O ministro do Planejamento Paulo Bernardo autorizou o retorno ao serviço público federal de 140 ex-empregados públicos, demitidos durante o Governo Collor e anistiados pela lei nº 8.878/94. A autorização foi concedida por meio de sete portarias publicadas nesta terça-feira, na Seção 2 do Diário Oficial da União (DOU).

A portaria n.º 252 concede a 73 pessoas que faziam parte da Petrobrás Comércio Internacional (Interbrás) o direito de serem reintegradas ao serviço público, passando a fazer parte do quadro especial em extinção da Petróleo Brasileiro S/A (Petrobrás).

Outra portaria n.º 253 autoriza o retorno de 27 ex-empregados ao quadro de pessoal da Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev).

A portaria n.º 251 defere a 20 ex-empregados públicos o direito de serem reintegrados ao quadro de pessoal da Casa da Moeda do Brasil (CMB).

Já a portaria n.° 256 permite o retorno de 15 ex-servidores da extinta Empresa de Portos do Brasil S/A (Portobrás) para compor o quadro especial em extinção da Secretaria Especial de Portos (SEP), sob regime celetista.

A portaria n° 254 aprova o retorno de dois ex-empregados oriundos da extinta Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) ao quadro de pessoal especial em extinção do Ministério das Cidades (MCidades), também sob regime celetista.

A portaria n° 255 defere a duas pessoas que faziam parte da extinta Companhia de Colonização do Nordeste (Colone) o direito de serem reintegradas ao quadro especial em extinção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Já a portaria de n° 250 concede a uma ex-fucionária oriunda da extinta Siderurgia Brasileira S/A (Sinderbrás) o direito de ser reintegrada ao serviço público, passando a fazer parte do quadro especial em extinção do Ministério da Minas e Energia (MME), sob regime celetista.

De acordo com o que determinam as portarias, cabe aos próprios órgãos que receberão os anistiados notificarem em até 30 dias os interessados, que terão igual prazo para se apresentarem. Caso não se apresente dentro do prazo estipulado, o anistiado convocado estará renunciando ao direito de regressar ao serviço público.

O retorno desses ex-servidores foi validado pela Comissão Especial Interministerial (CEI), responsável pela análise de todos os processos de reintegração dos servidores anistiados demitidos do serviço público durante o Governo Collor. A condição para o deferimento do retorno é de que os anistiados não recebam os valores retroativos referentes ao período em que estiveram afastados do serviço público federal.
 

Salários
Para que a remuneração de parte dos anistiados seja calculada, é preciso que os convocados apresentem o último contracheque recebido no órgão em que trabalhavam, já que a Interbrás, Portobrás, EBTU, Colone e a Siderbrás são empresas extintas.

Caso o anistiado não disponha desse documento, será feita uma busca pela ficha funcional do interessado nos arquivos das companhias extintas, e a remuneração será atualizada de acordo com os índices de correção dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social, desde a data do desligamento, até o mês anterior ao retorno ao emprego.

Na hipótese de os dados não serem localizados nos arquivos do Governo Federal, o servidor será, então, automaticamente enquadrado na Tabela de Remuneração de Empregados dos Órgãos Extintos, fixada pelo decreto n.º 6.657, publicado no DOU em 21/11/2008.
 


 

20-08-2009 | 09:53

A maioria das vagas — 336 — é destinada à substituição de servidores terceirizados irregulares


Mais um concurso do Ministério do Planejamento foi divulgado ontem. Desta vez, estão abertas 566 vagas de níveis médio e superior em dois editais. Do total de postos, 336 são da área administrativa e se destinam à substituição dos trabalhadores terceirizados irregulares. O restante será para a área de tecnologia da informação. As inscrições começam amanhã e terminam em 11 de setembro.

Profissionais com nível superior podem escolher entre as 32 vagas de analista técnico-administrativo ou os 230 postos de analista em tecnologia da informação. Em ambos os casos, os aprovados vão trabalhar em Brasília e terão remuneração de R$ 2.643 e R$ 5.843,28, respectivamente.

