Se o salário mínimo fosse estabelecido de acordo com os critérios previstos na Constituição brasileira seu valor em agosto seria de R$ 2.065,47, de acordo com a estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborada de acordo com a cesta básica mais cara.

Isto corresponde a 4,44 vezes o menor salário oficialmente pago no país, de R$ 465.

Podemos ler no parágrafo IV do artigo 7º da Constituição Federal que o salário mínimo deve ser "fixado em lei, nacionalmente unificado" e "capaz de atender" as necessidades "vitais básicas" do trabalhador ou trabalhadora e "de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo".

Grau de exploração
É com base na cobertura das necessidades básicas descritas na Carta Magna que o Dieese calcula o valor do salário mínimo necessário.

A defasagem em relação ao salário real que vigora no país reflete o forte arrocho salarial que foi imposto à classe trabalhadora ao longo das últimas décadas, com destaque para os anos de chumbo imposto pelo regime militar e os anos 1980, que foram marcados pela inflação alta.

Por incrível ou absurdo que possa parecer à primeira vista o poder de compra do salário mínimo já foi bem mais robusto no passado.

Em vez de se manter inalterado ou subir, como sugere a Constituição, ele foi empurrado para baixo pelas políticas econômicas praticadas primeiro pelos militares e posteriormente por outros Governos que se revelaram hostis aos interesses do povo trabalhador.

Daí se deduz a necessidade de aprovar uma política permanente de valorização do salário mínimo, conforme proposta em tramitação no Congresso Nacional.

(Fontes: CTB e Dieese)



 

08-10-2009 | 11:49

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que a economia brasileira está madura para assimilar a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário.

Durante debate com empresários em Natal (RN), na última segunda-feira (5), o ministro disse que esta é uma mudança "em que todo mundo sai ganhando".

"Trabalhadores e empresários dependem um do outro, e este é um momento extraordinário para avançarmos nessa relação", assinalou Lupi.

Ao falar sobre redução de encargos trabalhistas, o ministro reiterou que não aceita qualquer retirada de direitos.

Ele acenou, entretanto, com a perspectiva de debater a redução de impostos sobre a folha de pagamento - desde que o tema seja tratado com profundidade, envolvendo todos os segmentos da sociedade.

"A adoção do sistema ‘Simples' foi uma grande vitória para pequenas e médias empresas. E podemos fazer mais, especialmente para o setor produtivo, mas este não deve ser um esforço apenas do Governo Federal. Vamos debater também a redução dos tributos estaduais e das contribuições (dos empregadores) ao Sistema S", defendeu.

Crise financeira
"O mundo inteiro reconhece o sucesso da política econômica do Governo Lula, e a verdade é que nossa legislação trabalhista, tão criticada, ajudou a reforçar o mercado interno e imunizar nossa economia", completou Lupi. (Fonte: Agência Sindical)



 

08-10-2009 | 11:47

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (7), a admissibilidade das propostas de emenda à Constituição (PECs) 523/06, do deputado Silvio Torres (PSDB/SP), e 365/09, do deputado Roberto Magalhães (DEM/PE), que mudam o sistema eleitoral.

A PEC 523/06 institui sistema eleitoral misto nas cidades com mais de 200 mil habitantes, o que levaria parte dos vereadores a ser eleita pelo sistema distrital e outra parte pelo sistema proporcional (em vigor hoje).

Já a 365/09, que tramita anexada à outra, institui o sistema em todo País.

No sistema distrital, os municípios são divididos em distritos. Cada um tem seus candidatos, que o representam na Câmara Municipal.

Pelo sistema proporcional, os candidatos disputam votos em todo município. Os eleitos são definidos pela Justiça Eleitoral, que leva em conta o número de votos de cada partido (quociente eleitoral).

O relator das duas propostas, deputado Bruno Araújo (PSDB/PE), recomendou a aprovação de ambas quanto à constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, mas, durante os debates, inúmeros parlamentares analisaram também o mérito dos textos.

O passo seguinte é criar e instalar comissão de mérito para análise destas propostas, que certamente não terão como ser aprovadas ainda este ao.

Fonte: DIAP
 

08-10-2009 | 11:01

Intitulado de "O mito do inchaço da Força de Trabalho do Executivo Federal", estudo da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento mostra que grande parte dos servidores pode se aposentar a qualquer momento. O envelhecimento do quadro já se verifica no ingresso na carreira.

