Tendo como tema "Toda força ao trabalho decente", o 6º Congresso Nacional da Força Sindical - que será realizado nos dias 29, 30 e 31 de julho, na Praia Grande, litoral paulista - deve reunir cerca de 3.500 dirigentes e ativistas sindicais de todo o país.

O objetivo do encontro é discutir uma agenda programática e as tarefas do movimento sindical forcista para os próximos quatro anos, entre outros temas.

A Força prevê a participação de 36 delegações estrangeiras e dezenas de sindicalistas internacionais.

São esperados também representantes de variadas tendências sindicais, com uma marcante presença de correntes orientadas à esquerda - não só da América Latina como também de países europeus, como França e Portugal.

Segundo a direção da central, o congresso terá uma agenda de enfrentamento da crise originada nos Estados Unidos, mas que se espalhou rapidamente.

Na avaliação da Força, o colapso do capitalismo devastou o sistema financeiro, as bolsas de valores, com drásticos impactos no comércio internacional, na produção industrial e no emprego.

A central também discutirá políticas para a retomada do crescimento da economia e o desenvolvimento do país, com justiça social, distribuição de renda, igualdade de oportunidades, geração e manutenção de empregos, participação social e democracia.

Para a noite de quinta-feira (30), está programado um show com a dupla sertaneja Gian e Giovani, além de outras atrações.

Já no dia 31, os delegados deliberam sobre reforma estatutária, política e organização da central e eleição da nova direção nacional, da executiva nacional e do conselho fiscal.

Os candidatos eleitos tomam posse no mesmo dia, logo após a divulgação dos resultados do pleito. (Fonte: Agência Sindical e site da Força Sindical)

28-07-2009 | 09:30

Os servidores Ministério do Trabalho planejam realizar, nesta segunda-feira (27), uma paralisação das atividades por 24 horas, em todo País.

De acordo com nota divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Estado de São Paulo - órgão que lidera o movimento - a paralisação é pela aprovação do plano de carreira do setor e pela jornada de 30 horas semanais, sem redução de salários.

A nota informa que em São Paulo as manifestações terão início a partir das 8 h, em frente ao prédio da Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego, no centro da capital paulista.

"Os servidores farão o trabalho de convencimento no horário da entrada e será distribuída uma carta aberta à população explicando os motivos da paralisação", diz a nota.

A carta aberta à população, divulgada pelo sindicato indica que o movimento tem a adesão de 23 estados - Paraíba, Maranhão, Amapá, Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Alagoas, Paraná, Tocantins, Mato Grosso, Pernambuco, Santa Catarina, Rondônia, Sergipe, Rio de Janeiro, Acre, Mato Grosso do Sul e Piauí - e o Distrito Federal.

A decisão de paralisar as atividades por 24 horas foi tomada no último dia 22, em São Paulo, na assembléia estadual do setor.

De acordo com o sindicato, cidades do interior do estado - Presidente Prudente, Pirassununga, Araraquara, São José do Rio Preto, Mogi das Cruzes e São Carlos - confirmaram também que vão parar.

De acordo com a nota, a proposta do plano de carreira vinha sendo discutida com o próprio ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nos últimos meses.

"Entretanto, em reuniões recentes com a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), o ministério do Planejamento informou que não debaterá mais os planos específicos e que a ordem é cortar gastos", diz a nota. (Fonte: Agência Brasil)

28-07-2009 | 09:30

Lula confirmou que irá tanto ao 6º Congresso Nacional da Força Sindical (que ocorre na Praia Grande [SP], de 29 a 31 de julho), quanto ao da CUT, que será em agosto, de 3 a 7

 

 

Os congressos das duas maiores e mais antigas centrais sindicais do Brasil terão a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do seu Governo.

 

Nesta semana, Lula confirmou que irá tanto ao 6º Congresso Nacional da Força Sindical (que ocorre na Praia Grande [SP], de 29 a 31 de julho).

