A renda do trabalhador com pelo menos o 2º grau completo subiu 8,5% no ano passado em relação a 2007, mais do que a média no período, que foi de 2,8%, e superando faixas de escolaridade menores. O dado consta de análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2008. O grupo de trabalhadores com pelo menos o segundo grau completo também foi o que mais cresceu no total de ocupados, passando de 21,964 milhões de pessoas em 2001 para 37,864 milhões em 2008, um aumento de 72% na comparação entre 2001 e 2008. Esse informação e o de rendimento foram vistos pelos pesquisadores do Ipea Lauro Ramos e Carlos Henrique Corseuil como indícios de que o mercado demandou mão de obra mais qualificada nos últimos anos.

Corseuil disse que "o mercado de trabalho atingiu seu melhor momento na década no ano passado e a década é muito boa". Ele observou que a população ocupada aumentou mais do que a população em idade ativa nos anos de 2002, 2004, 2005, 2006 e 2008. Ramos observou que os dados da Pnad do ano passado não se referem ao fim do ano de 2008, mas ao período até antes da crise, já que a coleta de informações da Pnad foi encerrada antes da crise.

Entre os pontos destacados pelos pesquisadores foi o de que o crescimento da população ocupada em 2008 foi de 90,9 milhões de trabalhadores comparado a 88,4 milhões em 2007, 2,9% maior que a média do período de 2001 a 2008. Corseuil disse que em 2008 houve menor taxa de desemprego desde 1996. Ele e Ramos também destacaram que houve maior nível de ocupação, menor grau de informalidade e maior patamar de rendimentos reais desde 2001.

Fonte: Agência Estado

 

02-10-2009 | 09:14

 

O Plenário votou nesta quinta-feira três dos 11 projetos de decreto legislativo (PDCs) que estavam em pauta. Geralmente as votações são feitas por consenso para esse tipo de proposta que ratifica acordos internacionais. Se algum parlamentar tiver dúvidas quanto a uma delas, ela é retirada de pauta para ser votada numa próxima sessão. Nesta quinta-feira, houve acordo para votar apenas 3 projetos, os outros foram adiados.

Um dos projetos aprovados foi o PDC 795/08, que ratifica a Convenção 151 da OIT, e o seu complemento, a Recomendação 159, ambas de 1978. Nesses textos, a OIT estabelece normas para a negociação coletiva e garante a liberdade sindical no serviço público, além de reconhecer como instrumentos válidos para a solução de conflitos a mediação, a conciliação ou a arbitragem.

A convenção estende aos trabalhadores do serviço público as mesmas garantias e condições de associação e de liberdade sindicais asseguradas para os trabalhadores da iniciativa privada.

Convenções obsoletas
Também foi aprovado o PDC 2218/06, que ratifica uma mudança no ato constitutivo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) da qual o Brasil é integrante.

A emenda facultará à Conferência Internacional do Trabalho, fórum anual da OIT, invalidar as convenções internacionais de trabalho consideradas obsoletas. Essa revogação tem de ser proposta pelo Conselho de Administração da entidade e precisa obter o apoio de 2/3 dos delegados conferencistas.

Por fim, os deputados aprovaram o acordo de cooperação técnica com Sri Lanka (PDC 1672/09). Esse acordo básico permite que o governo brasileiro trabalhe em conjunto com o de Sri Lanka, em projetos de interesse comum.

Tramitação
As três propostas serão enviadas para análise do Senado, antes de serem ratificadas pelo presidente da República.

Fonte: Agência Câmara

 

02-10-2009 | 09:12

Proposta garante o direito de negociação coletiva no setor público. Projeto segue para analise do Senado Federal. ¨ ...ainda temos um árduo caminho, que é o Senado, precisamos estar engajados nesta campanha de luta...

01-10-2009 | 19:24

A proposta acaba, gradualmente, com a incidência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) sobre os recursos do Governo Federal destinados à Educação


O plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (30), em segundo turno, por 390 votos e 3 abstenções, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 277/08, da senadora Ideli Salvatti (PT/SC).


A proposta acaba, gradualmente, com a incidência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) sobre os recursos do Governo Federal destinados à Educação.

O texto assegura o direito à educação básica gratuita para as pessoas de 4 a 17 anos.


Como houve mudanças em relação ao texto original dos senadores, a matéria retornará ao Senado para nova votação em dois turnos.

Fim gradual da incidência
A PEC foi aprovada na forma de substitutivo da comissão especial, do deputado Rogério Marinho (PSDB/RN). Atualmente, a DRU é descontada da arrecadação dos tributos e contribuições federais no índice de 20%.

De acordo com o substitutivo, ela será gradualmente reduzida ao longo de três anos para o setor educacional. Em 2009 e 2010, serão descontados, respectivamente, 12,5% e 5%.

