O Fórum Social Mundial (FSM) vai realizar em janeiro de 2010, quando comemora dez anos, uma série de atividades de reflexão sobre suas edições. Um seminário e vários eventos serão feitos em Porto Alegre, onde o fórum foi realizado pela primeira vez em 2001.

Os organizadores do FSM pretendem promover em Porto Alegre um debate com as pessoas e personalidades que participaram da história do fórum. O pensador português Boaventura de Sousa Santos já confirmou a presença. Serão convidados ainda presidentes que tiveram passagem pelo FSM, como Evo Morales, da Bolívia, e Luiz Inácio Lula da Silva. Representantes do Chile e da Argentina deverão ser chamados também.

“Esperamos que Porto Alegre possa sistematizar o que vai ser discutido neste momento, de crise ambiental, crise política e energética”, destaca Oded Grajew, um dos idealizadores do fórum.

Em suas últimas edições, o fórum vem sendo realizado de forma descentralizada nos anos pares e em um único local nos ímpares. Em 2010, já estão previstas atividades em 24 localidades pelo mundo. No Brasil, até o momento, cinco grandes eventos para o FSM descentralizado de 2010 estão programados: em Porto Alegre, de 25 a 29 de janeiro, com o tema Dez Anos de Fórum Social Mundial; em Salvador, de 29 a 31 de janeiro; em Santa Maria (RS) será realizado, de 22 a 24 de janeiro, o Primeiro Fórum Mundial de Economia Solidária; no Rio de Janeiro, de 22 a 24 de março, haverá o Fórum Urbano Mundial – Direito à Cidade; e em Belém, o Primeiro Fórum de Cultura e Educação para a Transformação, de 21 a 26 de julho.

Em Detroit, de 22 a 26 de junho, será realizado o Fórum Social dos Estados Unidos; em Istambul, na Turquia, em junho, haverá o Fórum Social Europeu. No Marrocos, em data ainda indefinida, será realizado o Fórum dos Movimentos Sociais.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
 

30-09-2009 | 10:20

 Termina nesta quarta-feira o período concedido pelo governo federal para a isenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado de veículos automotores. E com o fim do prazo a expectativa é a de que o setor automotivo tome medidas para atenuar o impacto da volta do imposto sobre os preços dos carros para o consumidor.

Até dezembro de 2008, carros com motor 1.0 l pagavam 7% de IPI e tiveram a alíquota zerada, assim como no caso dos caminhões. Carros com motores acima de 1.0 l e até 2.0 l tiveram a taxação reduzida pela metade e comerciais leves passaram de 8% para 1%.

O objetivo da medida do governo foi combater a paralisia nas vendas de veículos trazida pela crise econômica mundial, que teve seu momento mais agudo nos últimos três meses do ano passado. A partir desta quinta-feira, dia 1º de outubro, o IPI volta a ser cobrado progressivamente até que retome, em janeiro de 2010, as alíquotas integrais, cobradas antes de dezembro de 2008.

De acordo com Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os fabricantes e os revendedores deverão criar estratégias para não perder volume de vendas neste fim de ano com a volta do imposto no custo dos carros.

"Fim de ano é época de vender mais e o impacto negativo do IPI sobre os preços deverá ser compensado com políticas de juros mais baixos e prazos mais extensos dentro da cadeia automotiva", afirmou o economista.

O período de nove meses em que o IPI permaneceu reduzido foi muito bom para a indústria automotiva. Mesmo em meio à crise, as vendas bateram recordes em junho e julho e a expectativa é de produção acima de 3 milhões de unidades ao longo de todo este ano, uma marca histórica.

Para Oliveira, a partir de agora será preciso apelar muito para as pesquisas de preços, pois cada montadora e seus revendedores estarão atentos às mudanças de humor dos compradores por conta da volta do IPI, praticando preços muito diferentes de acordo com o pulso do mercado.

"Não há preços fixos e cada empresa fará sua política. Os valores podem subir ou descer em relação ao que se praticou na época da isenção do IPI. O importante agora é buscar os melhores preços com a calculadora na mão", disse.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) calcula que a cada ponto porcentual de IPI, o preço do carro mexerá para cima em 0,85%. Portanto, para um Volkswagen Novo Gol 1.0 l, que em dezembro de 2008 foi anunciado pela montadora a um preço de R$ 27.320, a partir desta quinta-feira, com 1% de IPI, deverá ter o preço elevado para R$ 27.688.

