Gerusa Marques O Estado de S. Paulo

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) apresentou proposta ontem ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para encerrar a greve de seus funcionários, que completou 17 dias. A ECT pede que, caso a proposta não seja aceita integralmente, o TST conceda liminar determinando “a imediata suspensão da greve” ou a manutenção de pelo menos 70% dos funcionários trabalhando, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia.

Os grevistas fazem hoje assembléias para discutir a proposta. Mas a direção da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect) adiantou que não concorda com alguns pontos, principalmente no que se refere ao desconto nos salários do equivalente a 50% dos dias parados.

Segundo o diretor da Fentect, Francisco Nunes, se a proposta fosse aceita, os funcionários estariam pagando por todos os dias parados.

Em 17 dias de greve, 127 milhões de correspondências deixaram de ser entregues. O maior problema está nas entrega com hora marcada - Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. Segundo a ECT, 18% dos 108 mil funcionários estão parados em 21 Estados e Distrito Federal.

Segundo a assessoria do Tribunal, a ECT propôs a retomada das negociações sobre o plano de cargos e salários de 2008, “mediante pauta previamente estabelecida” e com a mediação do TST. A empresa se compromete a pagar, em julho, agosto e setembro deste ano, um abono emergencial, “sem natureza jurídica salarial”, correspondente a 30% do salário-base.

Esse abono seria pago a todos os carteiros da distribuição externa. Nesses três meses, seriam negociados a forma e o valor da incorporação do adicional. “Já negociamos outras duas vezes esse abono e a empresa não cumpriu. É complicado pedir que os trabalhadores acreditem novamente.”

PETROLEIROS

Embora sem acordo com a Petrobrás, os petroleiros da Bacia de Campos decidiram manter o plano original e encerram hoje a greve de cinco dias. Segundo o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), José Maria Rangel, a categoria passa agora a discutir as questões de forma unificada, com ameaça de nova greve a partir de 5 de agosto.

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Correios fazem proposta para acabar com a greve

Publicado: 18/07/2008 | 11:01


Gerusa Marques
O Estado de S. Paulo

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) apresentou proposta ontem ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para encerrar a greve de seus funcionários, que completou 17 dias. A ECT pede que, caso a proposta não seja aceita integralmente, o TST conceda liminar determinando “a imediata suspensão da greve” ou a manutenção de pelo menos 70% dos funcionários trabalhando, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia.

Os grevistas fazem hoje assembléias para discutir a proposta. Mas a direção da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect) adiantou que não concorda com alguns pontos, principalmente no que se refere ao desconto nos salários do equivalente a 50% dos dias parados.

Segundo o diretor da Fentect, Francisco Nunes, se a proposta fosse aceita, os funcionários estariam pagando por todos os dias parados.

Em 17 dias de greve, 127 milhões de correspondências deixaram de ser entregues. O maior problema está nas entrega com hora marcada - Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. Segundo a ECT, 18% dos 108 mil funcionários estão parados em 21 Estados e Distrito Federal.

Segundo a assessoria do Tribunal, a ECT propôs a retomada das negociações sobre o plano de cargos e salários de 2008, “mediante pauta previamente estabelecida” e com a mediação do TST. A empresa se compromete a pagar, em julho, agosto e setembro deste ano, um abono emergencial, “sem natureza jurídica salarial”, correspondente a 30% do salário-base.

Esse abono seria pago a todos os carteiros da distribuição externa. Nesses três meses, seriam negociados a forma e o valor da incorporação do adicional. “Já negociamos outras duas vezes esse abono e a empresa não cumpriu. É complicado pedir que os trabalhadores acreditem novamente.”

PETROLEIROS

Embora sem acordo com a Petrobrás, os petroleiros da Bacia de Campos decidiram manter o plano original e encerram hoje a greve de cinco dias. Segundo o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), José Maria Rangel, a categoria passa agora a discutir as questões de forma unificada, com ameaça de nova greve a partir de 5 de agosto.