Agência DIAP
Qua, 28 de Janeiro de 2009 09:17

 

O senador Tião Viana (PT/AC) está sendo pressionado pelo PT, partidos aliados e Palácio do Planalto a retirar sua candidatura a presidente do Senado, na eleição marcada para o dia 2. Nas contas de alguns governistas, o senador José Sarney (PMDB/AP), que é favorito à disputa, já disporia entre 58 e 62 votos assegurados. A insistência de Viana, portanto, seria prejudicial apenas ao PT, que perderia espaço na Mesa Diretora do Senado.

Graças ao acordo que fez para a eleição do senador Renan Calheiros (PMDB/AL), há dois anos, o PT ficou com a primeira vice-presidência, ocupada pelo próprio Viana, e com a presidência da poderosa Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), exercida atualmente pelo senador Aloizio Mercadante (SP). Isso embora tenha apenas a quarta maior bancada, atrás de PMDB, PSDB e DEM.

O senador Tião Viana classifica de "chantagem" a pressão que é exercida pelos próprios aliados e insiste que irá com sua candidatura até o plenário. Sem acordo, a primeira vice-presidência deve ficar com os tucanos, assim como a CAE - o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) é cotado para o cargo, muito embora tenha manifestado simpatia pela candidatura de Viana. Ao Democratas caberá a forte primeira secretaria, uma espécie de prefeitura do Senado e responsável por um orçamento na faixa do bilhão de reais.

Descontente com o possível fortalecimento do PMDB no Senado e na Câmara, o PSB ameaça não apoiar Viana e diz que o governo pode perder seus aliados mais fiéis. "Se nem o PT está empenhado na eleição de Tião Viana, por que vamos apoiá-lo? Para ficar sem lugar na Mesa?", questionou o presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França. "É uma vergonha o PT largar Tião nessa situação".

O candidato do PMDB na Câmara, deputado Michel Temer (SP), deu ontem uma demonstração de força ao reunir os líderes de 14 partidos que o apóiam. As siglas somam 428 deputados, que hoje devem formalizar a constituição de um "blocão" na Mesa da Câmara. Temer precisa de 257 votos para se eleger no primeiro turno. Ou seja, se houver uma quebra (traições) de 40% nos 428 votos do blocão, ainda assim ele se elegeria no primeiro turno.

Temer é favorito, mas passou a enfrentar forte resistência dos partidos que se opõem ao fortalecimento do PMDB na aliança governista. O PDT, por exemplo, que já declarou apoio a Michel Temer, também passou a questionar o fortalecimento do PMDB com a presidência das duas Casas. No domingo as bancadas do Senado e da Câmara devem se reunir para rediscutir o voto.

O presidente do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS), disse que o partido manterá o acordo feito com Temer, porque já negociou a participação na mesa diretora e deve ficar com uma das suplências. Mas não concorda com a eleição de Sarney. "Vamos apoiar Temer, mas não gostaríamos de ver Sarney na presidência do Senado", disse. Além de Temer, disputam a presidência da Câmara os deputados Aldo Rebelo (PCdoB/SP), com apoio do PSB, Ciro Nogueira (PP/PI) e Osmar Serraglio (PMDB/PR).

Com o esvaziamento da candidatura de Tião Viana no Senado, a candidatura de José Sarney ganha força na reta final da campanha. Hoje, o PSDB deve divulgar apoio ao candidato, depois de uma reunião da bancada dos senadores marcada para as 11h.

A maioria dos 13 senadores tucanos tende a apoiar Sarney e nas negociações com os candidatos o partido reivindicou a primeira vice-presidência (atualmente os tucanos ocupam a segunda vice-presidência) e as Comissões de Assuntos Econômicos e a de Relações Exteriores (com a indicação de Eduardo Azeredo). A CRE também é reivindicada pelo PTB, que promete apoio a Sarney em troca do controle da comissão para o ex-presidente Fernando Collor (AL).

