Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne hoje (2) toda a equipe ministerial para discutir medidas de combate à crise financeira mundial, cortes no Orçamento da União de 2009 e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A primeira reunião do ano será realizada na residência oficial da Granja do Torto.

Entre as medidas para conter os efeitos da crise, o governo prepara um pacote de estímulo para a construção civil, setor com grande capacidade de geração de empregos. O plano seria lançado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional para o brasileiro e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075), faixa populacional com dificuldade para comprar imóvel, como  afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010. 

É a segunda vez que Lula convoca o ministério para debater a crise. O primeiro encontro ocorreu em novembro do ano passado.

Sobre o corte no orçamento, Paulo Bernardo detalhará para os colegas o congelamento previsto de R$ 37,2 bilhões e em quanto cada pasta será afetada. A pedido do presidente Lula, o ministro disse que fechará as contas somente depois de conversar com os ministros. Mas já prevê “choradeira” dos colegas, pois não será possível atender todas as demandas. 

“Vamos tentar não desagradar todo mundo, mas agradar todo mundo não tem a menor possibilidade. Acredito que a choradeira vai ocorrer depois da reunião. Vamos chamar os ministros e conversar sobre a pasta de cada um. Precisamos manter o orçamento equilibrado”, disse o ministro no último dia 27, quando anunciou o corte provisório.

O andamento do PAC é outro assunto da reunião ministerial. O balanço de dois anos do programa deverá ser feito oficialmente na quarta-feira (4) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.


No último balanço, realizado em outubro do ano passado, o governo já havia concluído 9% dos projetos, total de 193 obras, com custo de R$ 30,6 bilhões.  Na ocasião, Dilma Rousseff afirmou que 83% das obras estavam com bom andamento, 7% em estado de atenção e 1% em situação preocupante. O PAC prevê investimentos de cerca de R$ 503 bilhões, principalmente, em obras de infra-estrutura.

Fonte: Agência Brasil

02-02-2009 | 10:03

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, dá entrevista hoje (2) para comentar o resultado da balança comercial de janeiro deste ano. Será às 15h30 no auditório do ministério. Os resultados prévios da balança estarão disponíveis a partir das 11h, no site www.desenvolvimento.gov.br.
Fonte Agência brasil

02-02-2009 | 10:01

Brasília - Suplentes de vereadores de todo o país fazem manifestação hoje, às 8h, no Plenário Ulysses Guimarães, da Câmara dos Deputados. O ato de protesto tem o objetivo de pressionar a Mesa da Casa a promulgar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Vereadores.

A emenda trata da recomposição das câmaras municipais e recria 7.343 vagas. Até agora, a PEC 20, de 2008, foi promulgada somente na Mesa do Senado.

 


Fonte: Agência brasil

02-02-2009 | 10:00

São Paulo - De hoje a quarta-feira (4) será realizado, em São Paulo, o 2º Simpósio Internacional Não à Violência Contra a Mulher. De acordo com a organização do evento - a Federação Democrática Internacional de Mulheres (Fdim) - devem participar cerca de 150 representantes de entidades ligadas às mulheres, entre elas órgãos nacionais, lideranças sindicais e organizações internacionais de Cuba, da Argentina, Índia, Palestina, Grécia e do Chipre, além de entidades femininas ligadas à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
 

O encontro tem o apoio do Ministério das Relações Exteriores e da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres. Será na Casa do Professor (Apeoesp). 


Fonte: Agência brasil

02-02-2009 | 09:59

Brasília - Ao comentar o pacto federativo na tentativa de melhorar os índices sociais no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou hoje (2) dos prefeitos boa vontade e disposição.

Ele avaliou que os números sobre mortalidade infantil, registro civil, alfabetização e agricultura familiar vêm melhorando, mas admitiu que a média nas Regiões Norte e Nordeste ainda é bem maior.