Segundo a instituição, a volta do imposto dentro de um cronograma de quatro meses é também um fator de atenuação do peso do IPI. Com o escalonamento, será possível aumentar progressivamente os valores de referência dos carros sem causar um impacto inicial muito forte. A ideia é que o consumidor vá se acostumando com os novos valores, além de ter também a possibilidade de ver o comércio absorver parte dos custos para não perder vendas.

30-09-2009 | 09:55

 Uma reportagem publicada nesta quarta-feira na edição online da revista americana Time diz que, ao mediar a crise hondurenha, o Brasil se tornou "o primeiro contrapeso real" à influência americana "no hemisfério ocidental".

Considerando que o Brasil foi "trazido" para o coração do imbróglio pelos vizinhos, mais especificamente pela Venezuela do presidente Hugo Chávez, a revista diz que "Brasília se vê no tipo de centro das atenções diplomático do qual no passado procurou se afastar".

Entretanto, diz a Time, o País "não deveria se surpreender" com o fato de ser chamado a assumir tal responsabilidade.

Para a publicação americana, "nos últimos anos, a potência sul-americana tem sido reconhecida como o primeiro contrapeso real aos EUA no hemisfério ocidental - e isto significa, pelo menos para outros países nas Américas, assumir um papel maior e mais pró-ativo em ajudar a resolver distúrbios políticos do Novo Mundo, como Honduras".

"Lula e Obama são colegas e almas gêmeas de centro-esquerda, mas quando Obama disse, no mês passado, que aqueles que questionam sua resolução em Honduras são hipócritas, porque são 'os mesmos que dizem que nós estamos sempre intervindo na América Latina'", recorda a reportagem, "ele estava incluindo o Brasil, que expressou sua preocupação em relação aos esforços dos Estados Unidos".

Diplomacia ativa
Citando a participação brasileira em crises regionais, como os conflitos diplomáticos envolvendo Colômbia e Venezuela, e a liderança das tropas do país no Haiti, a revista nota que a diplomacia brasileira é "dificilmente ociosa" na América Latina. "E Lula, um dos mais populares chefes de Estado do mundo, se tornou talvez o mais efetivo intermediário entre Washington e a ressurgente esquerda antiamericana latino-americana".

A reportagem discute a preferência da diplomacia brasileira por atuar nos bastidores, e sua autodefinição como sendo "decididamente não-intervencionista".

"Ao mesmo tempo, Lula está em uma cruzada para tornar o Brasil, que tem a quinta maior população mundial e a nona economia do mundo, um ator internacional sério", diz o texto.

"É difícil manter uma tradição não-intervencionista pristina com ambições como estas - e, cada vez, o hemisfério está dizendo ao Brasil que é um tanto ingênuo insistir que é possível fazer as duas coisas."

Para a Time, "goste ou não, agora o Brasil está enfiado até o pescoço em Honduras, e o hemisfério está esperançoso de que isto signifique melhores prospectos para um acordo negociado entre Zelaya e os líderes golpistas".

"Porque acreditam que o golpe hondurenho envia um recado perigoso para as nascentes democracias da região, muitos analistas acham que ter o peso do Brasil jogado mais diretamente na situação pode ajudar as negociações."

30-09-2009 | 09:52

 Foi sancionada, nesta terça-feira (29), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a lei que institui novas regras para as eleições, uma das quais garante a liberdade de expressão na internet, permitindo o uso da rede mundial de computadores para fazer propaganda e também para arrecadar recursos, inclusive por meio de cartão de crédito.

Pelas novas regras, que já valem para as próximas eleições, em 2010, os candidatos poderão pedir votos oficialmente nas páginas eletrônicas a partir do dia 5 de julho do ano das eleições. Porém, fica livre toda manifestação de pensamento mesmo antes da campanha e até o seu final.

Lula vetou três artigos do projeto. Um deles, o que desobrigava as emissoras de rádio e TV de convidar para debates todos os candidatos a um determinado cargo - com isso, apenas os sites de internet continuam desobrigados.

