Autores e produtores independentes de audiovisual no Brasil tiveram uma participação acanhada na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Ainda assim, na avaliação da cineasta Berenice Mendes, integrante da Coordenação-Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), questões fundamentais ao setor foram debatidas e encaminhadas com eficácia, a ponto de poder ajustar os rumos da produção audiovisual brasileira. Nesta entrevista, Berenice faz a sua avaliação sobre o que rendeu na Confecom e do que deverá vir a seguir. 

 

Para o setor audiovisual, a 1ª Confecom marca mudanças significativas? As questões do setor foram bem encaminhadas nos debates? 
Berenice – 
Considero que os autores e produtores independentes de audiovisual no Brasil tiveram uma participação tímida na 1ª Conferência. Entidades históricas como o CBC, a ABD, a APACI, a ABRACI, os sindicatos de técnicos e os de artistas, poderiam ter dado uma contribuição muito mais efetiva ao processo, tendo se credenciado nas delegações estaduais e municipais – o que não ocorreu, salvo raras exceções.

Compreendo esta ausência como fruto das dificílimas condições de trabalho que permeiam a indústria criativa em nosso país. As barreiras de acesso, tanto à produção, quanto, especialmente, à difusão e exibição do audiovisual são imensas. Elas fazem de cineastas e videomakers verdadeiros escravos de uma cadeia produtiva artificial que envolve o perverso sistema de captação subsidiada de recursos, produção e finalização com cronogramas apertados e pouco dinheiro e a eterna frustração de gastar sola de sapato atrás de tela, que, na maioria das vezes, acaba sendo apenas a dos incontáveis festivais.

Ainda assim, as questões fundamentais como a da regionalização da programação de rádio e TV, do estímulo e difusão da produção independente na TV aberta, as cotas de produção e exibição na TV por assinatura, o necessário fortalecimento do Sistema Público de TV, dentre outras, foram debatidas e encaminhadas com eficácia, tendo potencial para recolocar no rumo certo a produção audiovisual brasileira.

O que a Conferência representou para a democratização da comunicação no Brasil?
Berenice –
 Acredito que a 1ª Confecom foi um passo fundamental no processo de consolidação da democracia no Brasil. Ao abrir o debate sobre o tema, possibilitando a manifestação de amplos segmentos da sociedade, a realização da Conferência joga por terra alguns dos mais arraigados tabus que persistiam no Brasil, como o de que comunicação é coisa para especialistas e, principalmente, de que o povo não sabe o que quer.

Ao elaborar um profundo diagnóstico do setor, a sociedade demonstra estar amadurecida e capacitada para este debate, tendo visão crítica sobre os papeis dos meios de comunicação e a própria comunicação realizada no país.

Ficou evidenciada tanto a consciência da sociedade sobre a responsabilidade que cabe aos detentores de concessões de radiodifusão em seu uso, como seu direito a exercer controle público sobre o uso destas mesmas concessões. E isto – que me parece irreversível – é o grande avanço que nós, militantes pela democratização da comunicação no Brasil, podemos contabilizar.

Quais os reflexos já percebidos após a Confecom?
Berenice –
 Podemos perceber vários movimentos: em primeiro lugar, a necessidade de democratização dos meios de comunicação e da comunicação em sua dimensão de direito fundamental entrou na agenda de debates do país, em todos os segmentos sociais e em todas as áreas de conhecimento e frentes de luta e construção da cidadania.

É nítida a disposição de alterar o trato institucional de algumas questões, como, por exemplo, da radiodifusão comunitária, que passa a ter um grau de reconhecimento tornando-a mais próxima não apenas de sua legalidade plena, como do equacionamento de sua sustentabilidade econômica.

Por fim, me parece também que está havendo uma certa renovação na representação do empresariado, o que pode demonstrar que consideram, com a realização da Conferência, efetivamente perdida uma etapa da batalha. Todavia, não tenho motivos para crer que os novos agentes/lobistas, sejam mais dispostos ao diálogo com a sociedade do que foram os anteriores. Isso nos remete à questão da permanência da luta pela democratização dos meios de comunicação.