“Queremos fazer com que haja igualdade. Nós tivemos a reunião com os governadores e vamos ter a reunião com os prefeitos. E vamos estabelecer com eles um acordo para que a gente priorize definitivamente essas questões. Se todos nós trabalharmos nesses últimos dois anos, poderemos entregar o Brasil com um índice bem menor de mortalidade infantil e de analfabetismo”, disse.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula voltou a insistir que para que as políticas propostas pelo governo federal “dêem certo”, a pactuação com as prefeituras é necessária. Segundo ele, a participação ativa de prefeitos faz com que as chances de sucesso nas iniciativas governamentais sejam “infinitamente maiores”.


Fonte: Agência brasil

02-02-2009 | 09:57

 

O Tribunal Superior do Trabalho realiza hoje (02), às 14h, sessão do Órgão Especial que marcará a abertura dos trabalhos do TST em 2009. Logo em seguida, às 14h15, o Tribunal Pleno se reúne para eleger a nova administração do Tribunal para o biênio 2009/2011.

De acordo com o Regimento Interno do TST, os cargos de direção – presidente, vice-presidente e corregedor-geral da Justiça do Trabalho – são preenchidos mediante eleição, em que concorrem os ministros mais antigos do Tribunal, em número correspondente aos dos cargos. A reeleição é proibida, e os mandatos são de dois anos. A votação é feita por escrutínio secreto e pelo voto da maioria absoluta, em sessão marcada nos 60 dias antecedentes ao término dos mandatos anteriores. O mandato do atual presidente, ministro Rider Nogueira de Brito, encerra-se no dia 2 de março – data em que ocorrerá a posse da nova direção.

 

Fonte: TST

02-02-2009 | 08:27

 

Levantamento do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) mostra que o "spread" bancário no Brasil equivale a 11 vezes a taxa média registrada nos países desenvolvidos.

 

O "spread" representa a diferença entre o custo do dinheiro captado pelo banco e o custo efetivo do empréstimo repassado ao consumidor. O estudo foi feito a pedido da Folha, que publica em sua edição deste domingo a reportagem com os resultados.

 

A média do "spread" brasileiro foi de 34,88 pontos percentuais em 2008, ante 3,16 pontos nos bancos de Primeiro Mundo. Mesmo considerando o grupo das nações em desenvolvimento, a diferença ainda é ampla: pelos cálculos do Iedi, a média simples das taxas de 62 países aponta para uma taxa de 6,55 pontos.

 

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) contestou a metodologia do instituto, sob o argumento de que é impossível comparar "spreads" brutos.

 

A Federação reconheceu que a taxa brasileira é alta, devido aos juros altos, escala limitada e dificuldades para recuperação de ativos.

Fonte: Folha OnLine

02-02-2009 | 08:25

 

A empresa, que fabrica meias e roupas íntimas em Araraquara, Interior de São Paulo, esperava crescer 12% em 2008. Cresceu 25%, fechando o ano com faturamento de cerca de R$ 380 milhões, sem tomar conhecimento do turbilhão de más notícias sobre os efeitos da crise internacional sobre a indústria brasileira. Para 2009, as previsões são otimistas: crescer 12%. E a Lupo já se prepara para isso. Em junho, inaugura uma nova fábrica de roupas íntimas em Araraquara, que ampliará em 20% sua capacidade de produção.

Fonte: Agência Sindical

02-02-2009 | 08:23

 

Acordos firmados com trabalhadores incluem corte de 10% a 18% na remuneração e um dia a menos de trabalho por semana. Nem todas as empresas garantem a manutenção das vagas

 

Com os novos acordos anunciados ontem pela indústria automotiva paulista, já passa de 11 mil o número de trabalhadores submetidos à redução de jornada de trabalho com corte de salários em todo o Brasil. A medida sinaliza um revés para as centrais sindicais, que historicamente sempre defenderam a diminuição de jornada sem redução salarial e rechaçavam a possibilidade de flexibilização mesmo diante dos efeitos da crise.