Ainda assim, mesmo sendo obrigadas a convidar todos os candidatos, as emissoras de rádio e TV poderão realizar debates com a concordância de 2/3 deles.

Os outros dois vetos referem-se ao parcelamento de multas eleitorais e à restituição do imposto de renda para emissoras de rádio e TV relativa à veiculação de propaganda eleitoral gratuita.

Os demais pontos do texto aprovado pelo Congresso foram mantidos. Com isso, as páginas da internet poderão pertencer aos candidatos, partidos políticos ou coligações, desde que o endereço seja comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor estabelecido no Brasil.

Ao aprovar uma das modificações sugeridas pelo Senado, a Câmara manteve a liberdade dos sites e blogs para expressar a opinião por um ou outro candidato, ressalvando o direito de resposta e a proibição do anonimato nas reportagens. 

Assim, qualquer cidadão poderá expressar sua opinião sobre as eleições em páginas pessoais e em sites de relacionamento, como o Orkut e o Twitter.

A nova lei permite a propaganda gratuita pela internet, tanto nos sites como em blogs e outros meios eletrônicos de comunicação nas 48 horas que antecedem as eleições ou nas 24 horas posteriores.

Foi aprovada ainda a proposta que acaba com o prazo de 24 horas para o provedor de internet retirar propaganda considerada irregular por decisão da Justiça Eleitoral. O prazo agora será determinado pela própria Justiça.

A lei também facilita iniciativas de apoio a campanhas eleitorais, como cessão de imóvel para funcionamento de comitê de candidato. Foi fixado em R$ 50 mil o valor da doação relativa a uso de bens móveis ou imóveis de pessoa física para um candidato ou um partido político.

Até então, o limite para doações era fixado em 10% dos rendimentos brutos ganhos pelo doador no ano anterior ao das eleições.

Com o objetivo de coibir fraudes, a nova lei obriga também o eleitor a apresentar documento com foto no momento da votação, e o proíbe de levar para dentro da cabine de votação telefone celular, máquinas fotográficas ou filmadoras.

Além dessas mudanças, o texto da nova lei altera várias regras do atual sistema eleitoral brasileiro. 

A autoria do projeto é atribuída ao deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), o primeiro dos líderes que assinaram o texto feito por um grupo de trabalho criado em junho pelo presidente da Câmara, Michel Temer.

A primeira versão do texto da reforma eleitoral foi aprovada pela Câmara no dia 8 de julho. O texto seguiu para o Senado, que aprovou a matéria no dia 15 de setembro, com 67 emendas. 

Devido às modificações introduzidas pelos senadores, o projeto voltou a ser examinado pela Câmara que, no final da noite de 16 de setembro, votou a versão final da matéria, derrubando praticamente todas as alterações feitas pelo Senado, ou seja, 63 do total de 67 emendas.

O prazo para sanção do presidente e publicação da lei no Diário Oficial encerra dia 3 de outubro. Somente dessa forma a lei pode entrar em vigor nas próximas eleições.

Mudanças
Abaixo, as principais mudanças da nova lei eleitoral:

Internet
Os candidatos ou qualquer pessoa podem manter blogs, sites e páginas nas redes de relacionamento, como Orkut e Facebook e Twitter, durante o período eleitoral. A proibição recai somente nas páginas de empresas com ou sem fins lucrativos; as destinadas a uso profissional; e as oficiais. Quem infringir essa norma pagará multa de R$ 5 a R$ 30 mil.

Torpedos
Conforme o texto da lei, os candidatos poderão usar "outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica" durante a campanha eleitoral. Nesse caso, podem ser enquadradas as mensagens enviadas por celulares, os chamados torpedos.

Propaganda
Fica proibido qualquer tipo de propaganda paga na internet, com possibilidade de aplicação de multa de R$ 5 a R$ 30 mil para os infratores. Para evitar a formação de um mercado de cadastros de endereços eletrônicos, fica proibida a venda desse tipo de banco de dados.

Doações
Entre as entidades proibidas de fazer doações às campanhas foram incluídas as esportivas que não recebem recursos públicos. Já constavam dessa lista governos estrangeiros, concessionárias de serviços públicos e sindicatos. Tais entidades também não poderão fornecer cadastros de e-mails de seus clientes, ainda que gratuitamente.