Qual a sua avaliação sobre o processo de construção da Confecom e o diálogo entre os três setores que lá estiveram representados? 
Berenice –
 A Confecom levou muito tempo sendo construída em nosso país. Foram necessárias décadas de má utilização das concessões públicas de rádio e TV, programação inadequada, propaganda enganosa e incontáveis casos de abuso e manipulação da opinião pública - também na imprensa escrita -, para que a sociedade se organizasse e fosse dotada da força necessária para levar o Executivo à sua convocação.

O processo de formalização da realização, que teve início com o decreto de convocação da mesma e a nomeação de uma comissão organizadora, foi, sim, bastante difícil, mas, tínhamos certeza, representava apenas a ultrapassagem do último obstáculo. O maior trabalho foi demonstrar aos empresários que não precisavam ter medo de debater com a sociedade, que não estávamos em mesas de negociação salarial e, principalmente, que ninguém quer a destruição do setor de comunicação no país, pelo contrário queremos uma comunicação que promova a cidadania e garanta a soberania brasileira.

Como você avalia a cobertura da mídia sobre a Confecom?
Berenice – 
Para o bem e para o mal, acho que nunca se falou tanto de comunicação na imprensa do país. Editoriais em quase todas as TVs abertas e jornais; matérias e colunas em inúmeras revistas, artigos acadêmicos à beça, colunas e articulações infindáveis, enfim, a mída não pode ignorar – e não ignorou – a Confecom.

É uma pena que os jornais sejam tão pouco lidos e que as TVs seja tão tendenciosas. Mas eu penso que os leitores e espectadores já aprenderam a ler o subtexto e portanto perceberam que algo novo aconteceu.

Como o FNDC pretende acompanhar o prosseguimento das demandas após a Confecom?
Berenice –
 Estamos sistematizando as propostas aprovadas de modo a definir o melhor modo de encaminhamento daquelas que dependem apenas de atos do Executivo, das que demandam tramitação legislativa ou judicial, bem como das que inserem-se na construção de um novo marco legal e portanto, demandam continuidade de luta.

Deveremos realizar uma série de encontros estaduais, ao longo do ano, para auxiliar o encaminhamento das questões locais e um seminário nacional no final do segundo semestre, para avaliação do processo e fomento da ação mobilizadora.

Entendemos que o Governo conhece agora as propostas da sociedade, estando apto a dar respostas na forma de políticas públicas e medidas de fomento e regulação. Portanto, de um período de articulação institucional, O FNDC deve agora intensificar o trabalho nas bases.

Como você avalia a participação do FNDC na Confecom?
Berenice – 
O FNDC foi o grande ponto de equilíbrio na construção da 1ª Confecom. Fomentou, dialogou, negociou, mobilizou, capacitou, formulou, interviu e incidiu decisivamente em todas as etapas do processo. Era a nossa função. Estávamos prontos e preparados para isso. E o fizemos. Sem medo, sem vaidade, com consciência, grande esforço e generosidade. O Brasil precisava desta Conferência e cabia ao FNDC conquistar e garantir sua realização.

Quais devem ser as bases para um novo marco regulatório da comunicação brasileira?
Berenice –
 A soberania de nossa nação, o aperfeiçoamento sócio-cultural do nosso povo, o fortalecimento da nossa indústria criativa, a geração de empregos, o desenvolvimento tecnológico a partir da convergência plena dos meios de comunicação e a permanente capacitação da sociedade para a produção e compreensão da comunicação no Brasil e no mundo.

20-02-2010 | 02:59

Por Carlos Lopes, 
No 
Hora do Povo

No período, a especulação estrangeira retirou do país 60% a mais do que entrou sob a forma de investimento em carteira. Com FH, foram 78,55%

A suposta notícia de que as remessas de lucro do capital especulativo estrangeiro teriam crescido nada menos do que 277% no governo Lula - a matéria fala em "9 anos", mas a comparação é entre a saída líquida média anual de "lucros e dividendos de investimento estrangeiro em carteira (IEC)" nos 8 anos de Fernando Henrique e nos 7 anos de Lula - merece alguma atenção.

O capital especulativo (IEC) tem sido uma desgraça para o país. Sobretudo depois que os EUA invadiram o mundo com dólares, na - provavelmente - maior emissão monetária da história, com o objetivo de saquear os outros países. Com ajuda do sr. Meirelles e seus juros, não estão conseguindo pouca coisa no Brasil.