Os interessados nas 304 oportunidades de agente administrativo (nível médio) poderão escolher entre 12 cidades para exercer o cargo: Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, João Pessoa, Maceió, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo. Os postos têm salário inicial de R$ 2.067,30 e, assim como os analistas, integram o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). Devido ao acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho, o Planejamento terá pressa em dar posse aos aprovados dos cargos de agente administrativo e agente técnico-adminstrativo.

Para participar, o primeiro passo será a inscrição. Entre amanhã e 11 de setembro, o candidato pode preencher os dados pessoais exclusivamente no www.funrio.org.br e emitir o boleto com a taxa de adesão, com valores de R$ 48 e R$ 63. A isenção desse valor é reservada aos inscritos no Cadastro Único para Programas do Governo Federal (CadÚnico). Pela lei, 5% das vagas são para portadores de necessidades especiais.

As datas das provas ainda não foram divulgadas, mas o edital informa que os concorrentes aos cargos de nível superior farão redação sobre temas da atualidade, além de prova objetiva e análise de títulos. Os de nível médio responderão a questões de múltipla escolha. Entre as disciplinas estarão português, informática, direito constitucional, direito administrativo e legislação.



Leia íntegra: editais dos concursos

Oportunidade


Ministério do Planejamento
Vagas: 566 para níveis médio e superior
Salários: R$ 2.067,30 a R$ 5.843,28
Inscrições: 21 de agosto a 11 de setembro
Taxa: R$ 48 e R$ 63
Prova: não informada
Informações: www.funrio.org.br

 

Polícia Federal reabre inscrições

Breno Fortes/CB/D.A Press - 11/2/09
 
 


A Polícia Federal reabriu o prazo de inscrições para o concurso que oferece 600 vagas. A nova chance termina às 23h59 de hoje no www.cespe.unb.br. A corporação vai selecionar 400 escrivães e 200 agentes com salários iniciais de R$ 7.514. A participação custa R$ 110 e é reservada a graduados em qualquer área de formação. Apesar da reabertura, as provas objetivas e discursivas continuam marcadas para 13 de setembro. Para serem considerados aprovados, os concorrentes vão passar ainda por avaliação psicológica, exame médico e de aptidão física e curso de formação. Os candidatos ao cargo de escrivão fazem também prova prática de digitação.

20-08-2009 | 09:49

O Diário Oficial da União traz nesta quarta-feira dois editais de concurso público para o quadro de pessoal do Ministério do Planejamento, totalizando 566 vagas - 336 para a área administrativa, neste caso visando à substituição de terceirizados, e 230 para a área de Tecnologia da Informação. As informações estão nos Editais nº 1 e nº 2, da Seção 3 do DOU, páginas 129 a 140.

As provas de ambos os concursos serão realizadas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Funrio) em todas as capitais do Brasil.

A contratação para a área administrativa do Ministério do Planejamento prevê a ocupação de cargos de níveis médio e superior de escolaridade, respectivamente 304 para agente administrativo e 32 para analista técnico-administrativo, todos do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). O agente terá remuneração inicial de R$ 2.067,30 e o analista de R$ 2.643,28. As vagas para analista são para exercício em Brasília. Já para agente administrativo há opções de exercício em 12 cidades do país: Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luis (MA) e São Paulo (SP).

As 230 vagas para Analista em Tecnologia da Informação também são do PGPE e exigem formação superior sem importar a especialidade. Da mesma forma que para as vagas para analista técnico-administrativo, o provimento dos cargos se limita a Brasília. A remuneração inicial do analista de TI será de R$ 5.843,28.

Será assegurado aos portadores de deficiência o percentual de 5% do total das vagas destinadas para cada cargo.

Inscrições – Para os dois concursos, o prazo para efetuar inscrições compreende o período entre 21 de agosto e 11 de setembro de 2009. Os valores a serem pagos são de R$ 48,00 para candidatos a cargo de nível médio de escolaridade e de R$ 63,00 para os cargos de nível superior. As inscrições serão realizadas apenas via internet no www.funrio.org.br

Será permitida a isenção no pagamento de taxas aos candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e integrantes de família de baixa renda (renda familiar mensal de até três salários mínimos).

