O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, no programa semanal de rádio Café com o presidente, que os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008 mostram "avanço nas conquistas sociais do povo brasileiro".

"Um avanço lento", admitiu, ao compará-lo a uma subida "degrau por degrau".

Lula disse que melhorar as condições de vida das pessoas por meio do aumento da massa salarial, da coleta de esgoto e de moradias demonstra que o País "encontrou, definitivamente, seu caminho".

A Pnad foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (18).

"Estamos melhorando a vida das pessoas. Agora, mais importante ainda é que a gente continue garantindo que as pessoas tenham, ano a ano, as conquistas".

"Depois que vier uma outra pessoa governar este país, se ela continuar fazendo com que haja avanço nas conquistas das pessoas, a gente pode concluir que, dentro de mais dez ou 15 anos, estaremos em um patamar de desenvolvimento e de conquista social muito mais importante para o povo brasileiro", afirmou.

(Fonte: Agência Brasil)


 

22-09-2009 | 10:52

Trabalhadores dos Correios decidiram, na última sexta-feira (18), voltar ao trabalho na Bahia, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Maria (RS), Ribeirão Preto e Bauru (SP). Segundo o comando nacional da greve iniciada na terça-feira (15), continuam em greve funcionários da ECT filiados a 29 dos 35 sindicatos da categoria.

A empresa entrou com processo de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A ECT, que propôs reajuste imediato de 9% e aumento linear de R$ 100 a partir de janeiro, qualifica a greve como um movimento abusivo e pede que o Tribunal exija, em caráter liminar, a suspensão da greve.

Segundo o TST, o documento da estatal apresenta cláusulas de natureza econômica relacionadas com o plano de cargos e salários.

Em visita ao Rio Grande do Sul, o presidente Lula rebateu as críticas que recebeu de um grupo de funcionários da ECT que compareceu a uma solenidade com faixas de protesto e gritando palavras de ontem responsabilizando Lula pela greve.

O presidente defendeu a proposta dos Correios e criticou os manifestantes.

"A proposta para os Correios é razoável e eu acho que a vanguarda deveria se curvar diante da vontade da maioria, porque a assembleia que decidiu pela greve não tinha mais que cem pessoas lá em Brasília. Eu conheço essa história. Eu conheço lideranças covardes que são capazes de gritar greve e não são capazes de dizer que está na hora da gente voltar a trabalhar".

O presidente disse ainda que houve ganho salarial para a categoria em seu governo e que não há razão para o movimento grevista.

"Os companheiros dos Correios sabem que praticamente no meu governo nós dobramos o valor do salário. Portanto, é importante que a vanguarda do movimento, em nome das diferenças políticas, não leve os trabalhadores e as trabalhadoras a prejuízos salariais, porque na hora que começar a descontar o dia, as pessoas vão perceber que o sonho de querer tudo termina não tendo nada", disse o presidente.

Os funcionários da ECT pedem reajuste salarial de 41,03% e aumento de R$ 300 no piso da categoria, vale-alimentação de R$ 30 e auxílio cesta básica de R$ 250, além de redução da jornada de trabalho e contratação de mais servidores por concurso.

(Fonte: Brasília Confidencial)


 

22-09-2009 | 10:29

A FUPESP, através do seu departamento jurídico obteve a primeira decisão judicial favorável ao desconto da contribuição sindical.

17-09-2009 | 11:05

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados adiou, mais uma vez, a votação do Projeto de Decreto Legislativo nº 862/2008, que susta a Instrução Normativa nº 1 de 2008.

10-09-2009 | 14:01

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (9), o projeto (PL 5.922/09), do Ministério Público da União, que aumenta o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de R$ 24,5 mil para R$ 25.725 a partir de 1º de setembro deste ano; e para R$ 26.723,13 em fevereiro de 2010.

Com a decisão, a proposta vai agora para votação no Senado. E depois para sanção presidencial.

