Jornal do Brasil

A greve dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), deflagrada em 1º de julho, fez com que 108 milhões de correspondências e 365 mil encomendas deixassem de ser entregue aos seus destinatários.

A paralisação atinge 21 Estados mais o Distrito Federal e conta com a adesão de 18% do total dos trabalhadores – 110 mil empregados – e 27% dos carteiros – 53 mil.

Segundo os Correios, em situações normais (sem greve) passam pela empresa 33 milhões de objetos. Nos 14 dias de paralisação, dize os Correios, os clientes postaram 300 milhões de correspondências, sendo que apenas 64% foram entregues, e 7,3 milhões de encomendas, com 95% já encaminhadas aos destinatários.

Ontem, funcionarios dos Correios fizeram manifestação em frente ao Palácio do Planalto. Alguns montaram acampamento. A categoria reclama que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo.

A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês.

Conciliação

Hoje, às 9h, será retomada a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspensa na segunda-feira da semana passada. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs um acordo para o fim da greve e abertura de negociação entre as partes.

A empresa aceitou a proposta, que previa suspender a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, o fim do pagamento do adicional de R$ 260 e o retorno por dois meses do abono de 30% dos salários. A categoria não aceitou a proposta.

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Correios: em 14 dias, 108 milhões de cartas atrasadas

Publicado: 15/07/2008 | 09:53


Jornal do Brasil

A greve dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), deflagrada em 1º de julho, fez com que 108 milhões de correspondências e 365 mil encomendas deixassem de ser entregue aos seus destinatários.

A paralisação atinge 21 Estados mais o Distrito Federal e conta com a adesão de 18% do total dos trabalhadores – 110 mil empregados – e 27% dos carteiros – 53 mil.

Segundo os Correios, em situações normais (sem greve) passam pela empresa 33 milhões de objetos. Nos 14 dias de paralisação, dize os Correios, os clientes postaram 300 milhões de correspondências, sendo que apenas 64% foram entregues, e 7,3 milhões de encomendas, com 95% já encaminhadas aos destinatários.

Ontem, funcionarios dos Correios fizeram manifestação em frente ao Palácio do Planalto. Alguns montaram acampamento. A categoria reclama que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo.

A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês.

Conciliação

Hoje, às 9h, será retomada a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspensa na segunda-feira da semana passada. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs um acordo para o fim da greve e abertura de negociação entre as partes.

A empresa aceitou a proposta, que previa suspender a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, o fim do pagamento do adicional de R$ 260 e o retorno por dois meses do abono de 30% dos salários. A categoria não aceitou a proposta.