Spam
Para coibir o uso de spam (mensagem automática de propaganda indesejada), a lei determina que os e-mails tenham mecanismo que permita ao destinatário pedir seu descadastramento. Se o pedido não for atendido em até 48 horas o responsável pelo envio poderá pagar multa de R$ 100 por mensagem.

Suspensão
A Justiça Eleitoral poderá suspender, por 24 horas, o acesso a todo o conteúdo das páginas na internet que não cumprirem as normas da lei. Nesse período, o responsável deverá informar aos usuários que a página está temporariamente inoperante por desobediência à legislação eleitoral.

Resposta
O candidato ou partido político têm assegurado direito de resposta na internet, que deverá ficar disponível durante o mesmo tempo em que ficou a mensagem considerada ofensiva. O responsável pela ofensa deverá pagar os cursos da resposta.

Imprensa
A propaganda paga nos jornais impressos continuará permitida até dois dias antes das eleições, mas a nova lei limita o número de anúncios a dez por veículo, em datas diferentes, por candidato. Fica permitida, no entanto, a reprodução desses anúncios na internet pelo mesmo prazo. Outra inovação é a obrigatoriedade de constar do anúncio, de forma visível, o valor pago pela sua inserção.

Mulheres
Deverão ser usados 5% (no texto original do projeto esse percentual era de 10%) dos recursos do fundo partidário para o partido político criar e manter programas destinados à promoção da participação das mulheres na política. Se a determinação não for cumprida deverão ser acrescidos aos 5% fixados mais 2,5% no ano seguinte. Nas propagandas de rádio e TV fora de anos eleitorais, entre 19h30 e 22h, pelo menos 10% do tempo devem ser usados para promover e difundir a participação das mulheres (na versão original esse percentual era de 20%). Outra regra considerada um avanço é a que determina que ao menos 30% dos candidatos sejam mulheres.

Registro
O candidato poderá concorrer mesmo que seu registro esteja sub judice, ou seja, sem decisão final favorável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele poderá fazer a campanha normalmente e receber os votos, que, no entanto, só serão validados quando o pedido de registro for aceito definitivamente.

Debates
As emissoras de rádio e televisão poderão realizar debates com a presença de pelo menos dois terços dos candidatos, se houver concordância deles, mas terão que convidar todos os postulantes ao cargo em questão. Já os portais da internet não são obrigados a convidar todos.

Trânsito
O eleitor poderá votar caso não esteja em seu domicílio eleitoral, mas tal medida só vale para as eleições de presidente da República.

Impressão
Para efeito de amostra, uma parcela dos votos (2% das urnas) será impressa pelo TSE em cada eleição. Os votos impressos manterão o anonimato do eleitor e poderão ser usados para determinar uma eventual recontagem. Essa regra valerá somente a partir das eleições de 2014.

Obras Sociais
As entidades de assistência social vinculadas a candidatos não poderão criar ou ampliar programas com vistas às eleições. Candidatos a cargos no Executivo continuam proibidos de participar de inaugurações de obras públicas nos três meses que antecedem às eleições.
(Fonte: Agência Senado)

 

 

30-09-2009 | 09:49

 Por meio de nota técnica divulgada, nesta segunda-feira (28), o Dieese apontou as razões para a redução da jornada de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários.

 

Em novembro, destaca o órgão, o movimento sindical brasileiro promoverá a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, que terá como principal bandeira a redução da jornada para 40 horas.

Para que isto ocorra será preciso a aprovação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, em discussão na Câmara dos Deputados há 14 anos.

A proposta institui a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, além de aumentar o valor do adicional de hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora normal.

Argumentos
A Nota Técnica 85 apresenta os principais argumentos - de natureza histórica, econômica, social e individual - que mostram a importância da redução da jornada de trabalho sem que os salários sejam diminuídos para o conjunto dos trabalhadores brasileiros.

E destaca, por exemplo, que o Brasil tem uma das maiores jornadas de trabalho média do mundo, embora o custo do trabalho - em especial na indústria manufatureira - seja um dos mais baixos.

O Dieese conclui que a redução da jornada de trabalho sem redução de salários pode criar um círculo virtuoso na economia, ampliando o emprego e garantindo o aumento do consumo.