No entanto, façamos as contas.

De 2003 a 2009, saíram do país US$ 66 bilhões e 282 milhões em remessas (líquidas) com origem no dinheiro estrangeiro aplicado nas Bolsas e em títulos financeiros. Realmente, é espantoso que essa quantia seja 60% do que entrou no mesmo período em capital especulativo - US$ 110 bilhões e 360 milhões.

Note o leitor: não se trata de que, do dinheiro que entrou, voltaram para o exterior 60% - o que até seria interessante, visto que esse dinheiro é meramente parasitário.

Infelizmente, não é isso: os 60% a mais que saíram foram lucros auferidos na mera especulação, isto é, drenagem de nossos recursos para o exterior, dinheiro a mais em relação ao que entrou - dinheiro ganho sem que fosse necessário criar nenhum empreendimento, nenhum emprego - e nada menos do que US$ 66 bilhões e 282 milhões.

Especifiquemos mais ainda a conta, com dados do Banco Central:

1) Como "lucros e dividendos de investimentos estrangeiros em carteira" saíram US$ 34,101 bilhões. Por ano:

• 2003: US$ -1,564 bi;
• 2004: US$ -2,4 bi;
• 2005: US$ -3,544 bi;
• 2006: US$ -4,924 bi;
• 2007: US$ -5,689 bi;
• 2008: US$ -8,527 bi;
• 2009: US$ -7,453 bi.

2) Como "juros de títulos de renda fixa", saíram US$ 32,181 bi. Por ano:

• 2003: US$ -7,179 bi;
• 2004: US$ -8,015 bi;
• 2005: US$ -8,234 bi;
• 2006: US$ -6,104 bi;
• 2007: US$ -1,376 bi;
• 2008: US$ +488 mi;
• 2009: US$ -1.760 bi.

Até 1994, em toda a história econômica do país, havia entrado, somente, cerca de US$ 87 bilhões em "investimentos estrangeiros em carteira", que remeteram lucros de US$ 5 bilhões e 760 milhões para fora.

Porém, somente durante o governo Fernando Henrique, entraram US$ 70 bilhões, com lucros de US$ 54 bilhões e 985 milhões remetidos ao exterior.

Outra vez solicitamos a atenção do leitor: não se trata do retorno de uma parte do dinheiro que entrou, mas dos lucros que foram extraídos daqui, meramente através de juros, especulação bursátil ou jogatina no "mercado futuro".

Em suma, os lucros do capital especulativo remetidos para o exterior durante o governo Fernando Henrique equivaleram a 78,55% do dinheiro que entrou - sem que os seus receptores (ou receptadores) tivessem que fazer nada, exceto comprar alguns papéis.

Um dia, alguém ainda vai conseguir vender picolé no Saara - mas, certamente, além de trabalhar muito, jamais conseguirá 78,55% de lucro.

Durante os primeiros quatro anos do governo Lula, o "investimento estrangeiro em carteira" que entrou no país foi pequeno: US$ 16 bilhões e 864 milhões, ou seja, cerca de 4 bilhões por ano, metade da média do governo anterior. Apesar disso, as remessas para o exterior foram de US$ 41 bilhões e 965 milhões.

O motivo é que o capital especulativo que entrou durante o governo Fernando Henrique continuou fazendo a mágica de criar mais dinheiro a partir do nada, melhor dizendo, a partir dos juros do sr. Meirelles e do assalto à Bolsa. Assim, nesses quatro anos, as saídas foram 248% das entradas.

Porém, em 2007, entraram US$ 48 bilhões e 104 milhões, e, após 2008, ano em que houve uma retirada de capital especulativo estrangeiro de US$ -767 milhões, em 2009, houve outra enxurrada: US$ 46 bilhões e 159 milhões.

Conta total: em nove anos de governo Lula, entraram US$ 110 bilhões e 360 milhões e saíram remessas de lucros de US$ 66 bilhões e 282 milhões.

Os 277% de aumento em relação ao governo Fernando Henrique são um artefato conseguido ao se separar os "lucros e dividendos de investimentos estrangeiros em carteira" dos "juros de títulos de renda fixa", ignorando os últimos.

