Chico Otavio O Globo

Rosinha, Núbia, Lindberg, entre outros, têm impugnação de candidaturas pedida

A ofensiva lançada contra os candidatos de ficha suja poderá causar uma reviravolta na campanha política em três dos maiores municípios fluminenses. O Ministério Público Eleitoral já pediu a impugnação dos principais candidatos às prefeituras de Nova Iguaçu, Campos dos Goytacazes e Magé. Se acolhidos, os pedidos vão tirar das eleições uma ex-governadora, dois prefeitos, um deputado federal e dois ex-prefeitos, todos citados em ações penais, de improbidade e denúncias. Uma vez notificados, os candidatos têm uma semana para apresentar sua defesa. Em Campos, os promotores da zona responsável pelo registro eleitoral pediram a impugnação da candidatura da ex-governadora Rosinha Garotinho (PMDB) e do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT). Em Magé, da prefeita Núbia Cozzolino (PMDB) e da ex-prefeita Narriman Zito (PRB). Em Nova Iguaçu, do prefeito Lindberg Farias (PT) e do deputado federal Nelson Bornier (PMDB). Com 27 ações, Núbia é caso simbólico

Núbia Cozzolino, que disputa a reeleição em Magé, é um dos casos mais emblemáticos. Para sustentar o pedido, o Ministério Público enviou à Justiça Eleitoral as 27 ações de improbidade em que ela é acusada de nepotismo, promoção pessoal, desvio de dinheiro, fraudes em licitações e falhas na prestação de serviços essenciais. Além das ações, o MP incluiu denúncia feita pelo procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, ao Tribunal de Justiça por crime de responsabilidade em suposto desvio de dinheiro público.

Mas a principal adversária de Núbia em Magé também está com problemas na Justiça Eleitoral. Na lista de inelegibilidades produzida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), Narriman aparece com quatro processos transitados em julgado, todos instaurados em 2005 (dois deles referentes a contratos de contas e dois originados de relatórios de inspeção especial).

Núbia, que se recupera de crise de diverticulite, que a manteve internada na primeira semana de campanha, disse que é alvo de perseguições do Ministério Público.

- Confio na Justiça. O Supremo é o guardião da Constituição. Não tenho uma condenação em primeiro grau - afirmou. Em Nova Iguaçu, suspeita de fraude

Em Nova Iguaçu, quatro ações de improbidade e uma denúncia criminal levaram os promotores a pedir a impugnação do prefeito Lindberg Farias. Na denúncia oferecida no Tribunal de Justiça, o prefeito é suspeito de fraude na contratação da empresa de comunicação Supernova, em caráter emergencial, em janeiro de 2005. Segundo o MP, a licitação violou dispositivos legais e favoreceu a Supernova, que era credora de Lindberg em R$250 mil, por serviços prestados durante a campanha eleitoral de 2004.

Bornier responde a 15 ações de improbidade por suspeitas de superfaturamento, fraudes em licitação e omissão na arrecadação de tributos e na execução da dívida ativa.

Lindberg disse que está tranqüilo e que a agência, hoje, serve a seu adversário político. Já Bornier anexou documentos assinados por um procurador de Justiça e um desembargador, em 2004, atestando a sua ficha limpa.

Em Campos, sete promotores assinam o pedido de impugnação de Rosinha e de Vianna. Rosinha responde a ações civis públicas e é citada em inquéritos, enquanto Arnaldo é citado seis vezes na lista do TCE.

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MP começa a atacar fichas-sujas

Publicado: 15/07/2008 | 10:01


Chico Otavio
O Globo

Rosinha, Núbia, Lindberg, entre outros, têm impugnação de candidaturas pedida

A ofensiva lançada contra os candidatos de ficha suja poderá causar uma reviravolta na campanha política em três dos maiores municípios fluminenses. O Ministério Público Eleitoral já pediu a impugnação dos principais candidatos às prefeituras de Nova Iguaçu, Campos dos Goytacazes e Magé. Se acolhidos, os pedidos vão tirar das eleições uma ex-governadora, dois prefeitos, um deputado federal e dois ex-prefeitos, todos citados em ações penais, de improbidade e denúncias.
Uma vez notificados, os candidatos têm uma semana para apresentar sua defesa. Em Campos, os promotores da zona responsável pelo registro eleitoral pediram a impugnação da candidatura da ex-governadora Rosinha Garotinho (PMDB) e do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT). Em Magé, da prefeita Núbia Cozzolino (PMDB) e da ex-prefeita Narriman Zito (PRB). Em Nova Iguaçu, do prefeito Lindberg Farias (PT) e do deputado federal Nelson Bornier (PMDB).

Com 27 ações, Núbia é caso simbólico

Núbia Cozzolino, que disputa a reeleição em Magé, é um dos casos mais emblemáticos. Para sustentar o pedido, o Ministério Público enviou à Justiça Eleitoral as 27 ações de improbidade em que ela é acusada de nepotismo, promoção pessoal, desvio de dinheiro, fraudes em licitações e falhas na prestação de serviços essenciais. Além das ações, o MP incluiu denúncia feita pelo procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, ao Tribunal de Justiça por crime de responsabilidade em suposto desvio de dinheiro público.

Mas a principal adversária de Núbia em Magé também está com problemas na Justiça Eleitoral. Na lista de inelegibilidades produzida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), Narriman aparece com quatro processos transitados em julgado, todos instaurados em 2005 (dois deles referentes a contratos de contas e dois originados de relatórios de inspeção especial).

Núbia, que se recupera de crise de diverticulite, que a manteve internada na primeira semana de campanha, disse que é alvo de perseguições do Ministério Público.

- Confio na Justiça. O Supremo é o guardião da Constituição. Não tenho uma condenação em primeiro grau - afirmou.

Em Nova Iguaçu, suspeita de fraude

Em Nova Iguaçu, quatro ações de improbidade e uma denúncia criminal levaram os promotores a pedir a impugnação do prefeito Lindberg Farias. Na denúncia oferecida no Tribunal de Justiça, o prefeito é suspeito de fraude na contratação da empresa de comunicação Supernova, em caráter emergencial, em janeiro de 2005. Segundo o MP, a licitação violou dispositivos legais e favoreceu a Supernova, que era credora de Lindberg em R$250 mil, por serviços prestados durante a campanha eleitoral de 2004.

Bornier responde a 15 ações de improbidade por suspeitas de superfaturamento, fraudes em licitação e omissão na arrecadação de tributos e na execução da dívida ativa.

Lindberg disse que está tranqüilo e que a agência, hoje, serve a seu adversário político. Já Bornier anexou documentos assinados por um procurador de Justiça e um desembargador, em 2004, atestando a sua ficha limpa.

Em Campos, sete promotores assinam o pedido de impugnação de Rosinha e de Vianna. Rosinha responde a ações civis públicas e é citada em inquéritos, enquanto Arnaldo é citado seis vezes na lista do TCE.