O PMDB não quer abrir mão da Comissão de Constituição e Justiça. Avalia hoje que, se tivesse no comando da CCJ, o processo por quebra de decoro contra o senador Renan Calheiros não teria ido tão longe. (Fonte: Valor Econômico)

28-01-2009 | 09:54

Qua, 28 de Janeiro de 2009 09:19

A disputa pela Presidência da Câmara e pelos demais cargos da Mesa Diretora da Casa mobiliza os deputados neste fim de recesso parlamentar, que termina no próximo sábado (31). Na segunda-feira (2), a partir das 12h, no plenário, os 513 deputados elegem os novos dirigentes da Casa para os próximos dois anos.

Os quatro candidatos à presidência - Michel Temer (PMDB/SP), Ciro Nogueira (PP/PI), Aldo Rebelo (PCdoB/SP) e Osmar Serraglio (PMDB/PR) - estão em Brasília, onde ficam até o dia da eleição, refazendo os contatos com os colegas em busca dos votos necessários para serem eleitos.

Formalmente, Michel Temer conta com o apoio de 14 partidos, que, somando suas bancadas, daria mais de 430 votos. No entanto, como a votação é secreta, não é possível prever quantos desses votos serão dados a Temer. A coordenação de campanha do peemedebista, no entanto, estima esses votos em mais de 300.

Mesmo sabendo do apoio formal de 14 partidos a Temer, os demais candidatos contam com os votos de deputados dessas legendas, pois o voto é do parlamentar e nenhuma das siglas fechou questão em torno de qualquer nome.

Hoje (28), no inicio da tarde, os 14 partidos que apóiam Temer vão oficializar a formação de um bloco partidário para a disputa da Mesa da Casa e também para as presidências das comissões técnicas. Esse bloco, pelo seu tamanho, terá direito a dez dos 11 cargos da Mesa.

Para ser eleito presidente da Câmara ou para os demais cargos da Mesa, em primeiro escrutínio, o candidato precisará da maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, metade mais um dos votantes. Por exemplo: se votarem 500 deputados, para ser eleito, o candidato precisará de no mínimo 251 votos. Se nenhum deles conseguir esse placar, a decisão será em segunda votação, por maioria simples de votos.

Na segunda-feira, a Câmara realizará, às 10h, sessão preparatória para a eleição. Nessa sessão, os quatro candidatos à presidência farão discursos, com duração de até 20 minutos, para expor suas propostas. As sessões preparatórias e a da eleição serão conduzidas pelo atual presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT/SP).

Pelas regras da eleição, os partidos têm até as 12 horas de domingo (1º) para a formação de blocos partidários, que podem servir de base para a distribuição de cargos. Também no domingo, às 16h, haverá reunião de líderes para a escolha dos cargos da Mesa Diretora. O prazo para registro de chapas ou de candidaturas avulsas termina à meia-noite de domingo.

A votação para a Presidência da Câmara e para os demais cargos da Mesa Diretora será feita em nove urnas eletrônicas, que foram desenvolvidas pelo Centro de Informática da Casa. Os deputados devem votar nos 11 cargos da Mesa, em uma única votação, em primeiro escrutínio.

No entanto, a apuração se dará em dois momentos: primeiro, os votos para os candidatos à Presidência. Eleito o novo presidente, ele assume o cargo e comanda a apuração dos votos para os demais cargos da Mesa Diretora. (Fonte: Agência Brasil

28-01-2009 | 09:52

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta terça-feira (27), que a restrição ao crédito é o principal problema que o Brasil enfrenta, por conta da crise financeira internacional.

Ainda segundo Lula, o País precisa ajustar o nível de crédito para que o consumo seja garantido.

"Ainda precisamos ajustar o crédito nos bancos públicos e privados para fazer a economia girar", disse, após visita ao Hospital Sírio-Libanês, onde o vice-presidente José Alencar está internado.

Momento de se adequar
Lula ainda afirmou que a economia brasileira está melhor posicionada do que outras economias no mundo, porém, esse é um momento "excepcional".

"Todos precisam se adequar à atual situação, inclusive os bancos", ressaltou, segundo a Agência Brasil. "É preciso adequar as taxas de juros ao momento do Brasil e do mundo".

