Normalização do serviço só acontece em 15 dias
Jornal do Brasil
Depois de 20 dias de paralisação, deve terminar hoje a greve dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). O acordo entre os Correios e os funcionários foi fechado após uma reunião de quase oito horas, que teve a participação do ministro das Comunicações, Hélio Costa
A Fentect aceitou a proposta do governo de pagar um abono de 30% sobre o salário-base a 43 mil carteiros. O acordo inclui o pagamento de benefício linear de R$ 260 para 16 mil funcionários como motoristas, operadores e atendentes das agências. Os dias parados não serão descontados, a compensação será feita através de um banco de horas que serão usadas para colocar em dia o trabalho, já que cerca de 130 milhões de correspondências ficaram atrasadas durante o período a greve.
Impacto
Fechado o acordo, o governo começa a calcular o impacto que terá no orçamento anual dos Correios. Os primeiros números apontam um gasto a mais de R$ 10 milhões, levando-se em conta o abono de 30% e os benefícios aos outros funcionários. O acerto dos valores do adicional de periculosidade, principal reivindicação dos trabalhadores deverá custar até R$ 130 milhões ao ano para a empresa.
– O impacto financeiro será da ordem de R$ 10 milhões por mês, o que vai totalizar R$ 120, R$ 130 milhões por ano–, afirmou o ministro Hélio Costa, ao anunciar o fim da greve, depois de sete horas de reunião.
Segundo Manoel Cantoara, presidente da Fentect, os sindicatos foram orientados a aprovar o acordo, o que garante a volta ao trabalho. No entanto a situação do fluxo de entrega de encomendas e cartas só deverá estar regularizado em 15 dias.