Dos que entram para o serviço público federal, 40% já têm mais de 50 anos. Só para substituir quem se aposenta, há uma estimava de que serão criadas 200 mil vagas nos próximos anos, o que estimula ainda mais os candidatos que lotam as salas dos cursinhos preparatórios.

Nos seis anos do Governo Lula - de 2003 a 2009 - foram autorizadas 160.700 vagas para preenchimento por concursos. Mas o crescimento da máquina pública foi de 57.102 novos servidores, número bem menor em relação às vagas autorizadas, por causa de aposentadorias, falecimentos e outras exclusões, segundo o estudo.

Em alguns órgãos, a necessidade de novas seleções é significativa devido ao intenso processo de envelhecimento do quadro. Um exemplo é o Banco Central que tem entre seus servidores muitos que ingressaram na década de 70.

A intenção da administração do órgão é realizar concursos anualmente para suprir essa carência. No mês que vem, a autarquia deve liberar o edital de um novo processo com uma oferta de estimadas de 500 vagas, que estão autorizadas pelo Ministério do Planejamento.

Serão oferecidas 150 oportunidades para analista (Nível Superior, salário inicial de R$ 10.905,76) e 350 para técnico (Nível Médio e vencimentos de R$ 4.887,27 no início da carreira). O órgão concede aos seus funcionários auxílio-alimentação, vale-transporte, plano de saúde e auxílio-creche.

O BC busca servidores com o perfil de Gustavo Gomes, primeiro colocado no concurso de 2006. Após trabalhar apenas seis anos na iniciativa privada, ele estudou muito e passou na prova.

Segundo o estudo, outra prioridade é a contratação de novos médicos peritos para o INSS . Recentemente, a pedido do Ministério da Previdência Social, o Governo encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei propondo a criação de 500 vagas.

Depois de aprovado, caberá ao Planejamento autorizar a abertura do concurso que vai selecionar os novos peritos. O vencimento inicial da gira em torno de R$ 7 mil,para jornada de 40 horas semanais.

Prioridade para a educação, fiscais e segurança pública
O estudo da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento revelou que a política de recomposição da força de trabalho no Poder Executivo federal priorizou áreas estratégicas para o atendimento à população como educação, fiscalização e segurança pública.

Do total de 57 mil ingressos no período, 29 mil foram destinados para a educação, sendo 14 mil professores.

"Queremos fortalecer a atividade dos órgãos existentes e criar novas estruturas em setores que são fundamentais para o desenvolvimento do País e nos padrões esperados pela sociedade", explicou o secretário Marcelo Viana.

Parte das vagas servirá para substituir funcionários terceirizados em situação irregular e cumprir acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Governo prevê agenda estratégica de concursos
De acordo com a Secretaria de Gestão, há ainda uma agenda estratégica de concursos a serem abertos.

Será dada continuidade à política de contratações em educação, visando ao preenchimento de vagas nas universidades federais e nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Para a saúde, estão previstas 1.276 vagas para hospitais e institutos federais.

O Governo federal também pretende dar prosseguimento à estruturação da área de segurança pública, que será logo beneficiada com os concursos para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

Essas corporações têm concursos em andamento e ainda abrirão mais vagas. Receita Federal e agências reguladoras também estão no rol das que vão selecionar candidatos.

(Fonte: O Dia)


 

08-10-2009 | 10:59

A política de recomposição da força de trabalho no período de 2003 a 2008, no Poder Executivo federal, priorizou áreas estratégicas para o atendimento à população como educação, fiscalização e segurança pública.

É o que mostra estudo elaborado pela Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento (Seges) com um levantamento dos concursos autorizados desde 2003.

Assim, do total de 57 mil ingressos líquidos no período, 29 mil foram destinados para a Educação, sendo 14 mil de professores.

Para o secretário de Gestão, Marcelo Viana, a política de recomposição que vem sendo adotada nos últimos anos valoriza a distribuição setorial e a qualificação.

"Queremos fortalecer a atividade dos órgãos existentes e criar novas estruturas em setores que são fundamentais para o desenvolvimento do país e nos padrões esperados pela sociedade".