Além disso, propiciará a elevação dos níveis da produtividade do trabalho, a melhoria da competitividade do setor produtivo, a redução dos acidentes e doenças do trabalho, a maior qualificação do trabalhador, a elevação da arrecadação tributária, enfim um maior crescimento econômico com melhoria da distribuição de renda.

30-09-2009 | 09:48

 Os trabalhadores têm usado a marcha para obter grandes conquistas como a política de valorização do salário mínimo e o aumento real para os aposentados que ganham acima do mínimo

 

Os trabalhadores realizarão no dia 11 de novembro, a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília para reivindicar a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas.

 

 

A decisão foi tomada, nesta terça-feira (29), pelas centrais sindicais - Força Sindical, CUT, CTB, CGTB, UGT e NCST.

Nos últimos anos, os trabalhadores usaram a marcha para obter grandes conquistas como a política de valorização do salário mínimo que irá vigorar até 2023 e o aumento real para os aposentados que ganham acima do mínimo.

Em alguns anos, a marcha foi feita a pé, em outros, os trabalhadores optaram por fazer carreatas.

A intenção das centrais é 'casar' a realização da 6ª Marcha com a votação, em primeiro turno, da proposta, cujo texto já foi aprovado pela comissão especial, em 30 de junho.

A aprovação pela comissão foi muito importante, pois desse modo a matéria não pode ser arquivada ao final da legislatura.

(Fonte DIAP)

 

30-09-2009 | 09:46

 

O parlamentar tem ponderado sobre a necessidade de se estabelecer parâmetros para

a tributação dos rendimentos da caderneta de poupança

 

O senador Francisco Dornelles (PP/RJ) recebeu, nesta segunda-feira (28), o apoio do presidente da Casa, José Sarney (PMDB/AP), para propor mudanças no texto do projeto de lei do Governo de taxação dos ganhos com aplicações em caderneta de poupança.

 

A proposta do parlamentar é de que o limite de isenção seja de R$ 100 mil e não de R$ 50 mil como quer o Executivo.

 

"O ministro Dornelles é a maior autoridade [no Senado] em direito tributário de modo que eu gosto sempre de ouvi-lo. Se esta é a opinião dele, ele tem um bom respaldo para que seja uma boa solução", afirmou Sarney ao chegar no Senado.

 

Francisco Dornelles já manifestou sua opinião a respeito do assunto em diversas entrevistas. Ele argumenta que as migrações para a poupança de valores mais baixos, entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, por exemplo, necessariamente não significam saída de aplicações em fundo de renda fixa.

 

O parlamentar também tem ponderado sobre a necessidade de se estabelecer parâmetros para a tributação dos rendimentos da caderneta de poupança.

Segundo ele, é necessário garantir mecanismos que preservem poupadores que economizam reservas nessas aplicações.

 

Um instrumento para isso seria determinar uma data a partir da qual os rendimentos superiores ao piso passariam a ser tributados.

 

O raciocínio de Francisco Dornelles é que se o objetivo é evitar a migração de outras aplicações não há motivo para tributar o estoque de anos de aplicações por pequenos e médios poupadores nas cadernetas de poupança.

 

Para o parlamentar, a tributação dos rendimentos que entram na caderneta de poupança acima do valor mínimo estabelecido e a partir da data fixada pode ser uma boa solução para resolver o problema. (Fonte: Agência Brasil)

 

Fonte: Diap

29-09-2009 | 09:10

 

O Brasil está liderando a retomada do crescimento na América Latina, graças força da sua economia, a solidez de seus bancos e as políticas econômicas que foram adotadas para enfrentar a crise

 

As medidas adotadas pelo Brasil contra a crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008, estão sendo bem sucedidas e colocaram o país na frente dos demais parceiros da América Latina na retomada da economia, tendo um crescimento acima da média mundial. Esse desempenho constará do próximo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), a ser divulgado entre esta terça (29) e quarta-feira (30), segundo antecipou o diretor adjunto desse organismo, Murilo Portugal.

 

O Brasil está liderando a retomada do crescimento na América Latina, graças força da sua economia, a solidez de seus bancos e as políticas econômicas que foram adotadas para enfrentar a crise. O país vinha implementando boas políticas como o câmbio flutuante, a responsabilidade fiscal e algum controle da inflação, justificou o dirigente.