O presidente garantiu que todos os investimentos públicos serão realizados e que, se houver algum corte, será na despesa de custeio do governo. (Fonte: InfoMoney)

28-01-2009 | 08:08

 

A taxa de juros do cheque especial em dezembro foi a maior registrada desde junho de 2003, segundo a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira (27).

De acordo com os dados, a taxa de juros anual do cheque especial ficou em 174,9% no décimo segundo mês do ano passado, menor apenas do que a de 177% de junho de 2003.

Custo do crédito
Em 12 meses findos em dezembro, os juros anuais do cheque especial já registraram aumento de 36,8 pontos percentuais. Em um mês, o avanço foi de 0,2 p.p.

A tabela abaixo mostra os juros mensais no décimo segundo mês de 2007 e 2008, bem como em novembro do ano passado:

Destaque entre empréstimos
Com a taxa registrada em dezembro, o cheque especial é destaque em cobrança de juros ao consumidor.

No crédito pessoal, a taxa de juros mensal foi de 4,02% no décimo segundo mês do ano passado, enquanto para a aquisição de veículos a taxa foi de 2,63%.

Os dados mostram que é preciso cautela antes de aderir a esse tipo de empréstimo para quitar as dívidas. O ideal mesmo é não usar esta opção ou, então, fazê-lo por apenas alguns dias.

Alguns bancos inclusive não cobram juros, caso o cliente devolva o dinheiro em pouco tempo.

O mais importante para quem utiliza o cheque especial com frequência é saber que o dinheiro não faz parte da sua renda e que, ao final de um certo período, você terá de pagar a quantia que pegou mais os juros sobre ela. (Fonte: InfoMoney)

28-01-2009 | 08:04

 

As oito edições do Fórum Social Mundial (FSM) "avisaram" ao mundo sobre o colapso do modelo econômico que gerou a crise financeira internacional que os mercados vivem atualmente. A avaliação é de Oded Grajew , um dos idealizadores do FSM. Nesta terça-feira (27), ele participou de entrevista coletiva em Belém. Até domingo (1°), a capital paraense será a sede da megareunião.

Grajew rebateu as críticas de que o FSM é uma instância de reclamação, que não propõe soluções. Segundo ele, as alternativas foram apontadas ao longo dos anos, mas não tiveram repercussão entre os responsáveis pelas políticas públicas e pelos investimentos mundiais.

"Diziam que os recursos eram limitados. Agora na crise, de repente, apareceram trilhões de dólares para socorrer montadoras, bancos e empresas falidas e que poderiam ter sido usados para combater a pobreza, melhorar saúde, a educação", argumentou.

Na avaliação de Grajew, o dinheiro repassado atá agora a empresas e instituições financeiras para amortecer os impactos da crise seria "mais que suficientes" para combater a fome, a pobreza e melhorar o acesso à saúde e à educação no planeta.

O ativista atribuiu parte da falta de visibilidade para as propostas do Fórum à cobertura da imprensa, que, segundo ele, tenta "folclorizar" a reunião.

A representante do Fórum Social Europeu, a italiana Rafaela Bolini, lembrou que nas primeiras edições do megaevento os movimentos sociais e organizações da sociedade civil que "denunciavam a globalização neoliberal e o mercado capitalista" sofreram criminalização e até repressão política.

"E a denúncia era verdade. A denúncia dos perigos para a humanidade, para o planeta e para a natureza era verdadeira. E estamos aqui porque essa realidade precisa ganhar visibilidade", enfatizou Rafaela.

Um dos desafios do FSM, segundo Rafaela, é evitar a fragmentação e construir propostas e alternativas à crise. "A solução para esta crise não será real se vier dos mesmos que a criaram", avaliou.

"A construção de um novo mundo vai estar em nossa mãos, cabe a nós construí-lo. Temos um desafio monumental pela frente. Nosso desafio é repensar o desenvolvimento, mas com direito à esperança, à ousadia, à utopia", acrescentou o sociólogo Cândido Grzybovski, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e também membro do Conselho Internacional do Fórum.