Isso passa, segundo o secretário Marcelo Viana, por recrutar pessoal qualificado e resolver outras questões emergenciais, como recomposição constante do quadro e substituir trabalhadores terceirizados em situação irregular.

Quantidade de servidores
A Administração Pública Federal conta hoje com 542.843 servidores civis ativos, posição de maio de 2009, em comparação a 485.741, em janeiro de 2003.

Na prática, isso representa 57 mil servidores a mais, atuando em áreas estratégicas como Educação e Segurança Pública.

O documento complementa estudo anterior elaborado pelo Planejamento em 2008 e divulgado no começo deste ano, intitulado "O mito do inchaço da Força de Trabalho do Executivo Federal".

No período 2003-2009 foram autorizadas 160,7 mil vagas para a realização de concurso público. Segundo o estudo da Secretaria de Gestão, o crescimento nos quadros da Administração Federal, de 57.102 novos servidores, expressivamente menor em relação às vagas autorizadas, decorreu de aposentadorias, falecimentos, e outras exclusões.

Outro motivo foi a rotatividade de aprovados em mais de um concurso que se transferem de carreiras consideradas pouco atrativas para outras.

Necessidade de concursos
No caso das aposentadorias, aproximadamente 40% dos servidores civis ativos do Poder Executivo já ingressaram na faixa de 50 anos ou mais de idade.

O fato reforça a necessidade de concursos, segundo o documento, que diz que em alguns órgãos e entidades do Governo federal o processo de envelhecimento é ainda mais crítico.

O Banco Central é citado como exemplo nesse processo, por ter em seus quadros expressivo número de servidores que ingressaram no serviço público na década de 70.

Crescimento setorial
A política de concursos para fortalecer a capacidade dos órgãos, no caso do setorial Educação, visou especialmente fortalecer as Instituições Federais de Ensino (Ifes) e os Institutos Federais de Educação Tecnológica (Ifets).

A medida, evidenciada na criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), representou o reforço de 29.226 novos servidores, dos quais 14 mil professores.

Na área da Justiça, o acréscimo líquido de servidores é de 7,6 mil. O percentual de crescimento de 37% beneficia especialmente as atividades da segurança pública. Em razão dos concursos, a Polícia Federal ampliou sua presença no país, com o adicional de 3.631 servidores.

O levantamento também revela que houve um aumento líquido de 1.889 Policiais Rodoviários Federais e informa que está em curso o processo de implantação e profissionalização da Defensoria Pública da União.

O quadro efetivo da administração cresceu também em órgãos como Advocacia-Geral da União (defesa da União), Fazenda (Receita Federal), Controladoria-Geral da União e Planejamento (Gestão, PAC).

Crescimento vegetativo
O quadro de pessoal do Ministério da Fazenda cresceu 24,5%, principalmente por conta da Receita Federal, que se aparelha para melhorar a arrecadação e combater a sonegação de impostos.

Na Presidência da República o destaque foi para a Controladoria-Geral da União, cuja força de trabalho é responsável pelas ações de transparência e combate à corrupção.

No Ministério do Planejamento, houve aumento de cerca de quatro mil novos servidores, com destaque para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e carreiras com exercício descentralizado, como por exemplo, a Carreira de Infraestrutura, a serviço do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Outra prioridade foram as contratações de Peritos Médicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para ampliar a capilaridade da rede de agências. Outra frente de novas vagas atendeu à estruturação das agências reguladoras.

As autorizações para mais de 15 mil vagas na Saúde possibilitaram a reposição de pessoal na Administração Direta, em hospitais, núcleos regionais e institutos ligados ao setor.

As 15 mil vagas abertas na Saúde visaram evitar a erosão dos quadros. Houve um aumento de 1.410 servidores.

Na Previdência Social, as quase 16 mil vagas oferecidas permitiram manter o número de servidores no patamar de 39,5 mil. Houve migração de servidores da Carreira de Auditor Fiscal da Previdência para a Fazenda, por ocasião da criação da Receita Federal do Brasil.

(Fonte: Ministério do Planejamento)


 

08-10-2009 | 10:58

O Executivo Federal tem hoje 542.843 servidores civis ativos, um acréscimo de 11,75% em relação aos 485.741 servidores no início do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Com isso, o total de funcionários retornou ao nível de 1997, quando eram 531.725.