Já em 2011, não haverá mais a incidência da DRU sobre os recursos que a União deve direcionar à Educação. Eles são estipulados, pela Constituição, em 18% da arrecadação federal.

Os estados, o Distrito Federal e os municípios devem destinar 25% dos seus tributos ao setor.

Fonte: DIAP
 

01-10-2009 | 18:56

A confirmação ocorreu após mais de 7 horas de sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Toffoli foi indicado pelo presidente Lula

 

Com 58 votos favoráveis, nove contrários e três abstenções, a indicação do advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi confirmada pelo plenário do Senado.


A confirmação ocorreu após mais de 7 horas de sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Toffoli foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Arguição na CCJ
A CCJ aprovou, na tarde de quarta-feira (30), a indicação para o cargo de ministro do Supremo e a encaminhou para o plenário do Senado.

Depois da sabatina, o nome do AGU foi aprovado por 20 votos contra três, na CCJ.

Durante a sabatina, Toffoli prometeu um comportamento isento, livre de inclinações partidárias, se vier a compor o Supremo Tribunal Federal.

Indicado pelo presidente Lula para a vaga aberta com a morte do ministro Carlos Alberto Direito, Toffoli disse que sua atuação na Advocacia-Geral da União foi "imparcial, de Estado e não de Governo".

Ele citou o episódio de ação propondo a revisão da Lei de Anistia para punir torturadores.

"Fomos contrários [à revisão] da lei, que foi um pacto político e social para que o País superasse aquele momento histórico", disse, em referência à Ditadura Militar.

Fonte: DIAP

 

01-10-2009 | 18:52

O desemprego foi citado como a principal causa da inadimplência em setembro deste ano, apesar da queda na participação de oito pontos percentuais frente ao mesmo período do ano passado.

Esta informação é segundo dados da Pesquisa de Inadimplência, realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e divulgada nesta quarta-feira (30).

Entre os 922 entrevistados para o estudo, 36% afirmaram que ficaram desempregados e, por isso, não conseguiram manter as contas em dia.

Outros 6% apontaram o desemprego de alguém da família.

A falta de controle nos gastos também foi um dos motivos apontados, embora com índice bem menor, de 15%.

Comparando com os dados da pesquisa realizada há um ano, o desemprego também liderava como motivo maior da inadimplência, com 50% das respostas dos 618 entrevistados.

Outras causas
Além do descontrole e do próprio desemprego, ter sido fiador ou ter recebido salário atrasado também foram as razões que levaram as pessoas a ficarem inadimplentes, conforme a tabela a seguir:


 

Motivo Setembro de 2008 Setembro de 2009
Ficou desempregado 46% 36%
Alguém da família ficou desempregado 4% 6%
Doença em família 6% 7%
Descontrole do gasto 17% 15%
Queda de renda 5% 8%
Ter sido fiador ou avalista 17% 11%
Atraso no salário 2% 7%
Outros 3% 10%

(Fonte: InfoMoney)

 

01-10-2009 | 18:44

O PMDB de Goiás marcou para esta quarta-feira (30), às 11h, na sede do diretório estadual do partido, em Goiânia, a filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O presidente em exercício do partido no estado, Adib Elias, esperou o dia todo pelo telefonema de Meirelles com a confirmação da adesão.

O telefonema só aconteceu à noite, após a conversa do dirigente do BC com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula, mais uma vez, pediu que Meirelles permanecesse no cargo até o fim do Governo. Compreendeu, no entanto, que em política "a porta deve ficar aberta", segundo interlocutores. O presidente do BC afirmou a pessoas próximas que não está totalmente descartada a hipótese de desistir de uma candidatura a mandato eletivo.

Pelo menos um compromisso o presidente do BC assumiu com Lula: não sair do cargo "em hipótese alguma" antes do fim de março, quando termina o prazo de desincompatibilização para o caso de se candidatar a um mandato eletivo.

No PMDB, Meirelles está tomando a primeira providência legal para uma eventual candidatura a qualquer eleição - do Senado Federal à Presidência da República, passando pelo Governo do Estado e pela Vice-Presidência.

A hipótese mais cogitada no PMDB local, por enquanto, é a candidatura ao Senado, em chapa encabeçada pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), como candidato a governador. Mas o PMDB não descarta lançá-lo ao Governo, com apoio de Iris, se uma candidatura sua se mostrar viável para derrotar o senador Marconi Perillo (PSDB).

Setores do PSDB estudam questionar na Justiça Eleitoral a filiação, alegando incompatibilidade da presidência do BC com a atuação partidária. O presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), negou a iniciativa.

A ida de Meirelles para o PMDB desarranja articulação do governador Alcides Rodrigues (PP), que tentava levar o presidente do BC para seu partido e torná-lo seu candidato à própria sucessão. Agora, Cidinho - como é conhecido - busca uma alternativa. Hoje, ele conversa com o deputado Ronaldo Caiado (DEM), líder do seu partido na Câmara dos Deputados, que tenta viabilizar seu nome.