A relação dos inscritos será divulgada na página eletrônica da organizadora dos certames e em edital específico no Diário Oficial da União em data prevista no cronograma existente no Manual do Candidato e no site da FunRio.

Provas – De novo, para os dois concursos, a data definitiva de realização de provas será informada posteriormente por edital no DOU e na internet. Os candidatos a cargos de nível superior farão redação sobre tema atual, além das provas objetivas. Para todos os participantes será necessário estudar conteúdos de Língua Portuguesa, Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Legislação.

O concurso para analista de TI será composto por duas fases, a primeira, de prova objetiva e de redação, e a segunda, de avaliação de títulos. As provas serão realizadas no turno da tarde. Também será na parte da tarde a participação do candidato à vaga para agente administrativo. O candidato à analista técnico-administrativo fará a sua prova pela manhã.

Para que seja assegurada a participação de cada candidato na seleção pública dentro das regras estabelecidas será importante que todos os inscritos busquem informações no endereço www.funrio.org.br onde será possível acompanhar editais, Manual do Candidato, processo de inscrição, local de prova, gabaritos, resultados de provas e de recursos, cronogramas, convocações e resultados finais.

 

20-08-2009 | 09:41

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi afirmou, nesta quarta-feira (19), que é contra a proposta de desoneração da folha de pagamento, iniciativa já prometida pelo Ministério da Fazenda e amplamente defendida por empresários brasileiros.

 

Em entrevista à Reuters, Lupi disse opor-se a qualquer projeto que mexa nos direitos do trabalhador. A Fazenda chegou a prometer apresentar uma proposta ainda este ano, sem antecipar o modelo da redução de impostos.

 

"Eu não defendo a desoneração da folha de pagamento. Defendo uma reforma tributária que não signifique perda de direito para o trabalhador", argumentou o ministro.

 

Segundo ele, os tributos atuais são fundamentais para garantir benefícios, como aposentadoria, pensão e seguro-desemprego.

 

"Como vamos desonerar fundo de garantia, por exemplo?", questionou o ministro. Presidente licenciado do PDT, herdeiro direto do PTB de Getúlio Vargas, Lupi mostra-se menos sensível aos apelos por um ambiente de negócios mais atrativo.

 

Declarando-se um "otimista", Lupi fez previsões sobre a economia. Disse que a taxa de desemprego no Brasil ficará entre 7,6% e 7,7% este ano, patamar próximo do período pré-crise - por volta de 7,5%, de acordo com ele.

 

Para o ministro, a taxa de julho - que será divulgada nesta quinta-feira - ficará entre 7,9% e 8%, ante 8,1% em junho.

 

"Pelos dados que eu tenho, acredito que continue caindo", disse o ministro. "Há muito tempo que o pior (da crise) já passou - disse.

 

Ele afirmou que buscará adeptos no Congresso à proposta de reduzir a jornada de trabalho no País para 40 horas semanais, frente às atuais 44 horas. Diversos projetos versam sobre o tema no Congresso, todos apresentados por parlamentares ligados à política de esquerda.

 

Apesar da polêmica, o governo pode usar sua folgada maioria para aprovar o projeto na Câmara. O problema, porém, está no Senado, onde a base governista é mais frágil.

 

"Estou pagando para ver um senador votando contra o trabalhador", afirmou Lupi. (Com agências)

 

Fonte: Diap

 

20-08-2009 | 09:30

Já aprovado pela CAS, projeto retorna à Comissão porque teve duas emendas de plenário rejeitadas pela CAE na semana passada. Assim, essas precisam ser submetidas ao colegiado

 

Após aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do parecer do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) ao PLS 248/06, que regulamenta a taxa a ser descontada em favor dos sindicatos, em razão da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, será submetido a mais uma votação, agora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

 

Embora já tenha sido aprovado pela CAS, o projeto retorna à Comissão porque teve duas emendas de plenário rejeitadas pela CAE no início da semana passada. Sendo assim, essas precisam ser submetidas ao colegiado.