Segundo o Ministério do Planejamento, em 1995 havia cerca de 570 mil servidores.

De 2003 até agora, houve a contratação de mais 57.102 servidores, dos quais mais de 29 mil só na área de educação, principalmente 14 mil professores, conforme revelou, na última terça-feira (6), o secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Marcelo Viana.

De 2003 para cá foram autorizadas 160,7 mil vagas por concursos públicos, mas o crescimento nos quadros da Administração Federal foi expressivamente menor em relação às autorizações por causa do grande número de aposentadorias, falecimentos e outras exclusões como a rotatividade de aprovados em mais de um concurso, que acabam por optar pela carreira mais atrativa.

Marcelo Viana diz que a política de recomposição de pessoal adotada nos últimos anos valoriza a distribuição setorial e a qualificação.

O objetivo, segundo ele, é "fortalecer a atividade dos órgãos existentes e criar novas estruturas em setores fundamentais para o desenvolvimento do país, nos padrões esperados pela sociedade".

Pessoal qualificado
Daí a necessidade, de acordo com o secretário, de se recrutar pessoal qualificado e resolver outras questões emergenciais como a recomposição constante do quadro de pessoal e a substituição de trabalhadores terceirizados em situação irregular.

Um balanço da Secretaria de Gestão revela que aproximadamente 40% dos servidores civis ativos do Executivo federal estão na faixa de 50 anos de idade, ou mais, o que reforça a necessidade de concursos.

Marcelo Viana ressalta que em alguns órgãos de Governo o processo de envelhecimento é ainda mais grave, e cita o caso do Banco Central, que tem em seus quadros expressivo número de servidores que ingressaram na instituição na década de 70.

Além dos 29.226 novos cargos para fortalecer as instituições federais de ensino e os institutos federais de educação tecnológica, houve um aumento líquido de 7,6 mil novos cargos na alçada do Ministério da Justiça, principalmente para as áreas de segurança: 3.631 pessoas para a Polícia Federal e 1.889 para a Polícia Rodoviária Federal.

Destaque também para as 15 mil contratações feitas pelo Ministério da Saúde e para o aumento de pessoal da Receita Federal do Brasil (RFB), Advocacia-Geral da União (AGU), Controladoria-Geral da União (CGU), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agências reguladoras e para a nova carreira de infraestrutura, a serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

(Fonte: Agência Brasil)


 

08-10-2009 | 10:56

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na última terça-feira (6), quatro requerimentos para realização de audiências públicas, entre eles o que propõe o debate sobre a redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

O vice-presidente da Comissão, senador Paulo Paim (PT/RS), apresentou proposta de emenda à Constituição (PEC) 75/03 nessa direção para debate na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Conforme a proposta, a jornada de trabalho normal não poderá ser superior a 40 horas semanais, diminuindo gradativamente e anualmente em uma hora por ano até o limite mínimo de 36 horas.

Paim informou ter outros projetos de sua autoria sobre o tema em tramitação.

Um deles é o PLS 226/07, pelo qual a jornada do trabalhador rural que executa o corte de cana-de-açúcar seria de 40 horas semanais.

Atualmente, tramita na Câmara a proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95, aprovada pela comissão especial, em 30 de junho, que reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40, além de elevar o valor do acréscimo da hora extraordinária de 50% para 75% sobre o valor da hora normal.

A PEC na Câmara surgiu de uma proposta apresentada por Paim e o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), na época eram deputados.

A ideia é construir um grande entendimento entre empresários e trabalhadores na busca por mais postos de trabalho.

A PEC 231 poderá ser votada em primeiro turno no dia 11 de novembro na Câmara, data em que as centrais sindicais realizarão a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília.

Fonte: DIAP

 

08-10-2009 | 10:54

O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) informou, nesta quarta-feira (7), que uma estimativa registrada com base na Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) aponta que o Brasil pode precisar de pelo menos 20 anos para conseguir erradicar o analfabetismo no País.

"A exclusão brasileira vem de um período muito longo. Temos um problema de um passado de uma dívida social enorme", comenta diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abraão.