O 10º Congresso Nacional da CUT ocorrerá de 3 a 7 de agosto, em São Paulo.

Com o tema "Toda Força pelo Trabalho Decente" e a expectativa de reunir cerca de 3.500 delegados, o encontro da Força acontece no Ginásio Falcão, no litoral paulista.

Lula deve participar da solenidade de abertura, ao lado dos ministros Luiz Dulci, da Secretaria-geral da Presidência da República, e Carlos Lupi, do Trabalho.

"Vamos discutir estratégias para sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, debater uma política de valorização do servidor público e o fim do fator previdenciário", resumiu Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força.

Já a participação de Lula no Concut é mais do que esperada.

Na última quinta-feira (23), durante o ato de lançamento do projeto Vale-Cultura, em São Paulo, Lula se encontrou com o presidente da CUT, Artur Henrique, e confirmou sua presença.

O gabinete da Presidência da República ainda vai confirmar o dia e horário de participação.

Em 2003, recém-eleito presidente, Lula foi ao 8º Congresso Nacional da CUT, realizado no Anhembi.

O presidente foi um dos fundadores da central, em 1983, e é filiado até hoje ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde iniciou sua militância no movimento sindical.

28-07-2009 | 09:29

Esta é a última semana de recesso parlamentar. De acordo com a Constituição, o Congresso teria que retomar suas atividades em 1º de agosto. Por ser um sábado, o retorno será no dia 3

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra nesta quinta-feira (30) com a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

 

Os dois presidentes participam do Encontro Empresarial Brasil-Chile na sede da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp).

Lula também visita outros dois estados nesta semana.

Na Paraíba, inaugura escolas técnicas e trecho de rodovia.

Em Minas Gerais, vai à formatura de turmas do Plano Setorial de Qualificação da Construção Civil (Planseq), programa que forma profissionalmente cidadãos que recebem o Bolsa Família.

No Congresso, apesar do recesso parlamentar, o PSDB deve protocolizar no início da semana representação no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, José Sarney (PSDB/AP).

Desde fevereiro, quando assumiu o cargo, Sarney esteve a maior parte do tempo mergulhado na gestão de escândalos que envolvem práticas de abusos de poder, contratação de parentes e apadrinhamento de servidores.

Algumas das denúncias veiculadas na imprensa foram feitas diretamente contra o peemedebista.

Recesso parlamentar
Esta é a última semana de recesso parlamentar. De acordo com a Constituição, o Congresso teria que retomar suas atividades em 1º de agosto. Por ser um sábado, o retorno será no dia 3.

Apesar da pressão de alguns senadores da oposição para que a volta ao trabalho seja antecipada, é pouco provável que isso aconteça.

Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:

Segunda-feira (27)
- Pela manhã, o presidente Lula faz reunião da Coordenação Política. Mais tarde, recebe o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel.

- O PSDB deve protocolar na segunda ou na terça-feira uma representação no Conselho de Ética do Senado em apoio às quatro denúncias feitas pelo líder da bancada, Arthur Virgílio (PSDB/AM), contra o presidente da Casa, José Sarney (PSDB/AP).

- O ministro José Antônio Dias Toffoli, advogado-geral da União, é o convidado do Roda Viva desta segunda-feira, que é transmitido ao vivo, às 18h30, pela IPTV Cultura (http://www.iptvcultura.com.br/), e veiculado pela TV Cultura, na íntegra, às 22h10.

- Os servidores Ministério do Trabalho planejam realizar uma paralisação das atividades por 24 horas, em todo País.

Terça-feira (28)
- Em Campina Grande, na Paraíba, Lula inaugura escolas técnicas federais e trecho de rodovia que liga o município à capital João Pessoa.

- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apresenta ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) proposta para destinação de R$ 200 milhões para financiamento de carros novos a taxistas. De acordo com a proposta, a linha de financiamento prevê taxa de juros mensal de até 0,82%.

- O Tesouro Nacional divulga resultado do Governo Central em junho.