O que não quer dizer que a situação atual não inspire cuidados urgentes. O principal deles: baixar os juros para impedir que milhões de dólares entrem no país somente para procriar, como coelhos, à sombra do Banco Central.

Agência DIAP





20-02-2010 | 02:46

 Temer disse a Dutra que não poderia ir porque pode parecer que a chapa PT-PMDB já estava montada, com ele como vice da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. “Não ficaria bem para mim. Pareceria açodamento. E ainda provocaria protestos nos Estados onde não estamos conseguindo um bom relacionamento com o PT”, explicou ao petista, segundo interlocutores de ambos.

Imediatamente a notícia se espalhou na cúpula o PT e até no governo federal. A própria Dilma e o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini telefonaram para Temer e para demais membros da cúpula do PMDB, argumentando que a ausência peemedebista pode simbolizar que a aliança nacional entre os dois partidos corre riscos.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG), ele próprio cotado para vice, foi acionado pelo governo para convencer Temer, assim como o ex-ministro Eunício Oliveira.

Resultado: Temer, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Eunício (CE), Hélio Costa e demais membros da cúpula partidária do PMDB, procurados na última hora, marcaram encontro em Brasília no início da noite para decidir o que fazer.

A proposta mais aceita até o início da tarde era de que hoje mesmo, ou amanhã, os principais nomes do PMDB, inclusive todos os candidatos para vice, como Temer, Hélio Costa e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (GO), em vez de aparecerem no Congresso, façam uma visita de cortesia à ministra Dilma, manifestando apoio à sua candidatura, mas sem fechar a chapa.

19-02-2010 | 18:39

 Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/09) prevê que a transação seja feita até o final de abril.

De acordo com a CLT, as empresas devem descontar a contribuição de seus empregados na folha de pagamento de março. 

Para o autor da proposta é viável que o valor seja repassado às entidades de classe já no início do mês subsequente. 

"Com a medida, os sindicatos poderão transformar, num espaço de tempo menor, os recursos da contribuição em benefícios para as categorias", afirma Valadares.

Tramitação

A proposta tramita em regime de prioridade, o que dispensa as exigências regimentais para que a proposição seja incluída na pauta do plenário. 

Antes a matéria será analisada pelas comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça.

Fonte: Com Agência Câmara

19-02-2010 | 18:34

A indústria paulista registrou a abertura de 12 mil postos de trabalho em janeiro, o que representa alta de 0,42% no nível de emprego, frente ao mês anterior. Sem ajuste sazonal, a alta é de 0,54%.

Segundo levantamento da Fiesp e do Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), divulgado nesta quinta-feira (11), o emprego industrial mantém o ritmo positivo iniciado em agosto do ano passado.

Na comparação com o primeiro mês de 2009, no entanto, foram fechadas 60 mil vagas no setor, um recuo de 2,68% no nível de emprego.

Análise setorial
Dos setores analisados em janeiro, ante o mês anterior, os maiores crescimentos foram de Produtos de Madeira (1,7%), Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos (1,5%), Máquinas e Equipamentos (1,3%), Bebidas (1,3%) e Veículos Automotores, reboques e Carroceiras (1,2%).

Em números de vagas, os destaques foram Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (2.627 empregos) e Máquinas e Equipamentos ( 2.158 novas vagas).

Os setores de Produtos Alimentícios (-0,7% ou -1.878 vagas) e Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis (-3,3% ou -953 vagas) foram os destaques negativos.

Por regiões
Na análise regional, o levantamento revela que, das 36 diretorias pesquisadas, na comparação com dezembro, 24 apresentaram resultados positivos, quatro ficaram estáveis e oito tiveram desempenhos negativos no que se refere ao emprego.

São Carlos liderou o aumento no nível de contratações em janeiro, ante o último mês do ano passado, com 4,74%, com influência do segmento de Produtos Alimentícios (13,56%) e Máquinas e Equipamentos (5,27%). Em seguida, aparecem Sertãozinho (+2,40%) e Taubaté (+2,39%).

