paralisação iniciada no dia 1 de julho deve continuar. Representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) esperam ser recebidos pela direção da empresa na próxima semana para retomar as negociações, segundo Manoel de Lima Feitosa, diretor da entidade. A proposta do TST apresentada aos representantes da ECT e da Fentect na última quarta-feira, com o objetivo de suspender a greve previa, entre outros itens, a disposição do ministro Rider de Brito de intermediar as negociações. Os termos conciliatórios do TST para o retorno ao trabalho previa a suspensão da aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a retomada do pagamento dos 30% do adicional de risco durante os meses de julho e agosto. Neste período, os trabalhadores e os Correios discutiriam as cláusulas divergentes do PCCS e os funcionários da empresa assumiriam o compromisso de não retomar a greve. Segundo Feitosa, o plano que a ECT defende expõe o carteiro à demissão caso receba duas avaliações negativas. A proposta do TST foi encaminhada aos sindicatos regionais e já foi rejeitada pelos funcionários dos Correios do Maranhão, Rio Grande do Norte e São Paulo. "A greve continua", afirma o diretor. De acordo com nota dos Correios, o PCCS foi implementado depois de negociações realizadas durante os últimos cinco anos com órgãos do governo e representações de empregados. O plano foi implantado no dia 1 de julho e foi o motivo da paralisação dos trabalhadores da empresa. Na avaliação dos Correios, o adicional de periculosidade para o serviço postal foi alterado por não ter amparo legal. A empresa declara que desenvolveu um sistema alternativo para não ferir as leis do País. A implantação do Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta foi adotado para substituir o benefício definido anteriormente e contempla dos empregados com um valor fixo de R$ 260,00.A empresa mantém 110 mil empregados em todo o País. Deste total, 53 mil trabalham na função de carteiros.

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Funcionários dos Correios voltam ao TST

Publicado: 14/07/2008 | 09:29


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Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) voltam amanhã ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para nova reunião de conciliação. A proposta apresentada pelo ministro Rider Nogueira de Brito, do TST, não foi aceita pelos sindicatos da categoria e a paralisação iniciada no dia 1 de julho deve continuar.
Representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) esperam ser recebidos pela direção da empresa na próxima semana para retomar as negociações, segundo Manoel de Lima Feitosa, diretor da entidade.
A proposta do TST apresentada aos representantes da ECT e da Fentect na última quarta-feira, com o objetivo de suspender a greve previa, entre outros itens, a disposição do ministro Rider de Brito de intermediar as negociações. Os termos conciliatórios do TST para o retorno ao trabalho previa a suspensão da aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a retomada do pagamento dos 30% do adicional de risco durante os meses de julho e agosto. Neste período, os trabalhadores e os Correios discutiriam as cláusulas divergentes do PCCS e os funcionários da empresa assumiriam o compromisso de não retomar a greve.
Segundo Feitosa, o plano que a ECT defende expõe o carteiro à demissão caso receba duas avaliações negativas. A proposta do TST foi encaminhada aos sindicatos regionais e já foi rejeitada pelos funcionários dos Correios do Maranhão, Rio Grande do Norte e São Paulo. "A greve continua", afirma o diretor.
De acordo com nota dos Correios, o PCCS foi implementado depois de negociações realizadas durante os últimos cinco anos com órgãos do governo e representações de empregados. O plano foi implantado no dia 1 de julho e foi o motivo da paralisação dos trabalhadores da empresa.
Na avaliação dos Correios, o adicional de periculosidade para o serviço postal foi alterado por não ter amparo legal. A empresa declara que desenvolveu um sistema alternativo para não ferir as leis do País. A implantação do Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta foi adotado para substituir o benefício definido anteriormente e contempla dos empregados com um valor fixo de R$ 260,00.A empresa mantém 110 mil empregados em todo o País. Deste total, 53 mil trabalham na função de carteiros.