Uma caminhada pelas ruas de Belém hoje à tarde vai abrir oficialmente o FSM. A organização do megaevento espera reunir mais de cem mil pessoas. Até o dia 1°, mais de 2,4 mil atividade estão programadas. (Fonte: Agência Brasil)

28-01-2009 | 08:02

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (27), que o Ministério da Previdência Social passará a enviar, em junho próximo, comunicados aos trabalhadores informando sobre o direito de aposentadoria.

Segundo Lula, quem trabalha na área rural também poderá obter em 30 minutos a aposentadoria nos postos de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A concessão de benefícios em 30 minutos começo a funcionar neste mês.

"A partir de junho vocês vão receber em casa, quem atingir o direito de se aposentar, um comunicado da Previdência dizendo que o cidadão já atingiu a idade de se aposentar, já atingiu o tempo de contribuição, que o seu salário será ‘tanto' e, portanto, ele tem a opção de querer ou não se aposentar, ou querer continuar trabalhando um pouco mais. Esse já é um comprometimento público que eu estou fazendo aqui para os companheiros da Previdência Social", afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em São Paulo para inaugurar uma agência da previdência social, em cerimônia pelos 86 anos do sistema previdenciário do Brasil. Acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e do ministro da Previdência, José Pimentel, Lula afirmou que o sistema de previdência só tende a melhorar.

Lula classificou o antigo sistema da Previdência como um "sacrifício". "Investimos R$ 280 milhões para modernizar a Dataprev [Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social]. Criamos um call center [serviço de atendimento ao usuário] e contratamos mais de cinco mil peritos".

Segundo Lula, o governo está apenas "retribuindo ao contribuinte a cidadania a que ele tem direito. Se, para cobrar, nós somos tão precisos, temos que chegar próximo à perfeição para prestar os nossos serviços", disse o presidente. (Fonte: Agência Brasil)

28-01-2009 | 07:58

 

Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), em 2008, somaram US$ 45,1 bilhões, um recorde da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1947. O número corresponde a um crescimento de 30,3% na comparação com 2007. Apesar do agravamento da crise econômica no final do ano, em dezembro os investimentos externos diretos alcançaram US$ 8,1 bilhões.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, os números mostram que o investidor estrangeiro mantém a confiança no país. "Em relação ao investidor que está mais preocupado com o longo e médio prazo e com produção, diria que a confiança permanece", afirmou Lopes.

"Esses fluxos de recursos na modalidade de investimento estrangeiro direto são aplicados, fundamentalmente, na produção e são recursos de médio e longo prazos que vêm para ficar na economia brasileira. Portanto, a confiança do investidor no país, no que diz respeito a médio e longo prazos, é muito grande", complementou.

Segundo Lopes, a parcial de janeiro está em US$ 2,1 bilhões. "São recursos significativos e, mais importante que isso, e estão distribuídos setorialmente. Não há concentração mais expressiva desses fluxos, o que mostra que a credibilidade é disseminada", disse. (Fonte: Agência Informes)

28-01-2009 | 07:57

 

Expectativa de analistas aponta que a taxa básica de juros deva encerrar 2009 em 11%, o que seria o patamar mais baixo desde que o Banco Central passou a divulgar meta para a taxa Selic (taxa básica de juros) para fins de política monetária, em março de 1999. Segundo o boletim Focus publicado, nesta segunda-feira (26), pelo BC, os analistas modificaram a previsão para os juros, que até o relatório anterior estava em 11,25%.

Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu o mercado ao cortar a taxa Selic em um ponto percentual, para 12,75% ao ano, diante do desaquecimento da economia interna e a onda de demissões na indústria brasileira. Para 2010, a projeção também caiu. O mercado espera juros em 10,75% no ano que vem, contra os 11% da estimativa anterior.

Os analistas diminuíram a perspectiva para a inflação em 2009 pela segunda semana seguida. A projeção é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se situe em 4,64% neste ano em vez dos 4,80% aguardados antes. Desta vez, a previsão está bem próxima do centro da meta, que é de 4,5%.

Para 2010, as projeções estão estacionadas no centro da meta do governo, em 4,50%, há 34 semanas. Para os demais índices de preços, a estimativa também foi reduzida. A expectativa para o IGP-DI de 2009 saiu de 4,91% para 4,49%, enquanto a projeção para o IGP-M caiu de 4,77% para 4,41%. Sobre o IPC-Fipe, os agentes estimam que o índice avance 4,50% em vez de 4,54%.

