Gazeta Mercantil

Trezentos dos 500 funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cruzaram os braços, ontem, na sede da autarquia. Excluídos do acordo de aumento de salário firmado entre o governo e vários órgãos ligados à Fazenda e ao Banco Central, os trabalhadores poderão repetir a paralisação se não houver acordo para que sejam também favorecidos pelos benefícios. "Amanhã (hoje) faremos uma assembléia com o balanço do movimento", disse o presidente do Sindicato dos Funcionários da CVM, Léo Mello. O sindicato alega que havia um entendimento para que os reajustes concedidas aos funcionários do BC e da Receita Federal seriam estendidos aos trabalhadores da CVM. "Perda de confiabilidade" "Se concretizado o descumprimento do acordo firmado, entendemos que a autoridade regulatória da CVM sofrerá um duro golpe, com reflexos negativos sobre a confiabilidade do mercado de capitais brasileiro e a imagem do Brasil junto à comunidade internacional de investidores e reguladores de mercado, prejudicando o recém-obtido Grau de Investimento, concedido por agências de classificação de risco internacionais", ponderou Mello.

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Servidores da CVM cruzam os braços

Publicado: 17/07/2008 | 10:23


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Trezentos dos 500 funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cruzaram os braços, ontem, na sede da autarquia. Excluídos do acordo de aumento de salário firmado entre o governo e vários órgãos ligados à Fazenda e ao Banco Central, os trabalhadores poderão repetir a paralisação se não houver acordo para que sejam também favorecidos pelos benefícios.
"Amanhã (hoje) faremos uma assembléia com o balanço do movimento", disse o presidente do Sindicato dos Funcionários da CVM, Léo Mello. O sindicato alega que havia um entendimento para que os reajustes concedidas aos funcionários do BC e da Receita Federal seriam estendidos aos trabalhadores da CVM.
"Perda de confiabilidade"
"Se concretizado o descumprimento do acordo firmado, entendemos que a autoridade regulatória da CVM sofrerá um duro golpe, com reflexos negativos sobre a confiabilidade do mercado de capitais brasileiro e a imagem do Brasil junto à comunidade internacional de investidores e reguladores de mercado, prejudicando o recém-obtido Grau de Investimento, concedido por agências de classificação de risco internacionais", ponderou Mello.