Considerando os destaques negativos, São João da Boa Vista ficou em primeiro lugar, com queda de 2,40%, por conta dos setores de Produtos Alimentícios e Veículos Automotores, Autopeças, que na região caíram 10,30% e 0,57%, nesta ordem.

Araçatuba e Presidente Prudente vêm em seguida, com quedas de 2,10% e 0,87%, respectivamente.

Fonte: InfoMoney

12-02-2010 | 13:30

Em pronunciamento nesta terça-feira (9), a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) lembrou a passagem do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro. A senadora disse que o trabalho escravo é "um mal que deve ser exterminado com urgência".

Serys citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) segundo os quais o trabalho escravo atinge hoje 1,3 milhão de pessoas na América Latina e no Caribe, e um total de 12,3 milhões de pessoas em todo o mundo. Na América Latina, a maioria das vítimas sofre coerção para a exploração do trabalho, enquanto as demais encontram-se em trabalho forçado pelo Estado ou sofrem exploração sexual.

A senadora mencionou ainda dados da Comissão Pastoral da Terra, que indicam a existência de 25 mil pessoas submetidas a condições análogas ao trabalho escravo no Brasil. Serys, que percorre com frequência o Mato Grosso, disse que vem notando redução nos casos de trabalho escravo no estado, o primeiro a criar um fundo especifico para o combate dessa prática, e que vem servindo de exemplo para outras unidades da Federação, segundo ela.

- Percebo ter melhorado muito a conscientização de muitos proprietários rurais, com bons refeitórios, bons alojamentos. Temos avançado, mas ainda tem coisas a serem superadas - afirmou, lembrando que o trabalho escravo caracteriza-se não só pela falta de liberdade, mas também pela servidão por dívida, retenção de documentos, dificuldade de acesso ao local e presença de guardas armados.

Serys disse ainda que "um instrumento bem concreto" para a erradicação do trabalho escravo no Brasil seria a aprovação da proposta de emenda à Constituição que permite o confisco de terras onde forem encontrados trabalhadores submetidos a regime análogo à escravidão (PEC 438/01). Aprovada no Senado em 2001, a matéria aguarda votação em segundo turno na Câmara dos Deputados desde 2004.

A senadora também lembrou projeto de sua autoria, que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e tem como relatora a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que prevê reclusão de quatro a dez anos para o crime de trabalho escravo. A pena atual vai de dois a oito anos de reclusão.

Ela lembrou, ainda, a realização, nesta quarta-feira (10), de sessão especial pela passagem do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, requerida pelo senador José Nery (PSOL-PA). Serys adiantou que não poderá estar presente à sessão.

O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é comemorado em 28 de janeiro porque foi nessa data, em 2004, que três auditores do trabalho e o motorista que os conduzia foram mortos numa emboscada em Unaí, no noroeste de Minas Gerais, quando investigavam denúncias de escravidão nas fazendas da região.




Da Redação / Agência Senado

12-02-2010 | 13:20

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) voltou a defender nesta sexta-feira (5) igualdade de direitos entre mulheres e homens, especialmente no trabalho e na política. Para ela, é necessário redesenhar o papel da mulher na sociedade e fazer com que o sexo feminino "saia de sua condição secularmente oprimida, marginalizada, e ingresse para a história dos direitos humanos".

A senadora previu que 2010 será o ano feminino na política. É que, pela primeira vez, conforme observou, duas mulheres - Dilma Rousseff e Marina Silva - estarão disputando o cargo de presidente da República. A seu ver, o fato, por si só, aumenta as chances de vitória do segmento feminino.

- Pode ser preconceituoso, mas a nossa cultura paternalista nos impede de enxergar que a mulher pode comandar, gerir e executar política. Nada melhor que uma mulher no poder para entender as necessidades humanas. Afinal, somos mães de homens e de mulheres - lembrou Serys.

Ela também exortou as mulheres a se candidatem a cargos eletivos nas próximas eleições, preenchendo, desta maneira, as cotas femininas, de acordo com a legislação. E lembrou que, dos 513 parlamentares que compõem a Câmara dos Deputados, apenas 45 são mulheres, representando 8,77%.

