Servidores da CVM cruzam os braços
Gazeta Mercantil
Trezentos dos 500 funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cruzaram os braços, ontem, na sede da autarquia. Excluídos do acordo de aumento de salário firmado entre o governo e vários órgãos ligados à Fazenda e ao Banco Central, os trabalhadores poderão repetir a paralisação se não houver acordo para que sejam também favorecidos pelos benefícios.
"Amanhã (hoje) faremos uma assembléia com o balanço do movimento", disse o presidente do Sindicato dos Funcionários da CVM, Léo Mello. O sindicato alega que havia um entendimento para que os reajustes concedidas aos funcionários do BC e da Receita Federal seriam estendidos aos trabalhadores da CVM.
"Perda de confiabilidade"
"Se concretizado o descumprimento do acordo firmado, entendemos que a autoridade regulatória da CVM sofrerá um duro golpe, com reflexos negativos sobre a confiabilidade do mercado de capitais brasileiro e a imagem do Brasil junto à comunidade internacional de investidores e reguladores de mercado, prejudicando o recém-obtido Grau de Investimento, concedido por agências de classificação de risco internacionais", ponderou Mello.