Os valores correspondem a reajustes de 5% neste ano e de 3,88% em 2010. A soma é inferior aos 14,09% pretendidos pelo STF no projeto original, pois um destaque aprovado retirou o aumento intermediário de 4,6% previsto para 1º de novembro de 2009.

Na semana passada, a Câmara adiou a proposta por falta de consenso entre o Governo e os deputados. Na ocasião, a orientação da equipe econômica é que fosse assegurado aos ministros e também ao Ministério Público um aumento de 5%.

Com a pressão de representantes do Judiciário e do Ministério Público, os deputados negociam com o Governo conceder 5% neste ano e mais 3,5% em fevereiro de 2010.

Se o aumento de 14,09% fosse aprovado, a folha de pagamento do STF e de órgãos do Judiciário ligados ao Supremo teriam um aumento de R$ 343,7 milhões, já em 2010, o que inclui o reajuste dos ministros e dos servidores da Corte.

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, afirma na justificativa do projeto que o reajuste corresponde à variação acumulada do IPCA entre os anos de 2006 e 2008.

Fonte: DIAP
 

10-09-2009 | 10:34

O Senado pode terminar de cumprir, nesta quinta-feira (10), a partir das 9h, sua parte na corrida para aprovar as novas regras eleitorais, que devem valer já para as eleições gerais de 2010.

O plenário votou, nesta quarta-feira (9), o texto básico e vários destaques ao projeto (PLC 141/09) que havia sido aprovado conjuntamente pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) na semana passada.

Alterado pelo Senado, o texto, com pareceres dos senadores Marco Maciel (DEM/PE) e Eduardo Azeredo (PSDB/MG),retorna à Câmara dos Deputados, que precisará votá-lo e enviá-lo ao presidente da República até o fim deste mês para sancioná-lo.

A pressa na tramitação do projeto, que chegou ao Senado no início de agosto, é justificada pelo prazo constitucional estabelecido para a criação de leis que venham a alterar regras eleitorais: elas precisam entrar em vigor pelo menos um ano antes das eleições.

Em 2010, as eleições estão marcadas para o dia 3 de outubro.

Destaques
O texto básico do projeto foi aprovado no início da noite desta quarta, com abstenção do senador Almeida Lima (PMDB/SE), em sessão conduzida pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP).

Em seguida, os senadores passaram a discutir inúmeros destaques, justamente os temas mais polêmicos relacionados às regras eleitorais. Os debates se estenderam pela noite.

O estabelecimento de restrições para o uso da internet nas campanhas eleitorais, que ganhou maior atenção da imprensa, foi objeto de emenda apresentada por Azeredo.

Segundo ele, o dispositivo garantiria a liberdade de opinião e manifestação em blogs e sites na internet, vedando, porém, o anonimato e garantindo direito de resposta, além de estabelecer restrições a propaganda e exigir igualdade de tratamento aos candidatos pelos sites jornalísticos.

A proposta de Azeredo, porém, foi criticada por vários parlamentares. O senador Aloizio Mercadante (PT/SP) disse não aceitar nenhuma restrição à internet. Mas esse não foi o único assunto que dividiu os parlamentares.

Emenda do senador Pedro Simon (PMDB/RS), que exige dos candidatos a cargos eletivos reputação ilibada e idoneidade moral, foi mantida no texto, apesar da discordância dos senadores Arthur Virgílio (PSDB/AM), Wellington Salgado (PMDB/MG) e Valter Pereira (PMDB/MS).

(Com Agência Senado)


 

10-09-2009 | 10:33

Um acordo com a bancada ruralista garantiu, nesta terça-feira (8), a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial (PL 6.264/05) na Câmara dos Deputados, depois de uma tramitação de quase dez anos. Na prática, o estatuto abre mais espaços institucionais para os negros.

Para destravar a proposta, o deputado Antônio Roberto (PV/MG), relator do projeto, aceitou excluir do texto final um artigo que tratava da regularização de terras para remanescentes de quilombos.