Segundo o Focus, os analistas esperam que o dólar comercial encerre o ano a R$ 2,30, sem mudança, e terminará janeiro em R$ 2,35, pouco acima da estimativa passada, de R$ 2,33. Para o encerramento de 2010, a mediana das expectativas dos analistas aponta dólar a R$ 2,28, repetindo o prognóstico contido no boletim anterior.

O mercado financeiro manteve estável a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 em 2%. Para o próximo ano, a previsão é de que a economia brasileira tenha expansão de 3,80%, pouco menos do que os 3,90% aguardados anteriormente.

Em termos de produção industrial, a projeção média foi reduzida de alta de 2,15% para 2% em 2009 e de 4,30% para 4,05% nos 12 meses à frente. Na balança comercial, a previsão é de superávit de US$ 14,5 bilhões em 2009, sem alteração. A conta de transações correntes do País deve encerrar este exercício com déficit de US$ 25 bilhões, também igual ao do levantamento precedente.

Na avaliação do deputado Pedro Eugênio (PT/PE), a análise do empresariado reflete um certo conservadorismo em algumas estimativas, como o crescimento da economia em 2%.

"O empresariado tende a ser mais pessimista no crescimento econômico. Se os empresários avaliarem mais objetivamente, considerando separadamente os setores exportadores, que são os que sofrem mais impacto direto da crise, verão que seus planos de investimento deverão continuar em 2009 e que nossa taxa de crescimento deverá ser maior do que 2%. Já ouvimos uma taxa de 4%, que é a estimativa da equipe econômica do governo", avaliou.

Outro ponto a ser destacado, disse, é a previsão de queda na taxa de juros. Segundo Pedro Eugênio, há espaço para uma redução ainda maior da taxa Selic.

"O BC tende a ser conservador, mas há espaço para uma redução maior da nossa taxa. Temos de ter referências na inflação, na qual a expectativa do mercado é correta - a inflação ficará dentro da meta, inclusive devido à redução do ritmo de expansão da economia - mas também temos de olhar as taxas de juros internacionais, que estão mais baixas do que nunca, se aproximando de zero em alguns países", afirmou. (Fonte: Agência Informes)

28-01-2009 | 07:51

Com ataques dirigidos à elevadíssima taxa básica de juros (Selic) adotada no Brasil, foi laçado nesta segunda-feira um Manifesto contra a Crise, assinado por “centrais, federações e sindicatos de trabalhadores e as federações de sindicatos empresariais”. As entidades cobram a redução da Selic dos atuais 12,75% para “um patamar de 8% ao ano”, além de um intervalo menor entre as definições das taxas “enquanto perdurar a crise”.

 

O texto contém a assinatura de todas as centrais sindicais legalizadas no Brasil, com exceção da CUT, que mais uma vez procura um caminho alternativo e isolado. Em contrapartida, os presidentes das federações paulistas da Agricultura, do Comércio e das Indústrias aderiram à carta.

 

Confira abaixo a íntegra do texto.

MANIFESTO CONTRA A CRISE

 

Na Seqüência dos entendimentos que as Centrais, Federações e Sindicatos de trabalhadores e as Federações de sindicatos empresariais, têm promovido desde o ano passado no sentido de analisar a crise Internacional e os seus efeitos negativos no Brasil — sempre objetivando oferecer sugestões capazes de manter o nível de emprego no País —, as entidades que assinam este documento estabelecem um histórico entendimento com foco em quatro pontos principais:

 

– Que seja acelerada a queda na taxa básica de juros (Selic), alcançando, o quanto antes, um patamar de 8% ao ano, (aproximadamente 3% de juros reais);
– Que as reuniões do Copom, do Banco Central (BC), destinadas a debater e determinar a Selic, sejam a cada 15 dias – enquanto perdurar a crise;
– Que sejam reduzidos drasticamente os spreads bancários, em especial os dos bancos estatais que, hoje, estão entre os mais altos praticados no País; e
– Que seja ampliado o número de integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN), de três para sete membros, abrindo o órgão à participação de outras áreas do Governo, da área acadêmica e das forças produtivas.

