Sem acordo, funcionários e ECT discutirão hoje novas propostas
Gazeta Mercantil
Os funcionários e a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não chegaram a um acordo e a greve continua pelo 18º dia. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) havia fixado o dia de ontem como último prazo para um entendimento, o que não ocorreu. Ao invés disso, as duas partes apresentaram contrapropostas.
A direção dos Correios admitiu pagar 30% de adicional por periculosidade por três meses e descontar 50% dos dias parados. Alternativamente pediu que o Tribunal determine a imediata suspensão da greve ou que eleve a capacidade mínima de operação das unidades dos Correios de 50% para 70%.
Já a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares , que não protocolou a sua proposta no Tribunal, exige que a cláusula do adicional de 30% de periculosidade seja incorporada ao salário e paga integralmente. Hoje os grevistas prometem apresentar ao TST a sua proposta por escrito, mas a situação continua incerta. A proposição da direção não é bem vista pelos grevistas. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, deve tentar um novo acordo hoje. Mas caso as partes não cheguem a um entendimento, o ministro do TST Maurício Godinho Delgado deverá julgar se a greve é abusiva, como foi proposto pela empresa.
Durante a tarde de ontem, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, esteve reunido com representantes dos trabalhadores para negociar o fim da paralisação. A greve começou com os funcionários reclamando a participação nos lucros, a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários e um plano de carreira, que estariam previstos no acordo firmado em novembro do ano passado e ratificado em abril deste ano.
A questão da participação nos lucros e o plano de carreira estão contornados e o problema agora é o pagamento do adicional de periculosidade, dizem os grevistas.
A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha de julho para todos os funcionários. Os funcionários argumentam que esse valor linear não corresponde aos 30% que deveriam ser incorporados como salários. O sindicato também quer que os dias parados não sejam descontados do pagamento.