Quarta-feira (29)
- Em Brasília, Lula recebe o presidente da Nigéria e, mais tarde, participa da comemoração dos 50 anos do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

- O chanceler do Egito, Abul Gheit, faz visita oficial a Brasília.

- Banco Central divulga resultado do setor público consolidado em junho.

- Força Sindical realiza 6º Congresso, em Praia Grande (SP), que vai até o dia 31.

Quinta-feira (30)
- Na sede da Fiesp, Lula deve se encontrar com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e com o presidente da entidade, Paulo Skaf.

- O Banco Central divulga ata da última reunião do Copom.

Sexta-feira (31)
- Em Minas Gerais, Lula vai à formatura de turmas do Plano Setorial de Qualificação da Construção Civil (Planseq), programa ligado ao Bolsa Família.

- O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, participa de seminário em São Bernardo (SP) para debater a pauta do Grupo de Trabalho de Crédito da Agência de Desenvolvimento.

28-07-2009 | 09:28

O procurador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, deficiente visual desde os 23 anos, conseguiu realizar um sonho e tornou-se o primeiro juiz cego do Brasil no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) paranaense.

O magistrado não é o único a conseguir provar sua competência. Por conta da Lei de Cotas, que completou 18 anos na último sexta-feira (24), muitos outros deficientes tiveram sua oportunidade. Mas o cumprimento dos dispositivos previstos na legislação está longe do ideal.

Dados da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência mostram que apenas 15,4% das empresas brasileiras enquadradas na lei realmente possuem deficientes no quadro de funcionários.

A Lei 8.213/91, conhecida como Lei de Cotas, determina que empresas com mais de 100 empregados devem destinar de 2% a 5% das vagas a pessoas portadoras de necessidades especiais, sob pena de multas que variam de R$ 1.329,18 a R$ 132.916,84.

De acordo com a advogada trabalhista Maria Lúcia Benhame, a norma não é eficaz por diversos motivos que envolvem o governo, as associações, prefeituras e empresas. Para ela, as empresas que não encontram pessoas preparadas no mercado e se dispõem a prepará-las se deparam com um entrave:

"Esse momento de preparação não é considerado como preenchimento de cota", afirma.

Ou seja, a empresa pode treinar um deficiente, mas estará sujeita ao pagamento de multa.

"Se você tivesse o governo testando efetiva formação escolar e profissional para essas pessoas; se você tivesse um transporte público que pudesse atendê-las; se tudo isso fosse feito de uma maneira correta, você conseguiria ter uma cota eficaz, porque ela seria passível de ser cumprida", registrou a advogada em entrevista à Última Instância, criticando a forma como a lei é empregada desde que entrou em vigor.

Entretanto, Maria Lúcia pondera que nem todos os empresários estão dispostos.

"Existe um preconceito muito grande dos próprios órgãos públicos de enxergar que a empresa não quer contratar. No entanto, se você dá condições para aquelas que querem contribuir, você separa o joio do trigo".

Em contrapartida, a procuradora do Trabalho Denise Lapolla afirma que a lei é "muito boa" e o trabalho realizado entre o MPT (Ministério Público do Trabalho) e outras entidades parceiras é satisfatório, pois "a grande maioria das empresas está conscientizada não só da obrigação legal, mas do trabalho de qualidade que as pessoas com deficiência podem prestar".

O professor de direito e deficiente visual Roberto Bolonhini também acredita na eficácia da lei, porém, aponta a problemática para as empresas que "burlam a norma, incluindo o nome dos deficientes na folha de pagamento sem que compareçam ao ambiente de trabalho" - ainda que esses casos sejam exceção, conforme explicou.

Quanto a isso, a procuradora rebate o argumento do professor, afirmando que "o MPT tem vários procedimentos abertos, visando adequar as empresas à obrigação legal de contratar pessoas com deficiência".

Para Roberto Bolonhini, "a lei em si é extremamente positiva, que efetivamente nesses 18 anos veio somar e ajudar o deficiente. Abriram-se novos espaços".