Caiado foi um dos principais estimuladores da entrada de Meirelles na política. Foi ele que convidou o então presidente do Bankboston para ingressar no então PFL em 2002, oferecendo uma vaga para disputar o Senado. Caiado levou Meirelles para um jantar no Rio de Janeiro, com a presença dos principais dirigentes do partido, para selar o acordo.

Na última hora, o então presidente da República Fernando Henrique Cardoso fez um apelo para que Meirelles fosse para o PSDB em vez do PFL. Também ofereceu a possibilidade da disputa ao Senado. Alegando não ter como recusar o pedido de um presidente, Meirelles foi para o PSDB.

Os tucanos não sustentaram o compromisso. Lúcia Vânia lançou-se candidata e, como ela tinha mais apoio na convenção partidária, Meirelles renunciou à vaga do Senado na véspera da decisão. Acabou candidato a deputado federal pelo PSDB e foi o mais votado do Estado.

Renunciou ao mandato e deixou o PSDB para aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o BC. Lula já havia recebido várias recusas para o cargo de pessoas convidadas. Hoje, o presidente diz ter dívida de gratidão com Meirelles pelo papel desempenhado na estabilidade da economia.

Por isso, embora não queira que ele deixe o Governo, Lula mostra-se disposto a apoiá-lo no que for preciso, caso o goiano decida se candidatar. Em uma visita a Goiás, o presidente defendeu publicamente uma "grande aliança" dos partidos de sua base de sustentação em torno de Meirelles, argumentando que ele não poderia ser candidato para perder eleição.

Por esse cenário de dificuldades e pelo fato de ainda não ter uma candidatura competitiva a governador - Iris lidera as pesquisas de intenção de voto, em situação de empate com Perillo -, o PMDB de Goiás tem falado que a opção mais provável é a disputa ao Senado.

O caminho para o Senado também não seria fácil. As duas vagas de senador por Goiás que serão abertas em 2011 já têm candidatos: os atuais senadores Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB), que estão em fim de mandato.

Outro problema é uma representação proposta no dia 15 de setembro pelo PSDB ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás contra o presidente Lula, Meirelles, Iris, Alcides Rodrigues, o prefeito de Anápolis, Roberto Gomide (PT), e o ex-ministro José Dirceu, por prática de propaganda antecipada.

A representação foi motivada pela visita de Lula a Goiânia e Anápolis, acompanhado de Meirelles, para visitas a obras e comício. O PSDB alega que a visita "teve cunho exclusivamente político, com o objetivo de deflagrar discussões eleitorais" e lançar Meirelles como candidato ao Governo de Goiás.

É com base nessa representação que uma ala do PSDB estuda questionar a filiação de Meirelles ao PMDB. Na representação ao TRE, o partido pede uma série de informações sobre gastos públicos com os eventos e liberação de servidores públicos do trabalho para participar do comício de Lula.

(Fonte: Valor Econômico)


 

01-10-2009 | 18:43

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, filiou-se ao PT, informou o partido por meio de seu site nesta quarta-feira (30).

Amorim é chanceler desde o início do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

O partido informou que a filiação ocorreu na véspera.

A notícia tornou-se pública no mesmo dia em que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, assinou sua ficha de filiação ao PMDB, legenda da qual o diplomata já fez parte no passado.

Fonte: DIAP
 

01-10-2009 | 18:42

Por Maurício Hashizume, na Agência Repórter Brasil

Senadores analisam proposta de alteração na lei que abre brecha para a terceirização indiscriminada do trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores que atuam no campo brasileiro.

O Projeto de Lei do Senado (PLS 171/04), do falecido senador Ramez Tebet (PMDB/MS), legaliza a contratação rural temporária de até 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo período.

A matéria foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e está sendo discutida atualmente na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A legalização do trabalho rural temporário e terceirizado é defendida com unhas e dentes pela bancada ruralista. Na CRA, a relatoria coube à senadora Kátia Abreu (DEM/TO), que acumula as funções de presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária (CNA) e repete a mesma função na CCJ.

A despeito do empenho ruralista, representantes do Governo federal e da sociedade civil não estão de acordo com o conteúdo do PLS 171/04.

Na última quarta-feira (23), a CCJ promoveu uma audiência pública sobre a matéria e o placar entre os convidados para a mesa foi quase uma goleada: quatro se mostraram contrários à mudança e dois foram a favor.

Os dois apoiadores da proposta - Henrique Soares, representante adicional da CNA, e Adriano Alves, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) - se ancoraram basicamente no entendimento de que deve haver isonomia entre trabalhadores rurais e urbanos e na necessidade de adaptação da lei vigente (mais especificamente do artigo 4º da Lei 6.019, de 3 de janeiro de 1974) diante da modernização ocorrida no campo nas últimas décadas.