Na visão da bancada ruralista, o artigo abria brechas para futuras ocupações por quilombolas de áreas com produção agrícola.

"Na minha avaliação, não havia qualquer problema. Mas como a Constituição já trata do assunto dos quilombolas, preferi negociar o acordo político retirando o artigo e garantindo a aprovação do estatuto", explicou Antônio Roberto.

Com o acordo que excluiu a regularização de terras para remanescentes de quilombos, a bancada ruralista aceitou apoiar a votação do estatuto em caráter terminativo. Ou seja, permite sua ida direta para o Senado, sem necessidade de aprovação pelo plenário da Câmara.

Pelas regras do estatuto, os partidos políticos passam a ser obrigados a destinar aos negros 10% de suas vagas para candidaturas nas eleições. Também passa a exigir do sistema público de Saúde que se especialize em doenças mais características da raça negra, como a anemia falciforme.

Na Educação, passa a ser obrigatória a inclusão no currículo do ensino fundamental aulas sobre história geral da África e do negro no Brasil. Outra novidade é o incentivo fiscal que o governo poderá dar para empresas com mais de 20 funcionários e que decidirem contratar pelo menos 20% de negros.

"Esse estatuto é como um bico de arado. Ele não é um ponto de chegada. É um ponto de partida", afirma o relator, que é branco.

(Fonte: Agência Estado)


 

10-09-2009 | 10:32

O plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (9), em primeiro turno, por 370 votos a 32 e 2 abstenções, o substitutivo às PECs 336/09 e 379/09, ambas do Senado, que aumentam o número de vereadores no Brasil e reduzem os gastos das câmaras municipais.

A matéria precisará ser votada ainda em um segundo turno.

As propostas aumentam o total de vereadores do País de 51.748 para até 59.791.

O texto mantém as 24 faixas de números de vereadores aprovadas pela Câmara no ano passado, mas muda a fórmula de cálculo das despesas.

O substitutivo do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), aprovado em comissão especial, não faz mudanças de mérito nas duas PECs, pois apenas reúne os dois textos em um só.

O Senado enviou duas propostas porque, inicialmente, havia aprovado apenas o aumento de vereadores, desmembrando o texto da Câmara.

Polêmica
Em 2008, a Câmara aprovou uma proposta que permitia o aumento do número de vereadores mas reduzia os repasses para os legislativos municipais. O Senado fatiou em duas a PEC aprovada pelos deputados.

A parte que permitia o aumento do número de vereadores tornou-se a PEC 336/09. E as regras que reduziam as despesas foram incluídas na PEC 379/09, mas com percentuais de gastos mais altos.

O então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), recusou-se a promulgar apenas a PEC 336/09, como queriam os senadores, sob a alegação de que eles romperam o equilíbrio do texto aprovado pelos deputados.

A recusa levou o então presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN), a entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo a promulgação parcial da PEC 333.

Em março deste ano, as novas mesas diretoras das duas Casas decidiram analisar a parte que trata da limitação de gastos em outra proposta. O Senado desistiu do mandado de segurança no STF.

Fonte: DIAP
 

10-09-2009 | 10:16

Apesar de uma tímida retomada na concessão de crédito para as pessoas físicas, os bancos brasileiros estão "inundados" de dinheiro como nunca, com sobra de recursos no curto prazo de R$ 444 bilhões.

Para impedir que a taxa básica de juros caia abaixo dos níveis desejados, o Banco Central tem enxugado a liquidez empoçada por meio de empréstimos que toma do mercado nas chamadas operações compromissadas.

O excesso de liquidez se deve principalmente à política de compra de reservas internacionais no mercado interno de câmbio. Ao comprar dólares no Brasil, o BC entrega reais ao mercado. Esses reais podem ser retirados também por meio da emissão de títulos públicos do Tesouro Nacional.