Ele ainda ressalta a importância da fiscalização, que segundo ele cabe "à própria sociedade, ao próprio deficiente e ao Ministério do Trabalho", que deve aplicar multa às empresas quando necessário.

Denise Lapolla acrescenta que as multas são aplicadas de acordo com o porte da empresa e são revertidas ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Além disso, "à medida que novas empresas são objeto de investigação, TACs (Termos de Ajuste de Conduta) continuam sendo firmados", relata a procuradora, explicando que essa é mais uma medida tomada a fim de garantir o cumprimento da lei.

Para ela, o processo de capacitação não pode ser um pretexto para o descumprimento do regulamento, já que é "papel do Estado e função social das empresas".

Roberto Bolonhini faz questão de enfatizar também que essa fase de inclusão não pode ser considerada período de trabalho, pois, dessa forma, corre-se o "risco" das empresas só capacitarem os funcionários e nunca empregá-los.

Por experiência própria, o professor pode falar dos problemas enfrentados para se inserir no mercado de trabalho.

"Eu não só encontrei as dificuldades, como encontro. Sinto uma certa resistência, existe ainda um preconceito velado em relação à minha pessoa".

Após 15 anos atuando em diferentes instituições, hoje Roberto ministra aulas na universidade São Judas Tadeu.

Estatística salta em oito anos
Atualmente, de acordo com dados do IBGE, o Estado de São Paulo conta com uma população de 37.035.456 pessoas. Deste total, 4.203.632 se declaram portadoras de pelo menos uma deficiência (mental permanente; física - tetraplegia, paraplegia ou hemiplegia; falta de membro ou parte; visual; motora ou auditiva).

Segundo informações da SRTE-SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo), até o final do primeiro semestre de 2009 foram registradas 97.502 pessoas portadoras de deficiência inseridas no mercado de trabalho no Estado - bem 2001 esse número beirava apenas 600 pessoas.

O salto é considerável, comparativamente. A procuradora do Trabalho identifica que esse resultado é "fruto do trabalho de todos os órgãos envolvidos, bem como da sociedade organizada".

Segunda ela, houve conscientização através de audiências públicas e palestras, "além do bom trabalho desenvolvido pelas pessoas com deficiência, que tiveram a oportunidade de mostrar sua capacidade no ambiente de trabalho".

Todavia, Maria Lúcia avalia que existe falta de controle e não se sabe exatamente quantos candidatos existem que não foram inseridos e poderiam ser. "Existe uma dificuldade múltipla; não tem uma medição, uma listagem aberta".

Roberto Bolonhini reconhece que o número ainda é baixo e esbarra na questão ilusória que existe por trás da lei, "ainda dessas 97 mil pessoas não se sabe efetivamente se todos estão trabalhando, muitos só compõem a folha de pagamento".

Se houve algum progresso?

"Indubitavelmente, indiscutivelmente houve. Mas ainda há muito que se progredir, há muito que se cristalizar para que não se banalize a lei, para que ela não seja efetivamente burlada", reitera o professor.

O deficiente hesitante
Um outro problema que circula a questão do não cumprimento das cotas é o comportamento do próprio beneficiado. Muitos deficientes têm receio de não receber nunca mais o Loas (Lei Orgânica de Assistência Social), benefício do INSS, ao iniciar uma carreira profissional.

Entretanto, segundo informações da Previdência Social, o benefício pode ser readquirido mediante solicitação, além da comprovação de renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo e comprovação de incapacidade do deficiente, conforme perícia médica do INSS - sendo independente o fato da pessoa já ter trabalhado alguma vez na vida.

Segundo Roberto Bolonhini, a pressão da família, que em muitos casos acaba "se garantindo com um salário mínimo, salário do Loas", também acaba impedindo que o portador de deficiência cresça.

"O deficiente tem que trabalhar não só para ganhar dinheiro, não só para subsistir, mas também para se interagir socialmente", enfatiza.