As questões da isonomia e da modernização aparecem desde a justificação do autor do projeto, em 2004. Antes de sua morte em 2006, Ramez alegava que "o agronegócio não pode ser excluído desse tipo de contratação [temporária e sujeita à terceirização] se quisermos afastar todas as formas ilegais a que os trabalhadores rurais são submetidos".

"A área rural tem um enorme potencial em termos de geração de emprego e a modernização da legislação vigente trará, sem dúvida alguma, bons e rápidos resultados", pregou.

No mesmo texto de apoio ao projeto, contudo, o então senador apresentou números reveladores de pesquisa organizada pela própria CNA: 88,81% dos proprietários rurais consultados contratavam apenas temporários; 6,48% empregavam trabalhadores permanentes e temporários; e apenas 4,70% se valiam apenas de empregados permanentes.

Em vez de buscar o aumento do vínculo trabalhista permanente no campo, o que está sendo proposto pelo projeto de lei é a legalização de práticas precarizadas. Por essa e por outras razões, a maioria dos participantes da audência pública da CCJ se pronunciou abertamente de forma contrária à proposta.

De acordo com Marcelo Campos, que representou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na ocasião, Certamente abrirá espaço para um maior aprofundamento de fraudes e supressão de direitos trabalhistas.

Marcelo lembra que a autorização de trabalho temporário terceirizado já vem provocando controvérsias no meio urbano, pois abre brechas para fraudes às leis trabalhistas por meio de empresas de intermediação de fachada.

A prevalência da subsidiaridade - e não da solidariedade - na lei da terceirização urbana acaba, na avaliação dele, por desobrigar empresas diretamente beneficiadas pelos serviços prestados por intermediários no que diz respeito ao pagamento dos direitos caso esses agentes não cumpram seus deveres.

O representante do MTE ressalta ainda que muitos "gatos" têm recorrido à abertura de empresas individuais com o objetivo de executar legalmente essa intermediação. Para ele, a interferência do "gato" será referendada a partir da aprovação do referido projeto de lei.

O MTE, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Justiça do Trabalho vêm atuando justamente no sentido de coibir a ação dos "gatos" e de suas atividades criminosas de aliciamento.

"Querem igualar o trabalhador urbano e o trabalhador rural sem levar em conta a garantia dos direitos. Precisamos caminhar para assegurar mais, e não menos, direitos", complementa Débora Farias, que representou a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) na audiência pública da CCJ.

A permissão do trabalho temporário terceirizado no campo tornará o trabalho de quem está na base produtiva ainda mais instável e vulnerável. Por causa da sazonalidade do setor agropecuário, já existem formas específicas de contratação para safristas.

Inclusive, a MP 410/07, transformada em lei, abriu a possibilidade de contratação por dois meses sem a necessidade de assinatura da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).

Segundo Débora, o projeto de lei apenas agrava esses problemas, pois vai na contramão da busca histórica por instrumentos que possam garantir maior vinculação - e não menor - entre empregado e empregador.

Como exemplo dessa busca, ela cita iniciativas de usinas de cana-de-açúcar que têm optado pela suspensão do contrato e pela capacitação dos empregados - inclusive com ajuda de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) - durante o período da entressafra, sem rompimento de vínculos.

"Mesmo com a sazonalidade, é possível manter o contrato de trabalho".

"Esse projeto vai no sentido contrário. Ele oficializa a vulnerabilidade do peão de trecho, que migra de região para região em busca de empreitadas", completa Débora.

As motivações econômicas dos empregadores são evidentes: ao final do contrato temporário, o empregado tem direito apenas a uma pequena parcela da verba rescisória e não recebe a parcela de 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) relativo ao período em que esteve ativo.

Apenas os patrões, na visão dela, têm a ganhar. "O problema da informalidade não está na falta de leis trabalhistas. Falta cumprir o que a lei determina".

Durante a audiência pública, a posição contrária dos representantes do MTE e da ANPT foi corroborada por Ary Faria Marimon Filho, diretor de Assuntos Legislativos da Associação Nacional dos Magistrados do Brasil da Justiça do Trabalho (Anamatra), e por Antônio Lucas, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), único representante dos empregados na mesa.

Fonte: DIAP
 

01-10-2009 | 18:38

Já está a venda a edição de 2009 dos "Cabeças" do Congresso Nacional – Ano XVI.

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A remessa do material para localidades fora de Brasília é cobrada separadamente.

Publicação
Preço

Cabeças do Congresso Nacional 2009 – Ano XVI*
- Unidade: R$ 18
- Acima de seis unidades: R$ 15
 

(*) Postagem R$ 2 até dois exemplares e sedex a cobrar acima de três unidades.

Fonte: DIAP
 

01-10-2009 | 18:37