 

O risco atual, segundo ele, seria a possibilidade de uma retração expressiva do comércio mundial, fato que ele não acredita que venha a ocorrer, embora exista a previsão de que o problema do desemprego vá persistir por mais tempo nos países desenvolvidos.

Pelas projeções do FMI e que também vão estar no próximo relatório, conforme adiantou, esse organismo reviu as previsões de crescimento da economia mundial que deve atingir 3%, no ano que vem, taxa acima da previsão anterior (2,5%).

 

Ele observou que os dados indicam a retomada do crescimento mundial de forma gradual e que se deve muito mais a reposição de estoques da indústria de transformação do que reação do consumo Segundo Portugal, os bancos ainda não estão com capacidade plena de aumentar seus empréstimos. Diante disso, ele recomenda que sejam mantidas as políticas de estímulos fiscais e de apoio ao sistema monetário.

 

Na previsão dele, o Brasil está em condições mais favoráveis do que o resto do mundo para reagir aos efeitos da crise. Acho que o Brasil no ano que vem vai crescer mais rápido e mais forte do que a economia mundial.

 

Portugal classificou de muito importante o consenso definido, na semana passada, durante o encontro dos países do G20 nos Estados Unidos. Os países emergentes passarão a ter mais influência de votos no FMI, com a transferência de 5% das cotas junto a esse organismo. Isso significa que esses países exercerão maior influência e se, eventualmente, caso haja a necessidade de tomar empréstimos [junto ao FMI], o que não é o caso do Brasil, eles são relacionados a quantidade de cotas que cada país têm, esclareceu.

 

Ele informou que os aportes de recursos para os países emergentes evoluíram, passando de US$ 14 bilhões, em 2007, para US$ 160 bilhões, desde setembro do ano passado. Além disso, foram criadas linhas de crédito para socorrer países em medidas preventivas, como foram os casos do México, Colômbia e Polônia.

Fonte: Gazeta do Povo

 

29-09-2009 | 09:08

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (23) a atualização do valor das multas para o empregador que violar direito do trabalhador ao repouso semanal e aos feriados remunerados.

A proposta define que as multas serão de R$ 40,25 a R$ 4.025,33, dependendo da gravidade da infração. O valor será dobrado nos casos de reincidência, oposição do empregador à fiscalização ou desacato à autoridade.

A medida foi proposta pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) no Projeto de Lei 3898/08, que recebeu parecer favorável do relator na comissão, deputado Vicentinho (PT-SP). Para o relator, o projeto veio em boa hora. "Há muito tempo se discute a necessidade de atualização do valor das multas previstas para as infrações na legislação trabalhista, em virtude de seus valores baixíssimos, que não punem efetivamente os infratores", afirma.

Descumprimento de obrigações
Ele acrescenta que a falta de uma penalidade para quem infringe uma norma legal ou o valor irrisório de uma multa levará fatalmente o empregador a descumpri-la, ainda que possa haver outros fatos motivadores, como a fiscalização insuficiente, a demora na prestação jurisdicional, a baixa taxa de juros aplicada nas decisões judiciais, a grande possibilidade de que o trabalhador lesado sequer ajuíze reclamação trabalhista.

Atualmente, o valor das multas é definido em cruzeiros, de acordo com a Lei 605/49, o que leva a uma necessidade de conversão de moedas, quando da aplicação da multa. O projeto modifica essa lei. Como explica Vicentinho, pela redação atual, uma multa calculada originalmente em Cr$ 7.000,00 é hoje avaliada em R$ 0,0000061 (sessenta e um décimos de milionésimos de real).

Como explicou o autor do projeto, o valor proposto é o mesmo aplicado hoje para multas de violação à duração da jornada de trabalho, definido na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43).

O projeto foi elaborado a partir da atuação do deputado Arnaldo Jardim como relator do Projeto de Lei 1987/07, que consolida a legislação trabalhista brasileira. Como o projeto de consolidação não modifica o mérito das leis, Jardim decidiu apresentar separadamente a sua proposta de mudança no valor das multas.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte:

Agência Câmara

29-09-2009 | 09:04

Sindicato dos Servidores Públicos de Macatuba inaugura nova sede. Evento contou com a participação de vários presidentes de sindicatos que foram parabenizar a entidade.

23-09-2009 | 13:12