Também no entendimento de Maria Lúcia, o problema está na estrutura familiar, "que emocionalmente está ligada a ter uma pessoa com dificuldades em casa; existe uma relação simbiótica de pais, irmãos, de que ele é o coitado ali; se aquela pessoa vai trabalhar, se torna independente, você quebra aquela estrutura", relata a advogada, com conhecimento de causa por acompanhar histórias de perto, atuando como voluntária nessa área há 15 anos, sendo os últimos quatro no Centro Pró-Autista. (Fonte: Última Instância)

28-07-2009 | 09:27

Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o novo valor do Bolsa Família começará a ser pago a partir de setembro. No entanto, ele não adiantou qual será o percentual de reajuste do benefício. “Até o final deste mês ou comecinho de agosto, [o índice de aumento] vai estar resolvido.”

 

No início de julho, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já havia informado que o governo avalia vários cenários para conceder o reajuste. Ela disse também que o governo estuda uma política permanente de reajuste para o programa.

Atualmente, o Bolsa Família beneficia cerca de 11 milhões de famílias e a estimativa é de que chegue ao final do ano com mais de 12 milhões de famílias.

Fonte:

Agência Brasil

28-07-2009 | 09:14

 

O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, tem até o próximo dia 12 de agosto para sancionar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2010, que prevê, entre outras medidas, o novo valor do salário mínimo.

 

A informação é da assessoria de imprensa da Casa Civil, que explica que o presidente tem até 15 dias úteis, após o recebimento da LDO, para sancioná-la.

 

Aprovada pelo Senado Federal no último dia 15 de julho, a LDO teve seu texto finalizado na última quinta-feira (23).

 

Segundo o documento, o trabalhador que recebe hoje R$ 465 passará, no próximo ano, a partir de janeiro, a ganhar R$ 506,44, um acréscimo de quase 9% ou de R$ 41,44 no valor do mínimo.

 

Cálculo
Ainda segundo a lei, as estimativas para o salário mínimo levam em consideração a taxa de inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acrescida do crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto), com dois anos de defasagem.

 

Até o último reajuste, ocorrido em fevereiro deste ano, o salário mínimo evoluiu cerca de 72%, desde o início do Governo Lula, beneficiando 25 milhões de trabalhadores formais e informais e 17,8 milhões de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que recebem o piso previdenciário.

 

Apesar disso, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo brasileiro não é suficiente para suprir as necessidades do trabalhador, sendo que, no último mês de maio, ele deveria ser de R$ 2.045,06.

O valor é 4,39 vezes superior ao piso atual e 4,03 vezes ao previsto para 2010.

Fonte: Diap

 

28-07-2009 | 09:09

Várias Centrais Sindicais e entidades representativas dos mais variados setores sociais divulgaram, na semana passada, o documento de convocação da Jornada Nacional Unificada de Lutas, que deverá mobilizar milhares de trabalhadores em todo o País no próximo dia 14 de agosto. O principal lema da manifestação é a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários e a defesa dos direitos sociais.

 

No texto, as entidades denunciam que, mesmo com o aporte de recursos públicos para salvar empresas em todo o mundo, os patrões continuam promovendo demissões em massa. Com relação ao Brasil, cobram do governo “a obrigação de exigir a garantia de emprego para a classe trabalhadora como contrapartida à ajuda concedida”.

 

Como medidas para superar a crise, os manifestantes cobrarão nas ruas o corte drástico dos juros; redução da jornada de trabalho sem reduzir salários; aceleração da reforma agrária e urbana, com ampliação das políticas em habitação, saneamento, educação e saúde; além de medidas concretas para impedir demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

 

Clique aqui e leia a íntegra do documento

 

Mais informações: nos portais das Centrais

 

Organizadores:
CUT, CGTB, CTB, NCST, UGT, Intersindical, Assembleia Popular, Cebrapaz, CMB, CMP, Conam, FDIM, Marcha Mundial das Mulheres, MST, MTD, MTL, MTST, OCLAE, UBES, UBM, UNE, Unegro/Conen, Via Campesina, CNTE, Círculo Palmarino, Consulta Popular

 

Fonte:

Agência Sindical

28-07-2009 | 09:05

A 8ª Turma do TRT-MG, modificando a sentença, concedeu a uma trabalhadora o adicional de dupla função, previsto em norma coletiva.