Acontece que desde meados de 2008 o Tesouro está atuando no sentido contrário e realizando resgate líquido desses títulos, o que acaba ajudando a ampliar a liquidez do curto prazo.

Também a liberação dos empréstimos compulsórios a partir de outubro, em um total de R$ 100 bilhões estimados pelo mercado, contribuiu para aumentar a liquidez decorrente da política de compra de reservas do BC.

Com a crise do fim do ano passado, o BC até atuou na ponta contrária e vendeu US$ 14,533 bilhões entre outubro e fevereiro, enxugando reais do mercado. Mas, desse total, US$ 10,57 bilhões já foram recomprados no mercado à vista neste ano com a retomada do ingresso de dólares ao país.

Os recursos que sobram no curto prazo poderiam ser direcionados para o mercado de crédito se os bancos quisessem fazer esse tipo de ativo. Mas, ao que tudo indica, com o aumento da inadimplência das pessoas físicas e jurídicas os empréstimos ao BC continuam mais seguros e ainda bastante rentáveis.

No total, a média diária de novas concessões de crédito no país - considerando-se as pessoas físicas e jurídicas - foi de R$ 6,63 bilhões em julho, último dado disponível, um volume 10,1% menor no ano e 2,3% em 12 meses.

Não é apenas no Brasil que os bancos estão com sobra de reservas no curto prazo. A injeção de liquidez dos bancos centrais em todo o mundo não está chegando às empresas.

(Fonte: Valor Econômico, no Valor Online)


 

09-09-2009 | 20:53

O Índice do Custo de Vida (ICV) registrou variação de 0,30% em agosto na capital paulista, conforme informação divulgada nesta quarta-feira, 9, pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos(Dieese).

O resultado representou uma importante desaceleração de 0,19 ponto porcentual ante a inflação verificada em julho, quando o indicador subiu 0,49%.

Nos primeiros oito meses de 2009, o ICV acumula alta de 2,53% e, nos últimos 12 meses encerrados em agosto, a taxa acumulada atingiu o nível de 3,75%.

Em agosto, os grupos Vestuário e Despesas Pessoais apresentaram quedas idênticas, de 0,28%, enquanto o grupo Educação e Leitura teve uma variação negativa de apenas 0,01%.

No mesmo período, também foram observadas taxas positivas pequenas nos grupos Alimentação (0,08%), Equipamento Doméstico (0,14%) e Despesas Diversas (0,07%).

O grupo Recreação, por sua vez, subiu 0,28%.

De acordo com o Dieese, Saúde, com alta de 1,03%, Transporte (0,50%) e Habitação (0,30%) foram os grupos que mais pressionaram a inflação no mês passado. Juntos, ele responderam por 0,29 ponto porcentual do cálculo total do ICV do período.

Segundo a instituição, o avanço no grupo Saúde foi determinado pelo subgrupo Assistência Médica (1,29%).

A pressão originou-se na elevação apurada para o segmento Seguros e Convênios Médicos (1,49%) que, isoladamente, contribuiu com 0,13 ponto porcentual do cálculo da taxa de agosto, enquanto os demais itens deste subgrupo apresentaram impactos pequenos.

No mesmo período, o subgrupo Medicamentos e Produtos Farmacêuticos registrou estabilidade.

Conforme o levantamento do Dieese, a taxa do grupo Transporte foi resultado tanto do reajuste ocorrido para a parte Individual (0,58%) como para a de Coletivo (0,32%).

O primeiro subgrupo foi pressionado pela alta no álcool (4,09%) e o segundo pelo ônibus interestadual (3,31%).

Na Habitação, a alta teve foi de 0,30%, com taxas distintas nos subgrupos Locação, Impostos e Condomínio (1,03%); Operação do Domicílio (-0,11%) e Conservação (0,58%).

No primeiro subgrupo, a Locação (2,50%) foi a grande responsável com contribuição de 0,07 ponto porcentual no cálculo da inflação.

(Fonte: Dieese)


 

09-09-2009 | 20:52