Pescado

Serys Slhessarenko comemorou ainda a abertura de mais 15 frigoríficos de pescado em Mato Grosso, com investimentos diretos previstos de R$ 30 milhões. Ela previu que, em breve, o estado, um dos maiores produtores de carne e de grãos do país, também será um pólo pesqueiro pujante.

Da Redação / Agência Senado

12-02-2010 | 13:13

O relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4067, do DEM, que questiona o repasse da contribuição sindical às centrais sindicais, Joaquim Barbosa, retirou de pauta a ação, cuja votação estava prevista para esta quarta-feira (10).

A Adin já recebeu cinco votos - três favoráveis e dois contrários - , quando a votação foi interrompida, no dia 24 de junho de 2009, por pedido de vista do ministro Eros Grau. Cinco ministros ainda não votaram. Não há data definida para retomada da apreciação da ação do DEM.

O DEM requer a inconstitucionalidade dos artigos 1º, II e 3º da Lei 11.648/08, bem como dos artigos 589, II, "b" e seus parágrafos 1º e 2º e ao artigo 593 da CLT, na redação dada pela referida lei.

O partido afirma que "a contribuição sindical configura espécie de contribuição parafiscal, a constituir típica contribuição de interesse de categorias profissionais, sendo vedada sua utilização para o custeio de atividades que extrapolem os limites da respectiva categoria profissional".

Nessa linha, sustenta que, "afora o próprio Estado e as entidades expressamente referidas na Constituição, descabe à lei reconhecer a outras entidades - como as centrais sindicais - a condição de destinatárias imediatas de recursos tributários".

Alega, ainda, que referidos dispositivos impugnados conferem às centrais sindicais representatividade diversa das hipóteses previstas no artigo 8º da Constituição Federal.

Quem votou
Há três votos favoráveis à Adin. Do relator, ministro Joaquim Barbosa, e dos ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski que votaram parcialmente favoráveis à Adin, porém pela impossibilidade da destinação de parcela da contribuição sindical às centrais.

Os votos contrários são do ministro Marco Aurélio, que votou pela improcedência da Adin, e da ministra Cármen Lúcia, parcialmente favorável, mas concordando com a destinação de parte da contribuição sindical às centrais.

Quem falta votar
Para concluir o processo, faltam votar ainda os ministros Gilmar Mendes (presidente), Ellen Gracie, Carlos Britto, Eros Grau e Celso de Mello.

O ministro José Antonio Dias Toffoli está impedido de votar, pois se posicionou contrário à Adin quando era advogado-geral da União.

Fonte: Diap

12-02-2010 | 09:55

O Congresso lançou nesta quarta-feira (10) a Frente Parlamentar pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. Entre outras ações, o grupo irá pressionar a votação da proposta de emenda à Constituição nº. 438, conhecida como PEC do Trabalho Escravo. A proposta foi aprovada no Senado em 2001 e está parada na Câmara desde 2004, quando foi votada em primeiro turno.

“A criação de uma frente visa articular no Congresso parlamentares e partidos no sentido de conferir maior debate desse tema para aprimoramento da legislação de combate ao trabalho escravo no país”, disse o senador José Nery (Psol-PA), articulador da criação da frente.

Uma das estratégias da frente será realizar um levantamento para saber quais congressistas são contrários à PEC e divulgar os nomes para o eleitorado. A PEC do Trabalho Escravo prevê a desapropriação de terras onde forem encontrados trabalhadores em condições análogas à escravidão.

Entre os parlamentares resistentes à aprovação da proposta estão deputados e senadores da bancada ruralista. Os ruralistas afirmam que a PEC fere o direito à propriedade. Eles alegam, entre outros argumentos, que o conceito de trabalho escravo não está claro na legislação brasileira.

A criação da frente, que conta com 242 membros, não teve apoio da bancada ruralista. Parlamentares como a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), e do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) não apoiaram a instalação de uma frente de combate ao trabalho escravo.
(Renata Camargo)

Fonte: Congresso em Foco

12-02-2010 | 09:51

IZE0dH arkdslochzvj, [url=http://rksbgqntmlep.com/]rksbgqntmlep[/url], [link=http://lkafwdaubtbr.com/]lkafwdaubtbr[/link], http://fqzxpzrqshfv.com/

11-02-2010 | 23:17