Depois, o texto será votado no plenário da Casa, antes de ser remetido à Câmara.

Emendas
As duas emendas foram apresentadas pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA). A primeira abre a possibilidade de oposição à taxa pelos não-sindicalizados.

A segunda prevê que a contribuição será devida somente uma vez ao ano, em percentual não superior a 1% e sobre o salário-base do trabalhador.

Parecer do relator
O relator, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), rejeitou ambas as emendas sob o argumento no caso da primeira que "descaracterizaria o projeto e permitiria que, muitos empregados auferissem vantagem decorrente das negociações coletivas, sem oferecer aos sindicatos uma compensação mínima pelos gastos havidos durante o processo [negocial]".

Em relação à segunda, o relator entende que os detalhes sobre a cobrança da taxa serão "melhor definidos em assembléias sindicais".

E acrescentou: "Afinal, ninguém melhor que os próprios trabalhadores para saber os valores necessários de contribuição assistencial e a periodicidade de sua cobrança".

As emendas serão examinadas em sessão da Comissão, nesta quarta-feira (19), às 11h30, na Sala Florestan Fernandes, plenário 9, Ala Senador Alexandre Costa

19-08-2009 | 10:20

Aprovação da PEC, que retira da CF direitos constitucionais, será o sonho dos neoliberais. Em uma única proposição joga na lata do lixo tudo aquilo que foi conquistado pelos movimentos sociais na Constituinte

 

Escondida atrás de uma discussão doutrinária a respeito do tamanho da Constituição brasileira, as conquistas da Carta Política de 1988 poderão ser anuladas, caso venha a ser aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 341/09, do deputado Regis de Oliveira (PSC/SP), que desconstitucionaliza todos os direitos e garantias sociais, como os direitos trabalhistas, previdenciários, dos servidores, sindicais, entre outros.

No plano teórico, o autor da proposição parte do pressuposto de que uma Constituição de princípios, ou material, na linguagem dele, é mais adequada que uma Constituição analítica, como nossa atual, que os neoliberais chamam detalhista e responsável por travar o desenvolvimento do País, daí aplaudirem a proposta que propõe seu enxugamento ou a desregulamentação de direitos.

A PEC 341/09, que aguarda votação do parecer favorável à sua admissibilidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara, reduz de 250 para 60 os artigos permanentes da Constituição, e de 95 para apenas um os artigos das Disposições Transitórias, retirando do texto constitucional todos os direitos e garantias que implicam despesas para empresas ou para o Estado assegurados aos cidadãos, remetendo tudo para a lei.

O relator da PEC na CCJC, deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT/BA), responsável pela a análise da admissibilidade (constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa) concorda com a tese da Constituição enxuta, mas propões duas alterações: 1) incluir um dispositivo para determinar que continuem em vigor os artigos suprimidos até sua regulamentação em lei, e 2) para desmembrar, em PEC específica, as modificações que o autor faz no texto da atual Constituição, como as que dizem respeito à autonomia do Distrito Federal.

O relator, em seu parecer, assim como autor da PEC, não considera como direito individual para efeito de impedimento de emendamento (inciso IV, parágrafo 4º do artigo 60 da CF), os artigos 6º a 10, que trata dos direitos sociais, apesar de fazerem parte do Título II (Dos Direitos e Garantias Fundamentais), nem o Título VIII (da Ordem Social), que inclui, entre outros, os direitos à Seguridade Social (Saúde, Previdência e Assistência Social) bem como à educação, à cultura, à família, à criança, ao idoso, ao adolescente e aos índios.

A aprovação da PEC 341, que retira da Constituição todos esses direitos, será o sonho dos neoliberais. Em uma única proposição jogaria na lata do lixo tudo aquilo que foi conquistado pelos movimentos sociais na Constituinte de 1987/88.

 

Seriam excluídos do texto Constitucional, apenas como ilustração, todas as regras sobre os direitos sociais dos trabalhados, as regras previdenciárias dos servidores e trabalhadores celetistas, as garantias de atuação do sindicato como substituto processual e representativo de categoria profissional, suas fontes de financiamento, assim como a proteção à saúde, educação, suas fontes de financiamento, que passariam a depender apenas de lei ordinária.

