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Assembléia decide a greve hoje

Luciano Pires Correio Braziliense Governo retira exigência de desempenho de auditores, que discutem se voltam ao trabalho Um ajuste feito ontem pelo governo na proposta original apresentada aos auditores-fiscais da Receita Federal poderá encerrar a greve da categoria iniciada em 18 de março. O Ministério do planejamento e a própria Receita cederam aos apelos dos servidores e concordaram em retirar do acordo as mudanças no sistema de avaliação de desempenho utilizado em promoções e progressões funcionais. Os trabalhadores vão avaliar hoje a nova versão do texto em assembléias estaduais. Para o Ministério do planejamento, a paralisação está perto do fim. Já o sindicato que representa os auditores informou que nenhum compromisso foi assumido oficialmente e que discussões específicas sobre a greve serão realizadas somente ao longo da próxima semana. A alteração da proposta não contemplou ganhos financeiros nem mexeu em prazos. A oferta de aumento continua idêntica: reajuste de 43,9% aos que ganham o teto e de 41,7% aos servidores em início de carreira. O calendário de mudanças no contracheque vai até julho de 2010. Também ontem, os servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram uma greve de 24 horas por melhores salários. Irritados com a greve, empresários do Amazonas se queixaram ao secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, dos prejuízos amargados pela indústria instalada na Zona Franca de Manaus. “Não podemos conduzir a economia do país baseada só em paralisações. Os empresários não podem ficar reféns dos auditores nem de nenhuma outra carreira”, disse Antônio Carlos Lima, presidente da Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Pólo Industrial do Amazonas (Aficam). O setor produtivo da Zona Franca mostrou a Ramalho uma série de estatísticas negativas relacionadas ao movimento dos auditores. Ao todo, segundo os empresários, 7 mil trabalhadores já receberam licença remunerada. Cerca de R$ 240 milhões em insumos estão retidos nas alfândegas e R$ 1 bilhão de produção não foram realizadas. Ainda conforme as indústrias do Amazonas, 18 companhias estão com as linhas paradas.

Luciano Pires
Correio Braziliense

Governo retira exigência de desempenho de auditores, que discutem se voltam ao trabalho

Um ajuste feito ontem pelo governo na proposta original apresentada aos auditores-fiscais da Receita Federal poderá encerrar a greve da categoria iniciada em 18 de março. O Ministério do planejamento e a própria Receita cederam aos apelos dos servidores e concordaram em retirar do acordo as mudanças no sistema de avaliação de desempenho utilizado em promoções e progressões funcionais. Os trabalhadores vão avaliar hoje a nova versão do texto em assembléias estaduais.

Para o Ministério do planejamento, a paralisação está perto do fim. Já o sindicato que representa os auditores informou que nenhum compromisso foi assumido oficialmente e que discussões específicas sobre a greve serão realizadas somente ao longo da próxima semana. A alteração da proposta não contemplou ganhos financeiros nem mexeu em prazos. A oferta de aumento continua idêntica: reajuste de 43,9% aos que ganham o teto e de 41,7% aos servidores em início de carreira. O calendário de mudanças no contracheque vai até julho de 2010. Também ontem, os servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram uma greve de 24 horas por melhores salários.

Irritados com a greve, empresários do Amazonas se queixaram ao secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, dos prejuízos amargados pela indústria instalada na Zona Franca de Manaus. “Não podemos conduzir a economia do país baseada só em paralisações. Os empresários não podem ficar reféns dos auditores nem de nenhuma outra carreira”, disse Antônio Carlos Lima, presidente da Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Pólo Industrial do Amazonas (Aficam).

O setor produtivo da Zona Franca mostrou a Ramalho uma série de estatísticas negativas relacionadas ao movimento dos auditores. Ao todo, segundo os empresários, 7 mil trabalhadores já receberam licença remunerada. Cerca de R$ 240 milhões em insumos estão retidos nas alfândegas e R$ 1 bilhão de produção não foram realizadas. Ainda conforme as indústrias do Amazonas, 18 companhias estão com as linhas paradas.