A taxa de analfabetismo, resumida pela definição internacional como a inabilidade de ler e escrever um bilhete simples, chega na população brasileira à casa dos 10%, o que representava, em 2008, aproximadamente 14 milhões de pessoas. A cifra é mais elevada que países sul-americanos, como Chile e Argentina, mas, nos últimos 16 anos, tem tido redução média anual de 0,45 ponto percentual.

Mesmo com essa diminuição, diz o Ipea, a se manter essa velocidade, a escolarização das cerca de 14 milhões de pessoas hoje analfabetas só deverá ocorrer dentro de 20 anos.

A região Nordeste apresenta o maior patamar de analfabetismo, com um índice o dobro da média brasileira, ao passo que os mais pobres têm taxa de analfabetismo dez vezes superior (19%) à faixa mais rica da população (1,9%).

"O Brasil tem conseguido diminuir a taxa de analfabetos mas ainda é uma taxa muito grande, são 10%. Nessa velocidade que vamos de melhoria, vamos demorar muito tempo", diz Abraão.

Na avaliação de técnicos do Ipea, a redução - ainda que pequena - das taxas de analfabetismo não são resultado de políticas públicas, e sim da alfabetização da população mais nova associada à morte dos idosos que não sabem ler e escrever.

Estudo sobre o Pnad 2008 feito pelo Ipea aponta para a "ineficácia dos programas de alfabetização de adultos", provocada sobretudo pela baixa cobertura dos adultos analfabetos e pela baixa eficácia de conseguir alfabetizar os matriculados.

"O Brasil está fazendo um esforço. Temos uma estrutura de um sistema educacional. Não é trivial oferecer 40 milhões de vagas escolares todo santo dia nos diversos níveis. Por outro lado há questões não resolvidas que permanecem, que são as desigualdades. Se quisermos avançar e homogeneizar temos que lidar com uma idéia de universalização e pensando em como atuar na desigualdade, como atuar (no combate ao analfabetismo) na população rural", ressalta o diretor do Ipea.

"A educação vai se resolver com uma política sistêmica. Não adianta transferir para outro ente federado (como passar o Ensino Fundamental para a responsabilidade dos municípios)", diz.

Para além do analfabetismo, o Ipea também registrou as desigualdades na oferta de ensino à população brasileira e verificou que de 1992 a 2008 foram agregados 2,2 anos na média de anos de estudo da população. "Se mantivermos essa velocidade, vamos levar ainda cinco anos para se atingir em média a escolaridade obrigatória", avalia.

Dividido por regiões, apenas a região Sudeste ultrapassou, em termos médios, uma escolarização de oito anos. Quando comparados ricos e pobres, os abastados estão 5,4 anos na frente dos mais pobres. A educação ¿é ainda mais importante em situações de alta desigualdade, quando então ganham relevo as responsabilidades do poder público", diz o Ipea.

"Quem puxa para abaixo da média é o Nordeste, que ainda está em seis anos de estudo", alerta o diretor de Estudos e Pesquisas Sociais. As populações rurais e negras têm situação ainda mais desigual, sendo, por exemplo, que os negros têm, em média, 1,8 ano de estudo a menos que a população branca.

A desigualdade na escolarização também ocorre fortemente entre adultos e idosos. De acordo com o Ipea, a população com mais de 40 anos tem a menor média de anos de estudo (6 anos), ao passo que a faixa populacional de 25 a 29 anos tem 9,2 anos de estudo.

Para o Ipea, "ampliar o acesso a cursos na modalidade de educação de jovens e adulto aos segmentos populacionais de maior idade implicará a aceleração do crescimento da escolaridade meda da população brasileira".

"Pensando em termos de desafios para as políticas educacionais, o grande desafio é o de repensar os atuais programas de alfabetização de adultos para torná-los mais efetivos e, em seguida, realizar a ampliação de sua cobertura. Outro desafio é acelerar o acúmulo de escolarização da população, o que implica a ampliação do acesso e da permanência da população nas escolas, em todos os níveis e modalidades", aponta o estudo do Ipea.

Trabalho doméstico
Também reflexo das desigualdades da sociedade brasileira, o trabalho doméstico remunerado representa atualmente 15,8% da força de trabalho feminina ocupada, sendo que a atividade doméstica "se constituiu histórica e persistentemente como uma atividade feminina e negra".