 

De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE-PR), até o momento nenhum acordo deste tipo foi registrado no estado. No entanto, quatro empresas com sede no Paraná - Renault, Yazaki, Maflow e Alusur - formalizaram acordos de suspensão temporária de contratos de trabalho, atingindo cerca de 1,8 mil trabalhadores. Mais de 1,3 mil pessoas foram demitidas no estado desde setembro em cortes relacionados à crise econômica.

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, afirma que a entidade já foi procurada por 120 empresas buscando consolidar acordos de flexibilização - 99% delas do setor de autopeças. "O sindicato tem autonomia sobre suas bases, mas é o trabalhador que sabe a hora de decidir. Um operador que não liga o torno há três meses sabe que o emprego corre risco e tem medo do fantasma de desemprego", diz Torres.

 

A Valeo, fabricante de faróis e lanternas para veículos, em São Paulo, foi a primeira a anunciar, na quarta-feira, a redução de 1 dia na jornada semanal com redução de 15% nos salários de cerca de 800 trabalhadores. O acordo prevê a estabilidade dos empregos por 135 dias.

 

Ontem, foi a vez de os trabalhadores da MWM Motores aprovarem a proposta da empresa de reduzir a jornada em 20% e os salários em 17,5%. A medida valerá por 90 dias. Os cerca de 2,8 mil trabalhadores receberam a garantia de estabilidade no emprego por até 45 dias após o final do período.

 

Os trabalhadores da fabricante de autopeças Sabó, também em São Paulo, aprovaram em assembleia na tarde de ontem a redução de um dia na jornada semanal, com corte de 12% nos salários. A medida atinge 1,6 mil trabalhadores da empresa e é válida por 90 dias, com a garantia de estabilidade dos funcionários por mais três meses após o término do acordo.

 

A indústria de autopeças gaúcha GKN, depois de conceder férias coletivas, fechou um acordo que prevê a redução de um dia de trabalho por semana com diminuição de 14,6% no salário de 1,4 mil empregados.

 

O maior acordo, no entanto, vem de outra empresa gaúcha. O grupo Randon - que reúne fabricantes de autopeças, implementos rodoviários e veículos, além de uma empresa de consórcios - vai reduzir entre 8% e 10% os salários e a jornada de 4,7 mil funcionários. O acordo tem três meses de vigência e não prevê a estabilidade dos funcionários nem durante nem após o período.

Fonte: Diap

02-02-2009 | 08:22

 

Brasília - O reajuste do salário mínimo, de R$ 415 para R$ 465, deve provocar um impacto negativo de R$ 7,9 bilhões nas contas da Prevîdência Social em 2009. Segundo o Ministério da Previdência Social, as despesas terão uma elevação de R$ 8,7 bilhões por conta dos R$ 50 a mais nos benefícios. Mas, em direção contrária, a arrecadação previdenciária também deve ter aumento: R$ 856 milhões no ano.

 

Atualmente, um total de 13,9 milhões de aposentados e pensionistas recebe um salário mínimo de benefício. Existem ainda outros 3,3 milhões de beneficiados nos programas assistenciais (LOAS, aposentadoria rural). O novo valor do mínimo entra em vigor amanhã.

 

Sem contar os benefícios assistenciais, a Previdência Social registrou um déficit de R$ 36,2 bilhões no ano passado. Houve uma queda no saldo negativo em relação a 2007, quando o déficit foi de R$ 44,9 bilhões. O Ministério da Previdência Social, no entanto, já espera uma piora nos números em vista da crise financeira mundial que está reduzindo o número de empregos e aumentando as demissões

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Um impacto positivo do salário mínimo é a distribuição de renda na economia. O Ministério do Trabalho divulgou ontem que um total de R$ 23,1 bilhões deve se injetado na economia brasileira neste ano.   

Fonte: Agência Brasil

02-02-2009 | 08:21