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Militar deve ter 16%

Leonel Rocha Correio Braziliense Proposta de reajuste para as Forças Armadas, distribuído em três parcelas, espera confirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Recrutas e alunos de academia também terão aumento de remuneração A proposta técnica de reajuste para os salários dos militares que será submetida a uma decisão final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê reajuste médio de 16% para o soldo das Forças Armadas. Segundo fontes do governo, o percentual deve ser concedido em três parcelas. A primeira, de 8%, será aplicada sobre os salários de janeiro. A segunda, de 4%, deve incidir sobre os vencimentos de julho ou agosto e uma última, novamente de 4%, sobre o soldo de dezembro. O anúncio oficial do reajuste dos militares pode sair a qualquer momento e deverá ser encaminhado ao Congresso por medida provisória. Também faz parte da proposta técnica a previsão de reajuste salarial de 3% acima da inflação oficial para o próximo ano e a aplicação do mesmo percentual para 2010. Ao contrário dos anos anteriores quando um único percentual de aumento foi aplicado a todas as patentes, agora o governo pode conceder reajustes diferenciados por graduação. Os índices diferenciados beneficiariam militares de patentes inferiores, reduzindo a diferença entre os menores e os maiores salários das Forças Armadas. Por esse critério, os praças — cabos, sargentos e sub-oficiais — receberiam uma reposição maior que os oficiais. O reajuste vem sendo negociado entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo. O governo também deve elevar os ganhos dos recrutas e alunos das escolas preparatórias e academias que passariam a receber um salário mínimo (R$ 415) mensal, com reajuste anual. Por dificuldades técnicas e jurídicas, a proposta apresentada ao presidente não prevê a desvinculação do reajuste dos militares da ativa de quem já está na reserva ou os pensionistas. Pela proposta técnica, o soldo de um oficial-general passaria dos atuais R$ 6.156 para R$ 7.190 mensais. Os oficiais superiores — de major a coronel — receberiam salários que vão de R$ 5.484 a R$ 5.978 mensais. Oficiais intermediários e subalternos passariam a ganhar entre R$ 3.591 e R$ 4.313. Outra proposta que ainda pode constar do anúncio do reajuste de soldo é a elevação do valor das gratificações recebidas pelos militares que exercem funções insalubres como paraquedista, submarinista e mergulhador. Além disso, estuda-se ainda o reajuste do valor do auxílio-moradia. Esses incentivos, segundo fontes militares, ajudariam a reduzir o índice de baixas de oficiais que preferem apostar em outras carreiras do serviço público. Com a formação intelectual e técnica oferecida nas academias militares, os oficiais ainda jovens passaram a encarar a carreira militar como emprego temporário. Depois que a MP com o reajuste dos fardados for oficializada e passar a tramitar no Congresso, começará o lobby das três Forças para conseguir um reajuste maior ou outras vantagens exclusivas para os da ativa. Alguns parlamentares como Jair Bolsonaro(PP-RJ), por exemplo, querem aprovar uma lei específica estabelecendo critérios definitivos para os futuros reajustes das Forças Armadas. Outra proposta já em tramitação feita pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) é a vinculação dos salários dos oficiais generais aos ganhos dos ministros do Superior Tribunal Militar (STM), atrelando os aumentos concedidos ao Judiciário aos fardados.

Leonel Rocha
Correio Braziliense

Proposta de reajuste para as Forças Armadas, distribuído em três parcelas, espera confirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Recrutas e alunos de academia também terão aumento de remuneração
 
A proposta técnica de reajuste para os salários dos militares que será submetida a uma decisão final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê reajuste médio de 16% para o soldo das Forças Armadas. Segundo fontes do governo, o percentual deve ser concedido em três parcelas. A primeira, de 8%, será aplicada sobre os salários de janeiro. A segunda, de 4%, deve incidir sobre os vencimentos de julho ou agosto e uma última, novamente de 4%, sobre o soldo de dezembro. O anúncio oficial do reajuste dos militares pode sair a qualquer momento e deverá ser encaminhado ao Congresso por medida provisória.

Também faz parte da proposta técnica a previsão de reajuste salarial de 3% acima da inflação oficial para o próximo ano e a aplicação do mesmo percentual para 2010. Ao contrário dos anos anteriores quando um único percentual de aumento foi aplicado a todas as patentes, agora o governo pode conceder reajustes diferenciados por graduação. Os índices diferenciados beneficiariam militares de patentes inferiores, reduzindo a diferença entre os menores e os maiores salários das Forças Armadas. Por esse critério, os praças — cabos, sargentos e sub-oficiais — receberiam uma reposição maior que os oficiais. O reajuste vem sendo negociado entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo.

O governo também deve elevar os ganhos dos recrutas e alunos das escolas preparatórias e academias que passariam a receber um salário mínimo (R$ 415) mensal, com reajuste anual. Por dificuldades técnicas e jurídicas, a proposta apresentada ao presidente não prevê a desvinculação do reajuste dos militares da ativa de quem já está na reserva ou os pensionistas. Pela proposta técnica, o soldo de um oficial-general passaria dos atuais R$ 6.156 para R$ 7.190 mensais. Os oficiais superiores — de major a coronel — receberiam salários que vão de R$ 5.484 a R$ 5.978 mensais. Oficiais intermediários e subalternos passariam a ganhar entre R$ 3.591 e R$ 4.313.

Outra proposta que ainda pode constar do anúncio do reajuste de soldo é a elevação do valor das gratificações recebidas pelos militares que exercem funções insalubres como paraquedista, submarinista e mergulhador. Além disso, estuda-se ainda o reajuste do valor do auxílio-moradia. Esses incentivos, segundo fontes militares, ajudariam a reduzir o índice de baixas de oficiais que preferem apostar em outras carreiras do serviço público. Com a formação intelectual e técnica oferecida nas academias militares, os oficiais ainda jovens passaram a encarar a carreira militar como emprego temporário.

Depois que a MP com o reajuste dos fardados for oficializada e passar a tramitar no Congresso, começará o lobby das três Forças para conseguir um reajuste maior ou outras vantagens exclusivas para os da ativa. Alguns parlamentares como Jair Bolsonaro(PP-RJ), por exemplo, querem aprovar uma lei específica estabelecendo critérios definitivos para os futuros reajustes das Forças Armadas. Outra proposta já em tramitação feita pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) é a vinculação dos salários dos oficiais generais aos ganhos dos ministros do Superior Tribunal Militar (STM), atrelando os aumentos concedidos ao Judiciário aos fardados.