Os julgadores entenderam que a jornada de seis horas diárias está inserida no conceito de jornada normal de trabalho, estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho.

Nos termos da cláusula 20a da CCT, deve ser pago adicional de 10%, sobre o salário, aos empregados que cumprem "jornada normal legal de trabalho" e que façam uso simultâneo de terminal de computador e fone de ouvido.

A reclamada não negou que a reclamante, no exercício das suas funções, utilizasse esses equipamentos, em conjunto, mas assegurou que ela não tinha direito ao adicional, por que trabalhava em jornada de seis horas.

A desembargadora Denise Alves Horta enfatizou que a Constituição Federal, por meio do artigo 7°, XIII, relacionou, como um dos direitos dos trabalhadores, a duração do trabalho não superior a oito horas diárias e a 44 semanais, ficando autorizada a redução da jornada, por acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Do mesmo modo, o artigo 58, da CLT, dispôs que a duração normal do trabalho não poderá exceder a oito horas diárias, desde que não seja estabelecido outro limite.

Assim, não há qualquer restrição aos trabalhadores submetidos a jornadas especiais, como no caso.

Portanto, a conclusão da Turma foi de que a jornada de seis horas está abrangida pela cláusula 20a da CCT. (RO 00033-2009-103-03-00-7) (Fonte: TRT3)

27-07-2009 | 09:37

O País teve em 2008 um total de 411 greves nos setores público e privado, o maior número registrado desde 2004, quando o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconô­micos (Dieese) começou a fazer o estudo.

O aumento deu-se, sobretudo, por causa dos funcionários de empresas privadas. Em 2004, eles fizeram 114 paralisações, enquanto em 2008 foram 224.

No setor público, o número de greves manteve-se praticamente estável, 185 em 2004 e 184 em 2008.

O aumento na frequência das greves no ano está ligado ao forte crescimento econômico registrado até o terceiro semestre de 2008.

"O crescimento proporciona um contexto favorável para que os trabalhadores ampliem conquistas e peçam melhora da remuneração e das condições de trabalho", disse o coordenador do estudo e supervisor do Sistema de Acompanhamento de Informações Sindicais do Dieese, Luís Augusto Ribeiro da Costa.

O estudo mostra ainda que greves no setor público e privado fizeram com que trabalhadores deixassem de cumprir 24,6 mil horas de trabalho em 2008.

A maioria das horas de trabalho foi perdida na esfera pública - 17,4 mil horas ou 70,8% do total.

Na área privada, foram descumpridas 6,9 mil horas ou 28,3% do total.

O Dieese analisou ainda o desfecho de 193 greves de que se teve notícia. Nesse grupo, 73% dos movimentos obtiveram êxito, parcial ou total.

As manifestações de trabalhadores do setor privado foram mais bem-sucedidas - 80% terminaram em atendimento parcial ou total das reivindicações e, em 31% dos casos, todas as demandas foram atendidas.

Entre o funcionalismo público, os pedidos foram contemplados total ou parcialmente em 62% das greves, e em 15% delas foram atendidos por completo.

Nas greves de estatais, o porcentual de atendimento total ou parcial das reivindicações foi de 69%, sendo 8% contemplados na totalidade.

O número de greves em 2009 deve ficar próximo ao de 2008, estima Luís Costa. Até junho de 2009, o Dieese registrou cerca de 250 greves.

"Nos setores mais afetados pela crise, como autopeças e frigoríficos, você pode ter movimentos grevistas mais defensivos", disse, em referência às paralisações para manutenção ou renovação de condições de trabalho.

27-07-2009 | 09:36