 

A sociedade brasileira espera do Governo medidas práticas e imediatas para combater a crise, evitando a ampliação de suas conseqüências sobre o nosso país. Precisamos impedir o desemprego e defender o futuro do Brasil.

 

São Paulo, Capital, 26 de janeiro de 2009.

 

Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB
Antonio Fernandes dos Santos Neto – Presidente

 

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Wagner Gomes – Presidente

 

Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – FAESP
Fabio Meirelles – Presidente

 

Federação do Comércio do Estado de São Paulo – Fecomercio
Abram Szajman – Presidente

 

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp
Paulo Skaf – Presidente

 

Força Sindical
Paulo Pereira da Silva (Paulinho) – Presidente

 

Nova Central Sindical de Trabalhadores
José Calixto – Presidente

 

União Geral dos Trabalhadores
Ricardo Patah - Presidente

27-01-2009 | 13:47

Ter, 27 de Janeiro de 2009 08:32

Reunida em Brasília nesta segunda-feira (26), a Executiva Nacional do PT reiterou o apoio da legenda às candidaturas de Tião Viana (PT/AC) a presidente do Senado e Michel Temer (PMDB/SP) ao mesmo cargo na Câmara dos Deputados, no início de fevereiro. Mas o órgão partidário não fechou questão pela candidatura do peemedebista, questionada por membros da bancada.

A posição oficial da Executiva foi apresentada à imprensa pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini. "Fizemos uma avaliação do quadro na sucessão da Câmara e no Senado", disse o dirigente.

O acordo de 2007 na Câmara
"Na Câmara não muda nada. O PT mantém o acordo feito em 2007", afirmou Berzoini. "Tenho a total convicção de que os votos dos deputados do PT vão para Michel Temer", disse o dirigente petista. Nas palavras de Berzoini, "mesmo aqueles que têm qualquer divergência seguirão a orientação partidária".

O acordo PT-PMDB permitiu que o atual presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, vencesse por 18 votos Aldo Rebelo (PCdoB/SP) na disputa em fevereiro de 2007. Como contrapartida, o PT prometeu apoiar Temer, que também é presidente nacional do PMDB, na disputa deste ano.

O acerto, porém, não abarcou o Senado, onde Tião Viana passou a enfrentar nos últimos dias a candidatura do ex-presidente José Sarney (PMDB/AP). Observadores, inclusive petistas, resistem à idéia ver o PMDB presidindo as duas Casas.

Com Sarney, "muito difícil"
Berzoini admitiu dificuldades na disputa no Senado. "Vamos trabalhar, mas não podemos negar a realidade. É muito difícil, porque o Sarney já foi presidente da República e presidente da Casa duas vezes. Não podemos simplesmente negar a realidade", comentou.

O dirigente petista se queixou de que "Sarney se posicionou num tempo muito próximo da eleição, isso não é bom para o processo de entendimento". Mas disse que "vamos trabalhar para que Tião Viana tenha os votos necessários". E argumentou que, "em 2007, muita gente achou que não conseguiríamos eleger o Arlindo Chinaglia, mas conseguimos construir o caminho".

Na quinta-feira, a bancada de 13 senadores do PSDB, hoje dividida, decide entre as candidaturas de Tião e Sarney. O DEM já fechou apoio ao candidato peemedebista.

Câmara votará depois do Senado
Observadores do Congresso Nacional registram que a votação na Câmara será depois daquela no Senado. E avaliam que uma vitória de Sarney pode estimular deputados a não votar em Temer, mas seus concorrentes, Aldo Rebelo ou Ciro Nogueira (PP/PI), que também disputam o cargo.

À primeira vista, Temer é imbatível, pois tem o apoio formal de 13 partidos que somam mais de 400 dos 513 votos. Mas como a votação é secreta o peemedebista se esforça ao máximo para evitar um segundo turno em que a situação possa fugir do controle das cúpulas partidárias. (Fonte: Vermelho)

27-01-2009 | 09:41