Os movimentos sociais, em geral, e o sindical, em particular, precisam mobilizar suas bases - trabalhadores, estudantes, cidadãos - para denunciar esse verdadeiro golpe contra os interesses da maioria do povo.

19-08-2009 | 10:20

Para os milhares de estrangeiros que vivem no Brasil, a crise acabou. Dados do Banco Central (BC) mostram que as remessas feitas por esses trabalhadores às suas famílias no exterior já voltaram ao patamar de antes do estouro da crise.

Na comparação com janeiro, o envio de dólares saltou 48,4% em junho.

No mesmo período, a entrada de dinheiro enviado por brasileiros que estão em outros países caiu 9,2%.

Isso fez com que a cada US$ 3 que entram pelas remessas de brasileiros, US$ 1 sai transferido pelos imigrantes.

Segundo o BC, estrangeiros enviaram US$ 57 milhões em remessas para a manutenção da família no exterior em junho, o dado mais atualizado até agora.

O valor é praticamente o mesmo registrado em agosto de 2008, antes do agravamento da crise, quando somou apenas US$ 400 mil a mais.

Os números mostram que esse grupo de trabalhadores - composto por várias etnias, como os bolivianos, chineses e sul-coreanos - enviou US$ 1,9 milhão por dia ou US$ 79 mil por hora às famílias em junho.

O aumento das transferências tem duas explicações.

A primeira está diretamente ligada à reação da economia brasileira, que aumenta a demanda pela mão de obra e, por consequência, eleva o rendimento desses trabalhadores. Há, ainda, o fator cambial.

Com a recente valorização do real, os salários no Brasil passaram a valer, comparativamente, mais dólares.

No auge da crise, quando a moeda norte-americana rondava os R$ 2,50, a remessa de R$ 500 representava US$ 200.

Agora, com a cotação próxima de R$ 1,80, o valor enviado é, em dólares, 38% maior, de US$ 277. (Fonte: O Estado de S.Paulo)

19-08-2009 | 10:19

Os aposentados vão defender, nesta terça-feira (18), em Brasília, três prioridades para as aposentadorias e pensões: aumento real para os benefícios acima de um salário mínimo na próxima data-base, que é janeiro de 2010; o fim do fator previdenciário e a mudança da média utilizada para calcular o valor a ser recebido por quem está se aposentando.

As centrais e o Ministério da Previdência reúnem-se, a partir das 16h, para mais uma rodada de negociações em torno desses temas.

De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), além de as aposentadorias terem sofrido o "golpe" do fator previdenciário e os benefícios acima de um salário mínimo serem reajustados com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede apenas a inflação), depois da reforma previdenciária do Governo FHC o valor das novas aposentadorias passou a ser calculado levando em consideração a média de 80% das melhores contribuições pagas pelo trabalhador na ativa.

A CUT alega que essa média reduz o valor das aposentadorias, pois acaba incluindo períodos em que o contribuinte ganhava salários reduzidos e, portanto, contribuiu menos para a Previdência.

É a chamada média longa, que seria positiva para a maioria caso o mercado de trabalho no Brasil fosse estável e as pessoas alcançassem salários maiores à medida que aumentasse o tempo de serviço. Porém, em função da alta rotatividade, a maioria não é beneficiada pela lógica de ganhos maiores quanto maior o tempo de atividade.

Por isso, em relação à média de cálculo, a CUT defende que sejam considerados 60% do total das maiores contribuições. Ao reduzir o espectro das chamadas melhores contribuições, o cálculo passará a considerar, de fato, períodos em que o contribuinte tinha salários melhores.

Em princípio pode parecer contraditório, mas não é. "Se a Previdência usar como base apenas 60% das maiores contribuições, eliminará 40% das menores. Quando usa como base 80% das chamadas maiores contribuições, acaba na prática eliminando só 20% das menores", afirma, por meio de sua assessoria, o presidente da CUT, Artur Henrique, que participará amanhã das negociações.