As mulheres são 93,6% dos trabalhadores nessa ocupação. Entre 1998 e 2008, embora tenha havido incremento de escolaridade na categoria, o emprego doméstico ainda não alcançou em média sequer o ensino fundamental.

Para o Ipea, a desvalorização do serviço doméstico em geral pode ser traduzido na "grande desproteção social" dessa faixa laboral, exemplificado pelo "renitente tratamento desigual recebido no que tange ao acesso e garantia de direitos trabalhistas".

Em 2008, apenas 25,8% das trabalhadoras domésticas tinham carteira de trabalho assinada, sendo que, na região Nordeste, a média de formalização desse tipo de ocupação corresponde à metade do patamar nacional.

"A situação de trabalho na atividade doméstica remunerada é marcada pela informalidade, os baixos salários e o preconceito", resume o Ipea.

(Fonte: Blog O outro lado da notícia)

 

08-10-2009 | 10:53

O texto do relator institui a fórmula 85/95; quando soma da idade com o tempo de contribuição for 85 para mulher, 95 para homem, 80 para professora e 90 para professor, o trabalhador receberá seus benefícios integrais

 

O deputado Pepe Vargas (PT/RS), relator do PL 3.299/08, do senador Paulo Paim (PT/RS), que extingue o fator previdenciário, apresentou hoje substitutivo ao texto na Comissão de Finanças e Tributação.

 

O substitutivo de Vargas, objeto de acordo entre centrais - CUT, Força Sindical, CGT e UGT - e Governo prevê a substituição do fator pela fórmula 85/95. Esse acordo vai possibilitar também a aprovação do PL 1/07, que cria uma política de recuperação e atualização do salário mínimo até 2023.

O acordo prevê:

- o reajuste com ganho real de 2,5% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo em 2010 e 2011;

- a criação de Mesa de Negociação que discuta a recuperação dos benefícios previdenciários de 2012 em diante;

- a extinção do fator previdenciário do cálculo da aposentadoria quando a soma da idade com o tempo de contribuição for 85 para mulher, 95 para homem, 80 para professora e 90 para professor;

- o congelamento da tábua da expectativa de sobrevida quando o segurado atinge o tempo mínimo exigido para a aposentadoria por tempo de contribuição e decide permanecer na ativa para chegar à soma 85/95. Esta medida mantém inalterado o tempo de contribuição frente à crescente melhoria da expectativa de sobrevida da população brasileira;

- o corte de 30% das piores contribuições em vez de os 20% atuais para cálculo do benefício; e

- a garantia do emprego nos 12 meses que antecedem a aposentadoria.

Pelo acordo, o substitutivo poderá ser votado no plenário de Câmara, mediante aprovação de requerimento do deputado João Dado (PDT/SP), que pede urgência para apreciação do projeto.

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) apresentou requerimento para que a proposição seja examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, antes de ir a voto no plenário.

Clique aqui e veja a íntegra do substitutivo

 

Fonte: DIAP

08-10-2009 | 10:51

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na última terça-feira (6), quatro requerimentos para realização de audiências públicas, entre eles o que propõe o debate sobre a redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

 

O vice-presidente da Comissão, senador Paulo Paim (PT/RS), apresentou proposta de emenda à Constituição (PEC) 75/03 nessa direção para debate na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

 

Conforme a proposta, a jornada de trabalho normal não poderá ser superior a 40 horas semanais, diminuindo gradativamente e anualmente em uma hora por ano até o limite mínimo de 36 horas.

 

Paim informou ter outros projetos de sua autoria sobre o tema em tramitação.

 

Um deles é o PLS 226/07, pelo qual a jornada do trabalhador rural que executa o corte de cana-de-açúcar seria de 40 horas semanais.

 

Atualmente, tramita na Câmara a proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95, aprovada pela comissão especial, em 30 de junho, que reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40, além de elevar o valor do acréscimo da hora extraordinária de 50% para 75% sobre o valor da hora normal.

 

A PEC na Câmara surgiu de uma proposta apresentada por Paim e o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), na época eram deputados.

 

A ideia é construir um grande entendimento entre empresários e trabalhadores na busca por mais postos de trabalho.

 

A PEC 231 poderá ser votada em primeiro turno no dia 11 de novembro na Câmara, data em que as centrais sindicais realizarão a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília.

Fonte: Diap

08-10-2009 | 09:48