Ainda em relação à média de contribuições usada para calcular as novas aposentadorias, há outra proposta, em tramitação no Congresso, que pretende instaurar como base a média das últimas 36 contribuições pagas pelo trabalhador. De autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), a proposta também é considerada ruim.

"A maioria das pessoas não têm garantia de que estarão ganhando salários mais altos quando estiverem a apenas 36 meses de se aposentar. Então, em nossa opinião, essa média curta não é uma boa alternativa", avalia Artur.

Quanto ao fator previdenciário, mecanismo criado para reduzir as aposentadorias de quem já tem tempo de contribuição suficiente, mas ainda não atingiu a chamada idade mínima de vida para se aposentar, a posição das centrais é bastante simples de entender. "Queremos o fim do fator e ponto".

E mais: "A maioria dos brasileiros começa a trabalhar ainda adolescente e atinge o tempo de contribuição necessário antes mesmo de completar os 63 anos de vida, exigidos atualmente para os homens, ou 58 anos, exigidos para as mulheres. Então, se pessoas nessas condições quiserem se aposentar têm todo o direito de receber o valor integral", define o presidente da CUT.

Ainda na avaliação feita pela CUT, ao mesmo tempo em que criou o fator previdenciário o Governo FHC também conseguiu separar o reajuste do salário mínimo das demais aposentadorias.

Desde então, aposentados e pensionistas que ganham acima do mínimo têm recebido reajustes que cobrem apenas a corrosão inflacionária. Por isso, as entidades sindicais estão reivindicando aumento real substantivo na próxima data-base, janeiro de 2010, e também para 2011.

"Os que ganham acima de um salário tem uma situação bastante complicada, porque, quando eles estavam na ativa, através de suas categorias e acordos coletivos feitos pelos seus sindicatos, conquistavam direitos como tíquete-refeição, PLR, assistência médica, vale-transporte. Deixam de receber essa renda indireta e então, no momento mais difícil, quando precisam enfrentar despesas que aumentam, como saúde e medicamentos, esses companheiros recebem apenas a correção da inflação desde 95. Estamos tentando convencer o Governo, chamar a atenção do Governo para isso", argumenta Artur.

É importante destacar, segundo o presidente, que a imensa maioria (95%) dos que ganham aposentadorias acima de um mínimo não passam de R$ 1.300.

Para esse grupo de brasileiros, hoje 8,1 milhões de pessoas, a CUT defende também a criação de uma mesa de negociação permanente que proponha e estabeleça acesso mais barato a remédios, transportes e lazer, entre outros direitos preconizados pelo Estatuto do Idoso.

"O desafio é restabelecer o poder de compra dos aposentados e pensionistas", afirma o presidente.

Por fim, outro tema que estará na mesa amanhã é a exigência que o Congresso aprove a lei que estabelece a política de valorização do salário mínimo até 2023. Essa política prevê que o mínimo, e as aposentadorias nele referenciadas, sejam reajustados todo o ano pelo índice de inflação mais a variação positiva do PIB mais recente, ou seja, de dois anos anteriores.

O Governo federal vem respeitando, até agora, os termos da política, fruto de um acordo fechado com as centrais, apesar de a lei não ter sido aprovada pelos parlamentares.

"Queremos que isso esteja garantido, não importa em qual Governo, para que os atuais 18 milhões de aposentados que ganham até um mínimo continuem recebendo aumentos reais", avalia Artur.

Nas rodadas de negociação anteriores, o Governo federal propôs abandonar todos os projetos apresentados e criar um substitutivo global. Segundo Artur, as centrais só vão discutir um substitutivo dessa natureza se suas propostas forem aceitas pela Previdência e pela área econômica. (Fonte: Brasília Confidencial, no Blog O outro lado da notícia)

 

 

19-08-2009 | 10:18

A pedido das centrais sindicais foi desmarcada a reunião entre as entidades, as associações de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Governo para tentar chegar a um acordo sobre o reajuste acima da inflação, que deve ser concedido a quem ganha mais de um salário mínimo da Previdência Social.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), informou hoje que o pedido se deve ao fato de não ter havido uma consulta às bases das representações sobre a exigência do Governo de que sejam previamente arquivados os projetos de lei que mudam regras de concessão de benefícios previdenciários.

Essa foi uma condição imposta na reunião da semana passada pelos ministros da Previdência, José Pimentel, e da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, para que fosse apresentada a proposta do Governo sobre o índice de reajuste real.

"Como ainda não houve tempo para consultar todos os interessados nem nós conversamos entre nós, preferimos pedir o adiamento para que não seja mais uma reunião sem decisão", afirmou o deputado.

O Ministério da Previdência Social, por meio de sua assessoria, confirmou que o encontro foi desmarcado e acrescentou que ainda não há nova data definida para nova rodada de discussões.

Na mesa de discussões, as entidades representativas dos aposentados têm defendido pelo menos 3% de reajuste real que, somados à inflação projetada para 2009, representaria uma correção total em torno de 7% nos valores finais das aposentadorias e pensões superiores ao salário mínimo.

Cerca de oito milhões de pessoas serão beneficiadas com a decisão.

O Governo quer, em troca disso, que as entidades concordem em enterrar quatro projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados, e já passaram pelo Senado, que reajustam valores dos benefícios e mudam regras de concessão de aposentadorias, como o que extingue o fator previdenciário.

O fator incide sobre o cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição reduzindo o valor final dependendo da idade do trabalhador no momento do pedido de aposentadoria. (Fonte: Agência Estado)

19-08-2009 | 10:17

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP) anunciou, nesta segunda-feira (17), em Curitiba, que fará debate em comissão geral sobre a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 231-A, que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e aumenta o valor da hora extra de 50% para 75% sobre o valor normal da hora trabalhada.

Pressionado pelo setor empresarial, o debate é uma forma de prolongar a discussão, já que os sindicatos e entidades trabalhistas querem a votação urgente da proposta.

Cauteloso, o presidente da Câmara não promete nem nega que a PEC possa ser votada ainda neste ano. "Vai depender de negociação (dos partidos)", argumentou.

O debate na comissão geral deve acontecer na próxima terça-feira (25) e reunirá representantes das centrais sindicais e do setor empresarial.

Amplo debate
"Precisamos ouvir todo mundo e cada partido vai precisar reunir sua bancada para tomar posição", declarou Temer, que esteve em Curitiba para receber uma carta com seis reivindicações da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

O presidente da entidade, Rodrigo da Rocha Loures, é contrário à redução da jornada e defendeu a criação de uma "agenda positiva" com as centrais sindicais.

"Vou levar esta ideia no debate na próxima semana. Podemos trabalhar em conjunto para aprovarmos as reformas fiscal e trabalhista, por exemplo", afirmou Rocha Loures.

Já o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do estado do Paraná (Faciap), Ardisson Naim Akel, foi mais enfático em repreender a redução da jornada.

"Estamos em uma economia globalizada. Temos de lembrar que, se os empresários forem mais onerados, isso vai refletir no preço dos produtos", argumentou.

Maioria patronal
Dez deputados federais, dos 30 que representam o Paraná, estiveram no encontro e se dividiram sobre o assunto. Porém, a maioria estava alinhada com a posição da Fiep.

"Estamos em uma clara tendência de automação. Eu não acredito que a redução crie novos empregos. Se isso acontecer, a tendência das empresas é se automatizar", observou o deputado Eduardo Sciarra (DEM/PR).

Já o deputado Gustavo Fruet (PSDB/PR) mostrou-se simpático à redução da jornada de trabalho, mas não como uma medida isolada: "Deve fazer parte de um pacote de medidas".

A carta entregue a Temer pela Fiep pede, entre outras coisas, redução da carga tributária e facilidades fiscais.

"É necessário estabelecer um teto para a carga de impostos em relação ao PIB; am­­­pliar prazos de recolhimento; dobrar o limite de faturamento das empresas para adesão ao Simples", afirma o texto. (Fonte: Gazeta do Povo)

19-08-2009 | 10:17